quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Tu e 2010...

(foto retirada)
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A minha bailarina linda já está em casa... como se nem tivesse sido operada! A energia regressou e o pós-operatório foi simplesmente espectacular! Os próprios enfermeiros disseram que se contavam pelos dedos os meninos que reagiam assim tão bem! Fiquei e estou tão feliz!
No entanto, claro que não consegui cumprir a promessa de não chorar, o desespero de ver alguém picar-te os bracinhos, de um para o outro porque não apanhavam a veia, e o teu choro aflitivo não me saem da memória! Queriam tentar adormecer-te antes de entrares para o bloco para que não sentisses que eu não entraria! Não foi possível... Já à porta do bloco, nova tentativa por parte da anestesista, nova tortura para ti porque a anestesia estava a sair para fora! Assim, tive que assistir ao que mais receava... ver-te ser levada a chorar, sem que eu pudesse segurar-te a mão, dizer-te que estava ali!
Desatei num choro impossível de controlar, mas a médica rapidamente veio ao corredor dizer que já nanavas... A partir daí, tudo correu bem... a minha princesa rapidamente voltou para mim, meiguinha como nunca, linda como sempre!
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Assim termina o nosso ano, repleto de momentos inesquecíveis, uns maravilhosos, outros nem tanto, mas um vida em conjunto que cada vez mais vai ganhando alicerces mais fortes que me levam a acreditar que, de facto, o Amor vale a pena!
Assim desejo que seja o nosso 2010... um ano novo repleto de novos sonhos por concretizar, de momentos por partilhar mas, acima de tudo, um ano que seja capaz de me trazer a Paz de Espírito de que tanto necessito, pois sei que somente assim serei capaz de todos estes desejos realizar!
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E com esta imagem de uma pequena bailarina a desabrochar ao som de uma melodia de encantar, desejo a todos que este novo ano venha envolto de uma Felicidade infinita e que vos permita sempre Acreditar e Sonhar...
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Feliz 2010!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Meu anjo...

(foto retirada)
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Meu amor,


Que hoje todos os anjos do céu te protejam...
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Sei que não vou poder mostrar-te a imensidão do meu medo, mas quero que vejas o quanto te amo e o quanto daria tudo para poder sofrer as tuas dores!
Mas mais importante é saberes que a mamã nunca te deixará sozinha! Jamais!
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E quando acordares... será o meu abraço que encontrarás para nele te aconchegares e beberes todo o mimo de que necessitares para perceber que, passe o tempo que passar, estejas onde estiveres, a mamã e o papá estarão sempre presentes para te acarinhar e, se possível, te proteger de todos os males do Mundo!
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A mamã não vai chorar, prometo-te, está bem?
Amo-te daqui até à lua e de volta até cá em baixo... (como a pequenina lebre, lembras-te?)
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

(Da) magia do Natal...

Sim, a magia do Natal ainda existe... basta ver-te, entrar no teu mundo de fadas, bailarinas e princesas para perceber que o Mundo ainda pode ser feito de mil cores, escolhidas minuciosamente sob o teu olhar atento e terno!
Foi um dia repleto de sorrisos, olhos a brilhar, risos de crianças e adultos que ecoavam por entre a ternura de, nem que por um dia, reencontrar os laços que nos pertencem, embora tantas vezes longe de nós! Mais de cinquenta pessoas unidas pela magia do Natal!
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(foto retirada)

De tarde, a "Mãe Natal" distribuiu os muitos (até em demasia) presentes dos tios a ti e aos muitos priminhos que se juntaram novamente para fazer deste dia um dia cheio de surpresas! Ouvir as vossas gargalhadas, sentir o vosso brilho no olhar sempre que chamava por um de vós, receber o vosso beijinho (exigência da Mãe Natal!) foi certamente um dos momentos mais ternos do dia! Ver-vos felizes, numa alegria contagiante quase permite aos adultos esquecer as saudades que tantas estrelas que hoje brilham mais intensamente no céu...

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(foto retirada)

A manhã tinha começado bem cedinho para ti... a tua ânsia em ver se o Pai Natal te tinha realmente visitado durante o sono era mais que muita... sim, porque apesar das "mil" prendas que foste recebendo ao longo do dia, a do Pai Natal era a que mais anseavas! E não é que ele encontrou o caminho até a nossa casa?! Terá sido a estrela que no dia anterior viste no céu que o guiou?

Sim, que tu própria disseste: "Sabes, mamã, aquela estrela gande é uma estrela guia! Mas não é a dos Reis Magros... hoje é para guiar o Pai Natal até nossa casa! Ele deve estar escondido atrás das árvores para eu não o ver e poder chegar a casa para ir nanar!" :)


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Mal chegaste a casa na noite de Natal, foste a correr preparar os teus sapatinhos para pôr na lareira! Mas como sabias que a viagem do Pai Natal e das suas renas era longa (que ele tem um Mundo de crianças por visitar numa noite!) deixaste leitinho e bolachinhas para que eles recuperassem forças...
E ele gostou, não foi, fofinha? Até te escreveu uma carta, que a mamã te leu sob a luz que o teu olhar irradiava quando te apercebeste que de manhã já só lá se encontravam os sapatinhos vazios e o tão desejado embrulho!
O teu Nenuco Maternidade... ohhhh! é mesmo mamã! Não se enganou... é mesmo para mim!
O Poney doutor dos papás fez igualmente o teu delírio, tão fofinho, olha, ele diz - gosto muito de ti!
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E nós também te amamos muito, minha princesa, a tua felicidade é a nossa melhor prenda!
Podemos satisfazer e ajudar a realizar os teus sonhos, mas nada do que possamos fazer ou oferecer consegue equiparar-se ao que tu nos dás diariamente... um Amor imenso, do tamanho do céu!
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal...

(foto retirada)
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Apesar de não haver neve este ano para que a magia ainda fosse maior,
Apesar do coração da mamã andar apertadinho,
Sei que o teu sorriso vai espalhar-se pelo ar,
Os teus risos ecoarão para além do infinito,
E só por isso sei que este será mais um Natal perfeito!
Porque te tenho... minha boneca!
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FELIZ NATAL!
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sábado, 19 de dezembro de 2009

À tua espera...

(foto retirada)
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Hoje de manhã, enquanto ia para o último dia de escola antes das férias de Natal, uma simples música, uma melodia que já não ouvia há muito tempo fez com que as minhas lágrimas simplesmente rebentassem e, sem pedir sequer autorização, rolassem pelo meu rosto... escaldantes, solitárias...
Esta época por si só já me deixa melancólica, com um desejo absurdo de rasgar o céu e de lá resgastar as estrelas que faltam no meu pinheirinho, as mais importantes, as que lhe dariam um brilho ainda mais intenso, as que me ferem de saudade e que só posso observar em noites frias de céu estrelado...
E a esta tremenda e dolorosa saudade, este ano, vem juntar-se a angústia de saber que vais passar por um momento difícil, talvez mais para mim do que para ti, mas que não me deixa desapertar este nó na garganta, esta dor no peito, este medo absurdo de te poder ver sofrer ou mesmo perder!
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(foto retirada)
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Vais ser operada... e sempre que penso nisso as lágrimas imediatamente inudam-me os olhos! Tenho tanto medo, minha flor! Nem sequer o consigo expressar em palavras, que sempre foram o meu jeito de desabafar...
Três dias após o Natal, serás operada às adenóides e aos ouvidos e por muito que me digam que é uma operação simples, o meu medo não diminui... só de imaginar que te porão a dormir, sem que possa estar no bloco até tu adormeceres, sinto-me completamente a rasgar por dentro, qual papel amarrotado!
Expliquei-te que a doutora te iria pôr um pijaminha e uma touca especiais, próprios somente para os meninos corajosos e que ia tentar libertar o líquido que no teu ouvido já te impede de ouvir convenientemente, que ia tratar-te como tu irás tratar o Nenuco Maternidade que pediste ao Pai Natal...
Disseste que sim, nada pareceu te assustar, mas o olhar de pânico (não com a operação em si) com que olhaste para mim naquele momento não me tem largado um segundo!
Sim, quando te expliquei tudo isso, olhaste-me assustada e numa voz doce de quem tem o condão de encantar, perguntaste-me: "Mas mamã... tu vais ficar comigo?"

Claro, meu amor, disse-te abraçando-te. Só aí percebi que nessa cabecinha pequenina não era o receio de estar ou ficar no hospital que te assustava mas sim o pânico de que eu te deixasse lá sozinnha, de que te abandonasse!
Será que no abraço que te dei e nas lágrimas que tentei imediatamente sufocar te consegui fazer perceber que se há coisa neste Mundo que nunca farei é abandonar-te?
Será que se olhares nos meus olhos consegues entender que por muito simples que tudo isto possa parecer, muito maior é o meu desespero só de pensar que possas sofrer, por muito momentâneo que seja... que sinto-lhe encolher perante uma dor alucinante só de imaginar que nesses trinta minutos que durará a cirurgia, o meu medo de te perder será o meu maior fantasma, o meu pesadelo...
Posso parecer infantil, posso parecer fraca, mas não o consigo evitar! És a minha princesa, a minha traquinas ternurenta, a minha flor de mil cores, o meu céu, o meu chão!
Só quero que saibas que a mamã estará sempre contigo, independentemente de tudo e todos, se não para sofrer as dores por ti, pelo menos a tentar amenizá-las! E sim, meu amor, a mamã nanará contigo no hospital, como tanto queres e tanto medo ao mesmo tempo pareces demonstrar em que eu não cumpra a promessa!
Olha só para mim, meu amor pequenino, toca-me e sente o quanto tremo só de pensar que cada vez mais se torna impossível para mim sofrer o teu sofrimento, chorar as tuas lágrimas! E acredita, princesa, se isso fosse possível, essa seria a prenda que pediria ao Pai Natal! Sofrer por ti, impedir que tenhas que passar por momentos dificeis ou dolorosos...
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O Natal será vivido com a alegria que só tu lhe consegues proporcionar, pela casa ecoarão os risos e gargalhadas que só tu consegues nos arrancar! Brincaremos e mais uma vez enternecer-me-ei com o brilho do teu olhar, com a felicidade que consegues transportar em ti e espalhar por onde passas... e depois? Depois, minha fofinha, estarei a teu lado para, quando acordares, aninhar-te no meu colo para te mostrar que sou e serei sempre o teu porto de abrigo e que no meu abraço se esconde o maior amor do mundo... o meu amor por ti!
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(foi esta música que ouvi quando os raios de sol à minha frente me despertavam para mais um dia, foi esta a melodia que me fez explodir num choro imcompreensível e me fez sentir tão pequenina perante a imensidão do amor que sinto por ti... Sim, pequenina, onde quer que vás, faças o que fizeres, doa o que doer, estou e estarei aqui sempre aqui... à tua espera!)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Desejo...

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Pequenina
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És pequenina e ris ... A boca breve
É um pequeno idílio cor-de-rosa ...
Haste de lírio frágil e mimosa!
Cofre de beijos feito sonho e neve!
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Doce quimera que a nossa alma deve
Ao Céu que assim te faz tão graciosa!
Que nesta vida amarga e tormentosa
Te fez nascer como um perfume leve!
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O ver o teu olhar faz bem à gente ...
E cheira e sabe, a nossa boca, a flores
Quando o teu nome diz, suavemente ...
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Pequenina que a Mãe de Deus sonhou,
Que ela afaste de ti aquelas dores
Que fizeram de mim isto que sou!
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Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"
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Este poema é lindo... de uma simplicidade enternecedora, de uma Verdade pura, escrito com uma perfeição comovente!
Quem não sente, de facto, o desejo de poder aniquilar toda e qualquer dor, por mais pequenina que seja, do mundo cor-de-rosa que sonhámos para os nossos filhos?
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Sim, meu amor, que todas as dores do mundo venham ao meu encontro se essa for a maneira de te evitar o sofrimento, a desilusão ou uma mera lágrima...
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Amo-te muito! Daqui até à lua, minha menina "pequenina"!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Desabafo e melancolia...


E sempre que a época natalícia se aproxima, tudo em mim se mistura numa incontrolável e insuportável melancolia... uma saudade imensa que se apodera de mim e me transporta constantemente para um tempo que jamais poderei reviver de novo, a não ser nos meus sonhos mais secretos, nos meus momentos a sós, nestas palavras que ternamente escrevo como forma de acalmar a tempestade de emoções que se amontoam dentro do meu coração!
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Apesar da alegria de te ver vibrar com o Natal, com a magia que transportas para tudo o que te rodeia, com a felicidade de te ver sorrir e sonhar, o meu olhar não consegue deixar de se entristecer... as estrelas que brilham no céu relembram-me os afectos perdidos, os carinhos cuja falta dói e fere, os rostos que ainda tanto recordo e me fazem tantas vezes sentir sozinha, perdida neste mundo cruel e egoísta, hipócrita até nos sentimentos!
Sei que é uma fase, que esta vontade enorme de chorar, de me render perante o esforço inútil de, a todo o custo, sorrir (quando na verdade só me apetecia fechar-me a sós comigo mesma) passarão...
O brilho que tranborda do teu olhar, o eco das tuas gargalhadas pela casa, o teu aroma que me acompanha ao longo de todo o dia, o toque suave e mágico das tuas mãos na minha face, a beleza que o teu rosto deixa transparecer fazem-me estremecer e acordar para a realidade... fazem-me perceber que o meu "pinheiro de afectos" pode não estar completamente adornado, que a falta de alguns enfeites o tornam um pouco mais triste, mas que, apesar de tudo, a estrela mais brilhante lá está, no topo, a impedir que as suas luzes deixem de brilhar... TU!
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Eu sei que tudo passa, tudo é amenizado pelo decorrer do tempo, pelo constante renovar de cada dia, pela agitação quotidiana que nos permite "camuflar" tantos pedacinhos de nós, mas sinto que neste momento o que mais me acalmaria seria estar sentada, lá fora, com o frio da noite a despertar-me os sentidos e simplesmente olhar para o céu... deixar-me embalar pelo brilho das estrelas que neste momento brilham mais intensamente, como que a chamar por mim! E, assim, adormecer, vagarosamente, docemente, para poder sonhar... e num sonho a distância poder quebrar para de novo, por um segundo que fosse, tudo poder reviver!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

5 anos...


Mais uma vez, vou fazer o trajecto para a escola ainda nem o dia terá acordado completamente do seu sono... Mais uma vez, farei a viagem tendo como companhia a tua imagem e as recordações que se aglomeram no meu pensamento!

Antes de sair de casa, sei que vou entrar, pé ante pé, no teu quarto, nesse espaço mágico e encantador onde, qual anjo celestial, ainda dormirás profundamente...

Durante uns momentos, deixar-me-ei estar ali, quieta e silenciosa, a absorver a tua beleza, a admirar o teu rosto, cada traço teu, a perfeição do teu ser, ainda tão pequenino a meus olhos...
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Fazes 5 anos hoje, meu amor...
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Como é possível que só hoje, quando olhava para ti, antes de te adormecer, tenha tomado consciência de que o tempo voou por entre nós sem que não nos tenhamos apercebido disso?
Como é possível que, em vez do bebé indefeso e frágil, tenha encontrado no seu lugar uma menina (já) tão crescida, de olhos ternos e rosto angelical?
5 anos passaram... tanto tempo desde que te vi pela primeira vez, desde que descobri que o verdadeiro milagre da minha vida estava escondido no choro assustado de um ser recém-nascido e que a verdadeira Felicidade tinha finalmente chegado até mim, pelo aroma desse corpo tão pequenino que o meu tinha gerado e que, ainda hoje, tantas vezes, tento encontrar no teu, já tão grande agora!
Tanto tempo e ainda sou incapaz de descrever adequadamente todo o Amor que sinto por ti. Talvez nunca o vá conseguir... definitivamente, não há palavras suficientemente poderosas e puras para expressar a grandiosidade e imensidão deste sentimento que nos une!
Mas tu sabes, não é, meu amor? Tu sabes o quanto significas para a mamã, mesmo no meio da impaciência, das lágrimas ou das birras que (ainda) tantas vezes nos visitam.
Se por acaso algum dia duvidares, olha para o céu, para as estrelas, para o pôr-do-sol, para o firmamento, para o oceano, para a imensidão da Natureza e aí obterás a resposta!
Olha e pensa que o Amor que sinto por ti é ainda mais belo e poderoso do que toda essa perfeição, pois sem ti nada disso teria sentido!
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Parabéns princesinha... continua a voar, por muito que a mamã ainda queira muitas vezes prender-te! Continua a sonhar... a ser feliz, a viver nesse mundo de fadas e princesas, nesse lugar cor-de-rosa onde ainda não existe maldade e onde a paisagem é pintada com a inocência dos teus sonhos!
Hoje, mais uma vez a sós com as minhas memórias, deixo as minhas lágrimas rolar e penso que gostaria que fosses novamente pequenina por mais um minuto que fosse, outra vez... para te poder prender nos meus braços e sentir que nunca te vou perder!
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Amo-te muito!
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PARABÉNS!
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E para nós, meu Amor Grande, parabéns pelos nossos 10 anos de namoro!
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(sim, pequenina, foste a melhor prenda que poderia ter oferecido ao teu papá como forma de celebrar o nosso amor...)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Para ti, meu Amor Grande...

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Porque sim... porque sei que nem sempre tenho a capacidade de expressar oralmente tudo o que me vai na alma... porque tenho medo que o meu olhar transparente não seja suficiente para te mostrar o quanto te amo... porque tenho receio que o nosso Amor seja posto à prova pela falta de palavras!

Porque sim... porque quero simplesmente que saibas o quanto és importante para mim, que é nos teus braços que quero para sempre me aconchegar e que os nossos olhos nunca deixarão de se cruzar, mesmo no meio da agitação e da azáfama do dia-a-dia que tantas vezes nos impede de simplesmente dar a mão e dizer baixinho «Amo-te»...

Porque sim... porque preciso... porque, pura e simplesmente, quero que tenhas essa certeza, a de que daria tudo para poder ficar sempre mais um dia a teu lado!
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Eu,
não sei explicar o que senti,
Como na primeira vez, encontrei o teu olhar
Nessa magia me perdi.
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Não, não mais senti a solidão
E guardei essa paixão
Que tinha dentro de mim,
Como na primeira vez...
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Não, não vou esconder esta emoção,
E vou abrir meu coração
Guardar num cofre, o segredo que há em nós
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Refrão
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Eu só queria mais um dia, para viver essa paixão
Mais um dia de magia, de ternura e emoção.
E dizer-te meu amor, que me ao pegar, nós ficámos sempre assim.

Eu, não sei explicar o que senti...
Como na primeira vez, encontrei o teu olhar
Nessa magia me perdi.
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Não, não vou esconder esta emoção,
E vou abrir meu coração
Guardar num cofre, o segredo que há em nós
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Eu só queria mais um dia, para viver essa paixão
Mais um dia de magia, de ternura e emoção.
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Eu só queria mais um dia, para viver essa paixão
Mais um dia de magia, de ternura e emoção.
Dizer-te meu amor, que me ao pegar, nós ficámos sempre assim.
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Mais um dia de magia, de ternura e emoção.
Dizer-te meu amor, que me ao pegar, nós ficámos sempre assim.
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sábado, 14 de novembro de 2009

Asas de sonho...

Sinto um arrepio percorrer-me o corpo, uma sensação de paz invade a minha alma e, de repente, qual pássaro livre das grlhetas que o aprisionavam, o meu pensamento voa... ganha subitamente asas de sonho e esperança e eleva-se nos ares, solto das amarras dolorosas a que estava preso.
Voa por entre o arco-íris, deixa-se afogar nas suas cores e sente-se renascer, como um quadro cujas primeiras pinceladas lhe dão vida e o fazem ganhar sentimentos.
Ao longe, observa os cumes das montanhas e um desejo incontrolável de neles se deitar dá-lhe a velocidade necessária para num segundo lá conseguir chegar. Aninha-se, qual bebé desamparado, e deixa-se acariciar pela brisa que doce e suavemente o vem aconchegar.
O seu olhar perde-se no horizonte e nele mil sonhos continuam por desvendar...
Lentamente, a noite vai caindo e a escuridão vem dar-lhe o sossego e a quietude de que tanto necessita para poder descansar.
Uma a uma, as estrelas acendem-se num céu repleto de saudade e solidão! fazem-no brilhar, enchem-no de um encanto infinito, de uma magia capaz de libertar o mais assustador dos fantasmas.
Assim, com o brilho das estrelas nos olhos, sente-se despido de toda e qualquer mágoa, como se renascesse ali mesmo, pronto a deixar-se levar para mais uma aventura!
Apetece-lhe gritar, fazer com que o seu grito ecoe por entre a perfeita e acolhedora paisagem que o abraça. Quer elevar-se ainda mais no firmamento, ser o pássaro livre que percorre o horizonte, quer arrancar para si a paz que aquela Natureza idílica lhe provoca, fazer dela a sua companheira, a sua arma contra os contratempos, as dificuldades e os obstáculos diários.
Aproveita cada minuto como se do último se tratasse, bebe sôfregamente cada raio de luz que atravessa o firmamento, absorve desesperadamente a Felicidade que o cobre naquele momento, fixa dolorosamente toda a perfeição que o rodeia e deixa-se tombar num sono suave... involuntário mas reconfortante!
Entra no mundo dos sonhos e deixa-se convencer que toda aquela perfeição existe, que para tal somente é necessário parar e observar... que basta unicamente acreditar, nem que para isso tenhamos de fechar os olhos e... Sonhar!

sábado, 7 de novembro de 2009

De ti...

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A pouco tempo dos teus cinco anos, as lágrimas teimam encher os meus olhos de saudades da minha bebé...
O tempo passa e só me apetece parar e ficar, horas a fio, a deliciar-me com a tua imagem!
Nestas alturas, milhares de recordações vêm-me à cabeça... relembro a ansiedade de te conhecer, a aflição de não saber cuidar de ti, o pavor de não ser capaz de passar do papel de filha para mãe e, mais que tudo, o pavor de não conseguir fazer de ti uma menina Feliz!
Quando olho para ti, sinto que alguns dos meus receios eram infundados pois sei que mesmo não sendo a melhor Mãe do Mundo, sou a que consigo ou sei ser, com defeitos, é certo, mas ciente de que é a que te ama mais que tudo, a que se perde no teu olhar e enternece com a tua beleza e ternura!
Olho para ti e vejo-te tão grande já... tudo em ti cresceu, de forma assustadora, como a Amor que sinto por ti!
Admiro-te muitas vezes em silêncio e pergunto-me como pude fazer da sementinha que em mim foi desabrochando uma flor tão bonita, de feições tão delicadas, de uma perfeição comovente! Sei que és minha, que de mim ainda dependes para muita coisa, mas assusta-me o tempo em que não precisarás mais do meu colo ou aquele em quererás voar pelas tuas próprias asas, que começam lentamente a mover-se em desejos de aventuras e descobertas!
Assusta-me o tempo que passa e que tantas vezes desperdiçamos... queria ser capaz de segurar em cada pedacinho que ainda resta da minha bebé e guardar-te eternamente para mim...
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A pouco tempo dos teus cinco anos, comovo-me perante a rapidez do teu crescimento, delicio-me com a ternura do teu sorriso, orgulho-me pelo facto de ter conseguido superar a maior parte dos meus receios, espanto-me com a delicadeza das tuas feições...
És tão bonita, meu amor, será que algum dia tu conseguirás aperceber-te da imensidão dos meus sentimentos por ti?
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Amo-te tanto, mas tanto... para sempre!
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Tu e eu...

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Há quem diga que a criança que outrora fui renasceu a partir do momento em que chegaste ao mundo, meu amor.
Dizem alguns que observar-te, na tua forma de agir e reagir a qualquer coisa que seja é ver-me a mim, dizem mesmo que és a minha imagem reflectida no meu espelho!
De facto, a tua teimosia por vezes excessiva, a personalidade forte e (algumas vezes) birrenta, a dificuldade em deixar as lágrimas rolar, tentando sufocá-las até rebenterem, a tua impaciência e também a tua insegurança escondida por detrás de uma fortaleza de risos e olhares alegres realmente fazem-me relembrar-me, ver-me em ti como se fosses a minha continuação, uma parte do meu ser que decidiu desabrochar em ti para me eternizar... mas isso assusta-me tanto, fofinha!
Sim, se soubesses como queria que deitasses cá para fora mais facilmente as tuas frustrações, como desejava que essa mania da perfeição não te tornasse ainda mais impaciente, como desejaria limpar as lágrimas que deixasses livremente rolar pelo teu rosto.
Digo-te isto, meu amor pequenino, porque sei o quanto esta forma de encarar o Mundo, esta maneira de estar e sentir te farão sofrer. Digo-to convictamente porque sinto-o diariamente!
No entanto, meu tesouro, sei que se realmente fores assim tão igual a mim como dizem, toda a ternura que o teu olhar transporta, todos os sonhos que ele abarca, todo o carinho que nas tuas mãos vive, toda a sensibilidade que os teus actos e palavras demonstram e todo o afecto que o teu rosto transmite permitirão então que encontres o equilíbrio necessário para vencer qualquer obstáculo e tornar-te-ão, sem dúvida, uma menina encantadora, um ser de quem facilmente se gostará.
Sei que se fores de facto tão parecida com a mamã, serás uma pessoa impulsiva mas extremamente emotiva, impaciente mas tolerante, um pouco introvertida mas de uma sensibilidade infinita, um ser a quem uma simples melodia, um olhar, um gesto ou uma mera palavra comeverão e humedecerão o olhar!
Sei que se realmente fores assim tão parecida comigo, estarás sempre disposta a abraçar e acarinhar, a sorrir ou a chorar com quem precisar de ti e tudo isto, minha princesa linda, enternece-me e orgulha-me!
Mas, apesar de tudo o que possam dizer, se de mim retirares muito para ti e em ti o muito que é só teu fizer nascer uma nova personalidade, fica a saber, princesa, que nunca, em tempo algum, eu vou deixar de me orgulhar e de te amar!
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Nas semelhanças ou nas diferenças, em cada pedacinho mais ínfimo de nós, sei que o nosso olhar nunca deixará de se adorar e jamais deixará de se cruzar porque se há algo superior que nos une é o Amor por detrás desse mesmo olhar!
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Do futuro...

Diariamente lido com adolescentes e cada vez fico mais assustada quando imagino que daqui a uns anos, também tu, meu amor, serás "crescida"!
De facto, cada vez mais assisto a comportamentos, posturas, maneiras de ver e pensar que me assustam... verdadeiramente!
Muitas vezes, nem imaginámos a miséria e o sofrimento que se escondem por detrás destes rostos ainda tão "infantis", embora mascarados com pinturas e outros "adereços" de adultos... No entanto, por muito que tente colocar-me do outro lado, por mais que tente entrar no coração deles para lhes destruir muitos dos seus fantasmas e fazê-los perceber que Sonhar ainda é uma ponte para um futuro melhor, não consigo compreender como é que os nossos jovens conseguiram, de forma tão rápida e assustadora, inverter valores, costumes, como é que tão rapidamente deixaram de querer ser crianças!
E isso entristece-me... muito!
Fico triste por perceber que o futuro da maioria destes jovens não será como o que eu desejo que tu tenhas, pequenina.
Mas será que tu também farás parte deste grupo de jovens que, a todo o custo, tenta criar um Mundo em que os valores, as crenças e os comportamentos estão completamente distorcidos?
Tenho tanto medo... de vez em quando fixo um destes rostos e só penso em como serás daqui a uns anos...
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Continuará o brilho dos teus olhos, a doçura do teu sorriso, a inocência dos teus sonhos, a ternura do teu rosto a embelezar a imagem que tenho da minha menina?
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domingo, 25 de outubro de 2009

Nós...

(foto retirada)
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Há seis anos atrás, o dia foi de muito frio, chuva e vento... No entanto, a magia que encobria o momento não nos deixava ficar tristes com o dia cinzento!
Foi um dia único e no qual, para além da oficialização do nosso amor, partilhámos a alegria de começar a dar os primeiros passos a dois numa tão desejada Vida repleta de sonhos, de objectivos, ilusões e promessas!
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Desde esse dia, seis anos passaram...
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Mente quem disser que os primeiros anos de casamento são uma constante lua-de-mel! Estes nossos primeiros anos foram, pelos menos para mim, os mais difíceis, onde a luta por todos os sonhos era uma constante prova diária à "força" e "resistência" dos nossos sentimentos... onde, de forma por vezes dolorosa temos de nos adaptar a diferentes formas de estar e pensar, em que temos que aprendar a partilhar um espaço que até então tinha sido sempre nosso, onde tivemos que aceitar que nem sempre as palavras trocadas são as mais acertadas ou, sequer, as desejadas no momento!
Passámos tempos complicados, tempos em que as lágrimas que teimavam em rolar muitas vezes nos fizeram duvidar, hesitar...
Adaptarmo-nos um ao outro foi (e é) tarefa por vezes dolorosa mas uma coisa é certa, sem o outro, nada faz sentido!
Tu sabes que nem sempre o nosso Amor é pacífico, nem sempre nos olhamos nos olhos como costumávamos fazer antes, nem sempre temos tempo para simplesmente dar a mão mas também sabes que basta a tua presença para que me sinta princesa dentro de um castelo cujas paredes sei (ou espero!) que nunca vão ruir!
Sabes que é por ti que chamo quando os fantasmas teimosos que habitam em mim me vêm perturbar a calma ou atormentar os pensamentos... é por ti que procuro sempre que me sinto sozinha ou desamparada... é a tua voz que tento ouvir quando o barulho ensurdecedor dos meus sentimentos não me deixam apreciar a beleza dos vossos risos... é contigo que quero continuar a batalhar, lado a lado, cumprindo a promessa de eternizar este nossa história de amor!
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Quero que saibas, meu amor grande, que nunca, mas mesmo nunca, vou desistir do nosso Amor e dos sonhos que com ele construímos!
Quero que saibas, meu amor, que por muito que não o deixe transparecer, o meu orgulho em ti é enorme, assim como a minha admiração e o meu respeito!
Sei (admito!) que lidar comigo nem sempre é fácil, o vulcão que existe em mim nem sempre é simples de apagar mas sabes, só por isso, pela paciência, pela dedicação e pelas provas nem sempre visíveis de amor que já me deste, sinto-me a mulher mais feliz do mundo... por simplesmente te ter a meu lado!
O Amor não é fácil, nunca ninguém disse que o era... ainda hoje tentamos compreendê-lo, lidar com os obstáculos e rasteiras que ele nos prega mas acredito que, juntos, vamos torná-lo eterno!
Quero simplesmente que possamos parar um pouco, de vez em quando, para nos olharmos de novo como fazíamos porque sei que assim serei de novo a tua princesa...
Apesar das zangas, das lágrimas por vezes desnecessárias, das palavras magoadas, lembra-te de mim como se para o mar olhasses... por debaixo de ondas revoltas, a serenidade e beleza de um sentimento sem fim!
Um sentimento único, raro... feito de risos, lágrimas, atritos e cumplicidades, ciúme e ternura, palavras erradas e paciência... um sentimento repleto de contradições mas construído com uma única certeza, a certeza de que é verdadeiro...
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Amo-te muito, nunca duvides, pois é a tua imagem que reconheço quando nos meus sonhos me vejo num futuro longínquo... sim, o nosso amor ultrapassará tudo e todos, voará por entre o tempo e, no final, independentemente de tudo o que possamos ter passado, seremos sempre nós!
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Nós e o nosso amor...
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pensamento...

Ondas de solidão…
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Se possuísse uma canoa e um papagaio, podia considerar-me realmente como um Robinson Crusoé, desamparado na sua ilha. Há, é verdade, em roda de mim uns quatro ou cinco milhões de seres humanos. Mas, que é isso? As pessoas que nos não interessam e que se não interessam por nós, são apenas uma outra forma da paisagem, um mero arvoredo um pouco mais agitado. São, verdadeiramente como as ondas do mar, que crescem e morrem, sem que se tornem diferenciáveis uma das outras, sem que nenhuma atraia mais particularmente a nossa simpatia enquanto rola, sem que nenhuma, ao desaparecer, nos deixe uma mais especial recordação. Ora estas ondas, com o seu tumulto, não faltavam decerto em torno do rochedo de Robinson - e ele continua a ser, nos colégios e conventos, o modelo lamentável e clássico da solidão.
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Eça de Queirós, in 'Correspondência'
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Realmente, às vezes pergunto-me como é possível sentirmo-nos tão sós e desamparados quando, olhando à nossa volta, nos vemos rodeados de imensas pessoas que, supostamente, deveriam impedir que a sensação de solidão nem oportunidade tivesse de espreitar o nosso Mundo...
Será que o ser humano, por muitos amigos que possa ter, por muitas pessoas que possa conhecer, por muitos lugares que possa visitar ou mesmo muitos sorrisos trocar, tem obrigatoriamente de sentir que a Solidão o acompanha, mesmo estando no meio de uma multidão?

domingo, 11 de outubro de 2009

Constatação...

(foto retirada)
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Acredito cada vez mais que a Felicidade é feita de pequenos momentos, por muito banais que possam parecer.
Acredito cada vez mais que devemos viver cada instante da nossa vida de forma intensa, como se do último se tratasse.
Acredito cada vez mais que devemos encher o nosso coração de recordações, de pedaços de ternura, de palavras e gestos que nos ajudarão, sem dúvida, a conseguir olhar por entre o nevoeiro que muitas vezes encobre o nosso quotidiano!
Acredito cada vez mais que ser feliz é ter a capacidade de sentir, de tocar e observar a belza escondida por detrás de pequenos momentos, aparentemente banais!
Acredito cada vez mais que saborear o passageiro nos transporta para o eterno!
Acredito cada vez mais que é no silêncio, na dor e na solidão que temos a capacidade de discernir o certo do errado e, como que por magia, constatar que essa tão desejada Felicidade sempre esteve ao nosso lado e que, muitas vezes, levados pela inconsciência de uma palavra mal dita, a podíamos ter destruído!
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Amo-vos muito... e agradeço-vos, aos dois, por me terem ajudado a perceber o quanto valho e o quanto quero ser ainda mais Feliz!
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O teu olhar...

(foto retirada)
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Amar Teus Olhos
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Podia com teus olhos
escrever a palavra mar.
Podia com teus olhos
escrever a palavra amar
não fossem amor já teus olhos.
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Podia em teus olhos navegar
conjugar os verbos dar e receber.
Podia com teus olhos
escrever o verbo semear
e ser tua pele
a terra de nascer poema.
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Podia com teus olhos
escrever a palavra além ou aqui
ou a palavra luar,
recolher-me em teus olhos de lua
só teus olhos amar. l
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Podia em teus olhos perder-me
não fossem, amor, teus olhos,
o tempo de achar-me.
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Carlos Melo Santos, in "Lavra de Amor"
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Amar os teus olhos é amar as estrelas e o luar, é mergulhar num mar repleto de mil tesouros por desvendar...
Amar os teus olhos é conseguir vislumbrar o infinito e até lá conseguir voar, ganhar asas, tocar na lua e sonhar...
Amar os teus olhos é simplesmente das cinzas renascer, é transformar qualquer mágoa em sorriso, é viver a sede da conquista e todos os medos afastar...
Amar os teus olhos é viver de mão dada com a ternura e só dela depender para respirar, é finalmente compreender o sentido de querer na vida vencer...
Amar os teus olhos é sonhar... acreditar... lutar... continuar... sorrir... agradecer!
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... agradecer o milagre que me permitiu esses teus olhos amar...
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Amar por correspondência...

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Amanhã é o Dia dos Correios... a tua educadora pediu-me para que te enviássemos uma carta para a escolinha... actividade engraçada, original, ainda por cima numa época em que as cartas quase caíram em desuso, numa época em que as novas tecnologias cada vez destroem mais a magia e excitação que é abrir uma carta, expectante das palavras que lá estarão escondidas...
Esta foi a nossa carta para ti...
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…, 09 de Outubro de 2009

Minha flor,

Sabes o quanto o papá e a mamã gostam de ti… para eles, és e serás sempre a princesa mais linda do Mundo, a mais bonita flor que eles já viram!

Sabes, princesinha linda, os papás gostariam de poder estar mais tempo contigo, não ter que estar muitas vezes longe e não te poderem vir buscar à escolinha! Mas tu sabes que é por ti, que é simplesmente porque queremos, mais que tudo, que sejas sempre muito Feliz!
Já estás uma menina grande mas para nós, tu serás sempre o nosso bebé lindo, a nossa bonequinha!
Posso contar-te uma coisa? Temos muito orgulho de ti e olhar para ti é acreditar que o teu sorriso maroto e meigo estará sempre ao nosso lado…
És a minha melhor amiga e por isso nunca te podes esquecer que gosto muito de ti… daqui até à lua… e de volta até cá em baixo! Como a pequenina lebre, lembras-te?
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Um beijinho muito, muito grande do teus papás,

X. e D.
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(a carta original continha três fotografias que retirei... uma tua, uma de nós as duas e uma tua com o papá!)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Saudades...

Se tu viesses ver-me...
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Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
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Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
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E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
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Florbela Espanca
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Sim, meu amor, se estivesses aqui neste momento, apenas te pediria para mergulhares o teu olhar no meu para que, silenciosa e ternamente, conseguisses descobrir a saudade que tenho tido de ti...
Talvez se aqui estivesses, nesta hora de ausência, percebesses que ainda és a personagem principal da história que criei para nós e que todas as palavras, os actos, as lágrimas e a tristeza destes últimos tempos são somente a minha forma de te mostrar que és ainda o refúgio no qual necessito de me esconder, que és ainda o abraço em que me desejo aninhar, o rosto para o qual desejo olhar e nele toda a ternura com que para mim olhavas reencontrar!
Sim, meu amor, se estivesses aqui, talvez deixasse o meu orgulho de lado e te segredasse ao ouvido a beleza das nossas primeiras palavras e assim percebesses que por muitos momentos juntos que possamos desperdiçar em silêncios desnecessários, são desses mesmos momentos qu tenho saudades, porque simplesmente, mesmo calados, estamos juntos!
Talvez se aqui estivesses, e simplesmente para mim olhasses, com a mesma doçura de então, te diria que o simples facto de te imaginar longe de mim, faz com que as lágrimas caiam do meu olhar... tão triste já de chorar!

domingo, 27 de setembro de 2009

Para sempre...



Sim, meu amor, acompanhar-te-ei sempre que de mim precisares, amparar-te-ei as quedas sempre que assim o desejares, estarei sempre presente desde o momento em que por mim chamares!
Ultimamente, tenho-te sentido fugir de mim, tenho assistido a um crescimento que me está a roubar a minha bebé doce e terna e que, talvez por uma mera fase (assim o desejo!) mais complicada nesse percurso que é ver-te crescer, me está a entregar uma menina de personalidade forte e determinada, teimosa e, nos últimos tempos, bastante difícil de compreender e lidar!
As birras misturam-se com os pedidos de mimo, as provocações não parecem querer parar com as lágrimas que depois derramas e que me partem o coração!
A ânsia de conquistar o mundo sozinha desaparece no preciso momento em que ainda do meu abraço precisas para adormecer mas, simplesmente, ultimamente, não te consigo reconhecer!
No entanto, princesa, independentemente da paciência que se esgota, das lágrimas que derramamos (as minhas muitas das vezes em silêncio!), das zangas que terminamos com um abraço do tamanho do mundo, as lágrimas que eu própria acabo por afastar do teu rosto angelical nunca farão com que deixes de ser a menina com que sempre sonhei...
Uma mistura explosiva de ternura e rebeldia, um vulcão em constante erupção...
Se num minuto sou o teu único refúgio, no outro foges-me com a loucura do tempo que insiste em te transformar... nem sempre no que desejei ou idealizei, é verdade, mas sempre na menina que ainda sinto no meu ventre quando me deixo levar pelas recordações!

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E agora, neste raro momento a sós, páro e penso... penso que, independentemente do rumo que tomares, dos caminhos que tu escolheres, das quedas que deres e dos erros que comenteres, das lágrimas que me possas vir a fazer-me chorar por nem sempre agires como considero correcto, amar-te-ei eterna e incondicionalmente!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Do tempo que me foge...

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Gostava de não precisar de passar um dia inteiro em que os únicos (e poucos!) momentos contigo fossem acordar-te, abraçar-te, dar-te o pequeno almoço e chegar a casa, no final do dia, já de noite, para te ver ainda acordada à espera do meu abraço para adormeceres!
Sei que um dia compreenderás as minhas ausências necessárias para o teu bem-estar mas será que um dia tu me perdoarás o tempo que não passei contigo, os momentos que nos foram roubados, os miminhos arrancados em prol de uma necessária forma de te garantir um futuro mais risonho?
E o teu coraçãozinho, o que pensará ele quando na manhã seguinte a esse mesmo dia não poderei nem sequer usufruir desses pequenos momentos porque sairei de casa ainda tu estarás a dormir? Será que ele também compreenderá e aceitará?
São tantas as vezes em que penso o quão doloroso e injusto é ter um filho para depois não lhe poder dedicar o tempo que o nosso Amor por ele nos pede...
Mas nunca te esqueças, meu amor, amo-te tanto, daqui até às estrelas e ao fim do Mundo, que percorrerei, se necessário, para te ver feliz!
Agora uma coisa é certa, nunca imaginei que estas ausências, estes momentos roubados pelo ritmo alucinante do tempo que insiste em passar a correr doessem ...
Mas dói! Como dói...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Cansaço...

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Não
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Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
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Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
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Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
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Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
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(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
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Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
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Sim, é cansaço que sinto... um cansaço absurdo que me invade e me faz desejar desejar fugir para onde pudesse despir a minha alma de todos os fantasmas que a atormentam, onde pudesse gritar as injustiças às quais tenho de assistir, onde pudesse simplesmente ser eu própria e recuperar o brilho no olhar!
Sim , é cansaço que sinto... um enorme cansaço que, física e emocionalmente, me fragiliza e transforma-me numa pessoa que não quero nem sequer imaginar ser... alguém triste, com as lágrimas sempre prestes a rolar, incapaz de acreditar que o Mundo e as pessoas ainda valem a pena!
Sim, é um cansaço infinito... que me fere, que dói, porque simplesmente me impede de parar e ter a energia suficiente para te acompanhar, para brincar, para olhar simplesmente para ti e ver o quão bonita estás a ficar!
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Regresso à infância...

Enquanto jantávamos cantavas... músicas infantis, música de uma infância que te vejo viver aparentemente feliz! Músicas da "escola nova", músicas mágicas, onde tudo é magia e onde o sonho tudo vence...
Deliciada ouço-te, admirando o teu poder de memorização, até que de repente, uma das tuas escolhidas me desperta do meu cansaço e me leva directamente até à minha própria infância! Como adorava esta música, como admirava o mar e a sua paixão avassaladora pela areia! :) Que amor, pensava eu, poderia provocar assim o desmaio do apaixonado, só por poder tocar no ser amado?
Hoje, à distância de muitos anos, com a minha infância agora retratada no teu rosto e no brilho do teu olhar, releio a letra e reparo que já não a interpreto como nos meus tempos de menina, que a Vida me fez deixar de acreditar em muitas das fantasias que povoavam a minha cabecinha... Agora, sinto-me o mar, sim, um mar revolto, que enrola sobre si próprio, escondendo os seus medos, só para que ninguém saiba o que ele diz!
Reencontro-me agora nesse mar misterioso, belo e invencível, nem que não seja na forma como diariamente vou sufocando bem fundinho do meu coração tudo o que entristece ou magoa! Gostava de me desfazer na areia, desmaiar e deixar sair o turbilhão de sentimentos que me fazem constantemente companhia... transformando rapidamente um sorriso em lágrimas que tristemente rolam, sem que ninguém as veja! Muito menos tu... que quero continuar-te a ouvir cantar!
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"O mar enrola na areia"
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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Até o mar é casado, ai
Até o mar tem mulher
É casado com a areia, ai
Pode vê-la quando quer.
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Até o mar é casado, ai
Até o mar tem filhinhos
É casado com a areia, ai
E os filhos são os peixinhos.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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Ó mar tu és um leão, ai
A todos tu queres comer
Não sei como os homens podem, ai
As tuas ondas vencer.
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Ó mar que te não derretes, ai
Navio que te não partes
Ó mar que não cumpristes, ai
O que comigo tratastes.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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Ouvi cantar a sereia, ai
No meio daquele mar
Tantos navios se perdem, ai
Ao som daquele cantar.
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Até o peixe do mar, ai
Depenica na baleia
Nunca vi homem solteiro, ai
Procurar a mulher feia.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

She's Like the Wind

Um regresso ao passado... aos primeiros sonhos de adolescente, às primeiras emoções, às primeiras lágrimas derramadas pelo tão desejado Amor...
Um regresso ao passado e a certeza de que o tempo passa por nós sem que muitas vezes nos apercebamos!
Como o vento... não o vemos, mas sentimo-lo no nosso rosto!

Momentos para recordar... para sempre!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Desabafo...

(foto retirada)..
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O Menino Grande
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Também eu, também eu
.joguei às escondidas, fiz baloiços,
tive bolas, berlindes, papagaios,
automóveis de corda, cavalinhos...
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Depois cresci,tornei-me do tamanho que hoje tenho;
os brinquedos perdi-os, os meus bibes
deixaram de servir-me.
Mas nem tudo se foi:ficou-me,
dos tempos de menino
esta alegria ingénua
perante as coisas novas
e esta vontade de brincar.
Vida!
não me venhas roubar o meu tesoiro:
não te importes que eu ria,
que eu salte como dantes.
E se eu riscar os muros
ou quebrar algum vidro
ralha, ralha comigo, mas de manso...
-.
(Eu tinha um bibe azul...
Tinha berlindes,
tinha bolas, cavalos, papagaios...
.
A minha Mãe ralhava assim como quem beija...
E quantas vezes eu, só pra ouvi-la
ralhar, parti os vidros da janela
e desenhei bonecos na parede...)
.
Vida!, ralha também,
ralha, se eu te fizer maldades, mas de manso,
como se fosse ainda a minha Mãe...
-
Sebastião da Gama
..
..
Como eu queria por vezes adormecer no teu colo, mamã, e voltar a ser a menina que agora vejo aninhada nos meus braços!
Como queria enroscar-me no teu regaço e sentir a doçura da tua pele limpar-me as lágrimas que tantas vezes rolam ainda pela minha face!
Que saudades do aroma que me levava até ao descanso dos sonhos e que agora reconheço na carícia suave dos cabelos que suavemente afasto do seu rosto...
Como eu queria, meu Deus, por momentos que fossem, ter a liberdade de um papagaio de papel!
Sei que sou uma Menina Grande... mas queria tanto ser pequenina, só para não ter que encarar e lutar contra as maldades da Vida!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Feliz Aniversário...

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Encontrei este poema, não o conhecia, mas é de uma simplicidade e verdade que me tocaram... como descrever de forma tão simples e comovente o amor de um filho para com o seu pai?
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Amigo Velho
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É meu parceiro, companheiro meu amigo.
Aquele velho que ali está sentado
Contando caso e histórias da sua vida
Suas derrotas e vitórias do passado
Quase sem forças para caminhar sozinho
Estendo-lhe a mão, pois estarei sempre a seu lado.
Até o dia que esta vida nos separe
Amigo Velho, meu querido Pai Amado.
Por muitas vezes eu não tive paciência
Causando-lhe certamente grande dor
Não escutar e não seguir os seus conselhos
Que com certeza foram dados por amor
Peço perdão, mas a vida me ensinou.
Que conselho de Pai é por amor
A Tua dor, hoje eu estou sentindo.
Porque meus filhos, também não dão valor.
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(autor desconhecido)
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Somos tão parecidos que por vezes, inconscientemente, magoamo-nos pelo excesso de teimosia e pela falta de jeito em verbalizar os sentimentos... Ambos fazemos das palavras uma ponte para os nossos verdadeiros sentimentos, uma ponte para a eternidade! E como gostava de escrever como tu, papá...
Sei que o nosso Amor nem sempre é fácil! As tuas palavras nem sempre ditas no tom mais desejado, as tuas críticas, positivas ou negativas, ainda me fazem chorar tantas vezes. Mas as lágrimas que pelo meu rosto rolam são a minha forma de te mostrar que és o meu herói, o amigo que quero para sempre a meu lado.
Não te preocupes, papá, eu sei que apesar de seres um desastrado com as palavras, sou a tua princesa (que tu tanto gabas quando não estou à tua beira!) e o amor que sentes pelos teus filhos e netos comove-me, pois fazes da vida deles a tua, se necessário, só para os veres felizes!
Amo-te de um Amor maior que o Mundo...
E se te confessar que são os teus valores, os teus princípios, a tua integridade e sentido de justiça que também quero para a J., está tudo dito, não está?
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Parabéns, meu amor!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A minha flor...

. Negrito
(foto retirada)
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É este o olhar da minha flor...
É este o olhar que me faz sonhar...
É este o olhar que de um sorriso é feito
e onde simplesmente nos apetece mergulhar!
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É este o olhar que o meu incessantemente procura,
É este o olhar em que arco-íris se desenham a todo o instante
É este o olhar que torna o meu Mundo mais brilhante,
pois é ele o único onde o meu pode repousar!
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Um olhar onde montanhas de sonhos,
esperanças e desejos estão constantemente a brilhar,
e que eu simplesmente gostaria de conseguir realizar!
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Um olhar, doce e terno, irrequieto e traquinas,
um olhar de mistérios escondidos, mundos por conquistar...
É este... o olhar da minha flor, que mais cor ao Mundo veio dar!
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Regresso à escola... (e à minha infância)

(foto retirada)
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Ontem, adormeceste por volta da meia noite e meia...
Sabias que no dia seguinte, uma nova etapa começaria! A escola nova, a imagem que tantas lágrimas causou durante as férias, a realidade que durante uns tempos mudou radicalmente a tua forma de agir, de estar. Estavas nervosa, sentia-o no remexer constante para não adormecer, talvez para que o dia novo não chegasse tão rapidamente.
Ao pequeno-almoço, estavas um pouco mais convencida "não gosto agora, mas depois vou gostar"... Claro que a lancheira da Dora foi uma grande ajuda para te ajudar a enfrentar mais este desafio... :)
No carro, silenciosa, de repente dizes-me que tens as mãozinhas frias (nervos!)! :(
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Mas, meu amor, portaste-te tão bem... olhaste em volta, como a inspeccionar o lugar que te acolherá, aceitaste dar um beijinho à tua nova educadora, voltaste para trás uns quatro vezes para me abraçar e, finalmente, enquanto conversava um minuto com a C., vieste dar-lhe a mão para a levar para dentro da sala! Um pequeno gesto, simples, quase despercebido, mas que me deixou automaticamente mais descansada... a meiguice e a ternura que os olhos dela parecem transparecer sossegaram-te... e eu espero que venham a conquistar-te!
Saí... deixei-me estar dentro do carro, deixei soltar as lágrimas que tanto sufoquei perto de ti! Cada passo teu emociona-me, cada tristeza tua dilacera o meu coração... Sozinha a absorver a belíssima paisagem que o teu colégio possui ao seu redor, acabei também por ser reconfortada pela tua nova auxiliar, que de lágrimas ficou de me ver a chorar, não tivesse sido já ela, há uns 32 anos atrás, a minha auxiliar também!
Sim, meu amor, levar-te à nova escolinha foi como recuar brutalmente no tempo, ver-me repentinamente pequenina, como tu, à espera de sonhos e arco-íris!
Acompanhar-te e olhar para a beleza do teu rosto fez-me sentir vitoriosa... 32 anos depois deixo a minha maior conquista, o meu mais precioso tesouro naquela que também foi a minha "casa"...
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Quando te fui buscar, de tarde, ainda demoraste a vir, entretida que estavas a brincar... mais feliz e aliviada fiquei! Segundo a educadora, portaste-te lindamente... Tenho tanto orgulho em ti, meu amor!

E algo é certo, as expectativas que criaste não te devem ter desiludido... tive a minha menina doce, meiga, traquina mas terna de volta! E ainda mais linda, com um novo penteado à princesa crescida, que ontem fomos à cabeleireira e tu, vaidosa, deixaste que ela te pusesse ainda mais bonita, como se isso fosse possível!
A minha menina de volta, que saudades tinha!
Tanta teimosia, vontade de provocar, tanta birra e lágrima foram, pelos vistos, nos últimos tempos, a forma que encontraste para demonstrar a tua tristeza em deixar a antiga escolinha. Que amanhã vamos visitar, já que me disseste que querias, depois de sair da escola, ir ver a V. Claro que sim, meu amor! Que este novo passo que deste hoje te mostre que é possível o nosso coração guardar vários afectos e formas de carinho, basta abrí-lo e deixá-los entrar, para fazer companhia aos que já lá moram e que nunca, nem mesmo apesar da distância, se apagarão! Tornar-te-ão, sim, ainda mais rica, fofinha, mais repleta de recordações que um dia relembrarás com saudade!

Em casa, quiseste jogar à bola comigo, abraçaste-me vezes sem conta, ouvi milhares de "gosto muito de ti, mamã!", quiseste tirar fotografias, algumas a mim, jantaste mais calma, cantaste feliz e sorridente o Singstar da Disney... e sabes que música te dedicaria, daquelas que escolheste para cantar (ou pelos menos tentar!)? "Um mundo ideal"...

Um mundo ideal, sim, é o que eu gostaria de construir para ti! Mas como infelizmente sei que não posso, espero somente que esse mundo nunca te apague o brilho no olhar e a ternura do sorriso!
E desejo mais que tudo, meste momento, que este castelo novo que agora te recebe para te ver crescer nos próximos cinco anos, te encha de novos afectos, novas recordações, novas amizades e novos sonhos!
-
E, ao contrário do que eu estava à espera, abraçada fortemente a mim, com os braços bem à volta do meu pescoço, a encher-me o rosto de beijinhos e a pedir-me para te fazer "festinhas de amor", adormeceste pouco depois das nove e meia! Um sono leve... um sono feliz!
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Onde estás tu?

-
Onde estás tu, que desesperadamente te procuro,
por entre as memórias de afectos sem fim,
dos tempos em que de mim dependias,
nos momentos intermináveis em que o teu rosto me deitava a contemplar?
-
Onde estás, que dolorosamente tento encontrar,
nos vestígios do bebé ainda há tão pouco tempo preso em mim,
nas carícias que docemente trocávamos,
como se delas o Mundo necessitasse para se tornar mais belo?
-
Onde estás tu, meu amor pequenino,
que loucamente procuro por ti
e simplesmente não te encontro?
-
Em que momento trocaste as gargalhadas contagiantes,
os risos e os abraços apertados,
a troca de olhares que tudo diziam e a que nada escapava,
para me fugir com este tempo injusto que insiste em passar?
-
Em que momento decidiste misturar a tua doçura e meiguice
com palavras que não te conhecia, provocações desnecessárias,
birras irritantes e lágrimas a cada instante,
como se agora o meu abraço já não chegasse para te devolver a calma e o sorriso?
-
Em que momento deixaste que a tua teimosia e constantes asneiras
me fizessem chorar e desesperar, até ao limite a minha paciência levar,
simplesmente por não saber onde possa estar a errar?
-
-
Diz-me, meu amor, em que posso ajudar para tornar esta fase menos dolorosa e difícil de ultrapassar?
Diz-me, princesa, em que castelo te posso ir resgatar para nos meus bralos te poder novamente aninhar?
Diz-me, fofinha, que tem a mamã de fazer para te guardar ainda mais um bocadinho bebé, menina de sonhos mágicos e olhar de mar?
Diz-me somente onde estás, se tão longe te sinto de mim, por entre actos e palavras que não te conhecia?
Diz-me que medos teus tenho de combater, que receios tenho de destruir para te ter novamente para mim...
Sei que estás perto, sim, sei, porque por entre as birras, as lágrimas, as asneiras, as provocações, o meu miminho vens pedinchar e o meu abraço procurar.
Sinto-o porque é no meu regaço que continuas a encostar-te, é o meu abraço que continuas a querer... para simplesmente poder aodrmecer!
Porquê?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mudança e lágrimas...

(foto retirada)
-
És uma menina de afectos, mimosa, ternurenta, apesar da tua teimosia característica e da tua personalidade forte e, olhando nos teus olhos, sei que estás a sofrer... que este afastamento obrigatório das pessoas que te acarinharam durante três anos está a magoar-te, como se estivessem a roubar-te um pouco do teu ainda tão pequenino coraçãozinho!
E eu sofro por ti, por não te consseguir evitar as lágrimas, a mudança radical na tua personalidade que toda esta próxima situação está a provocar! Estás carente, sempre com medo que te deixemos... Nunca...
E assim, perante o teu rosto repleto de lágrimas e o teu olhar encoberto por uma profunda tristeza, eu só me pergunto como há quem ponha em causa o trabalho, o carinho e a dedicação de educadoras e auxiliares! De facto, quem vos ensina que o Mundo vai para além do abraço do papá e da mamã, que os afectos criam-se aos poucos mas muito lentamente, se nunca, se quebram?!
Por isso mesmo, pela idolatração que estas admiráveis pessoas têm da tua parte, pelo enorme contributo que deram para a tua felicidade, foi a seguinte dedicatória que lhes ofereceste no teu último dia na escola...
-
«Para a V., a B., a G., a D. L.… enfim, todas as pessoas desta escolinha, sem excepção, que me viram crescer e que o meu abraço recordará para sempre com muita saudade…
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Hoje é o meu último dia nesta escolinha… não por ser o que eu deseje, mas sim porque o tempo insiste em fazer-me crescer e, assim, tenho de ir para a escolinha dos meninos ainda maiores.
Estes anos foram muito importantes para o meu crescimento…

No início, repletos de lágrimas mas, aos poucos, cheios de descobertas, desafios, sorrisos, carinhos, aventuras mas, mais que tudo, a minha passagem aqui foi um tempo que me fez descobrir que este Mundo que ainda mal conheço não se resume apenas ao Amor que os meus papás sentem por mim!

Sim, aprendi que existem mimos outros que os deles, que outros gostam de mim e me querem fazer feliz.
Aprendi a conviver, a partilhar, a brincar, a aprender e, muito mais que isso, aprendi a crescer com tudo o que esse crescimento implica… lágrimas, sorrisos, sonhos, birras mas também uma enorme alegria de viver!
Foi difícil! Diz a mamã que não consegue contar já as vezes que me deixou a chorar, rolando-lhe a ela também as lágrimas pelo rosto, só de relembrar o desespero e a tristeza no olhar quando de manhã eu lá ficava…
O tempo foi passando e comecei a compreender que esta ausência era necessária, principalmente para o meu crescimento, e que existiam outros braços que me amparariam, outros miminhos que me acalmariam, sempre que me sentisse triste ou sozinha!
A paciência, a ternura e a dedicação que todos sempre tiveram comigo foram, sem dúvida, das armas mais importantes para combater os meus medos e destruir as minhas incertezas!
Subitamente, a escola transformou-se num local repleto de sonhos e aventuras, pintado com os tons suaves da imaginação e da fantasia, preenchido pelos abraços e carinhos que no início tanto recusei!
Cresci, ai se cresci... os meus braços, as minhas pernas já sobram no abraço que me dão… no rosto de bebé de então, os traços de menina teimam em mostrar o quanto o tempo passou! Tão depressa, rápido demais…
Sou feliz, fui muito feliz aqui… e esta felicidade deve-se às pessoas que comigo percorreram este caminho nem sempre alegre!
São tantas as lembranças que o meu coração, ainda tão pequenino, já possui… é tanto e indestrutível o carinho que sinto por ti V., que me ajudaste a dar os primeiros passos fora das asas protectoras dos meus papás!
Sabes, a mamã pediu-me para te dizer que sempre que sentires que a tua paciência se esgota por entre as birras e os gritos, te lembrares que possuis o poder divino de trabalhar com crianças, tens a missão mágica de construir sorrisos e sonhos, castelos de afectos que perdurarão eternamente!

Disse-me igualmente para nunca te esqueceres que foste das principais construtoras de um Mundo mais feliz e harmonioso… ajudaste uma criança a desabrochar e a ser feliz!

Assim, como ainda é muito difícil para mim descrever o turbilhão de emoções que sinto, faço das palavras que um dia a mamã escreveu por mim à V., a homenagem a todas as pessoas que, de uma forma ou outra, me mostraram que o Mundo pode realmente ainda ser pintado com as cores suaves da ternura, pincelado com a doçura única do sorriso enternecedor de uma criança!
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Agradeço-vos,
Pelas lágrimas que me secaram;
Pelos carinhos e miminhos que me deram;
Pelas brincadeiras e jogos que fizeram;
Pelas aprendizagens e descobertas que me proporcionaram;
Por tudo… por vós… por mim…
Agradeço-vos por me terem feito feliz e me terem ajudado a crescer!
Gosto muito de vocês... »
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mudança...

(foto retirada)
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Deixa-me entrar no teu olhar para poder vislumbrar as cores do teu mundo e contigo transformá-lo num arco-íris...
Deixa-me, nem que por um segundo, mergulhar no teu olhar para assim poder combater as lágrimas que tantas vezes teimam em o entristecer...
Sim, meu amor, deixa-me penetrar no teu coraçãozinho, por um pequenino instante, para dele tirar a certeza de que continuo a ser o teu porto de abrigo, o abraço que preferes a qualquer outros, a tua paz, o teu refúgio...
Deixa-me, meu amor, por favor, deixa-me perguntar-lhe porque insiste ele em fazer-me sentir cada vez mais incapaz de te acompanhar nessa correrria louca e estonteante que é o teu crescimento...
Se não puder, princesa, se o mundo mágico onde vives, o reino onde somente entra quem a tua imaginação permitir não me deixar chegar até ati, olha-me...
Sim, princesa, olha-me, por um minuto, um segundo, um instante... olha-me e diz-me porque choras sem motivo quando imediatamente de seguida berras para todos os que te quiserem ouvir que a tua mamã é linda?
Porque teimas em desafiar-me, respondendo-me em tom de provocação se, no momento em que para os sonhos desejas viajar, é a mim que te queres enroscar? Se são os meus mimos que te fazem adormecer? Se é por mim que chamas se, por ventura, algum monstro feio decide entrar nos teus sonhos para te assutar?
Ajuda-me, meu amor, ajuda-me a limpar as lágrimas que tristemente rolam pelo meu rosto quando constato que a minha falta de paciência perante esta tua mudança drástica não nos está, em nada, a ajudar, mas sim somente a fazer-me sentir que aos poucos começas a afastar-te da menina que ainda há tão pouco tempo toda ela cabia no meu colo...
Porque será que teimas em misturar uma teimosia desconcertante, uma provocação inesperada, umas birras gigantes e incompreensíveis à tua eterna doçura? À meiguice que o teu olhar, por muito zangado que possa estar, não consegue disfarçar?
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Sim, minha flor, olha-me nos olhos, abraça-me e diz-me em que estou a errar, que caminhos tenho de tomar até chegar novamente a ti, à menina doce e irrequieta (mas não teimosa e provocadora) que sempre foste?
Se não me quiseres responder, deixa-me pelo menos, meu amor, entrar por um minuto no teu coração para poder lá encontrar a certeza de que tanto preciso para poder me acalmar, a certeza de que sou a mamã que sempre desejaste para ti e que toda esta mudança não seja um erro meu mas uma consequência do teu inevitável crescimento...
Se soubesses como dói não te entender o choro, as birras, as provocações e, ao mesmo tempo, deliciar-me com a tua ternura, a tua meiguice, o brilho do teu olhar!
Diz-me, olha-me e sussura-me que é apenas uma fase, uma fase obrigatória e dolorosa que ambas vamos conseguir ultrapassar!
Diz-me o que quiseres, o que sentires, o que desejares mas nunca te esqueças das palavras que um dia eu já te escrevi para que a memória nunca as consiga apagar.
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Imploro-te, nunca te esqueças, estejas onde estiveres, me deixes ou não até ti chegar, que independentemente do vento que possa fazer as tuas pétalas tremer, do tempo que as possa endurecer, da chuva que por um acoso leve o teu aroma para outros lugares, és e serás eternamente a flor que sempre desejei para mim...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A minha flor...

(foto retirada)
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Sempre sonhei ter uma flor... uma pequenina flor que viesse embelezar o meu Mundo, torná-lo num sítio mágico e acolhedor!
Sempre sonhei ver uma flor nascer... e, milagrosamente, no jardim do meu ventre, a mais bela flor fiz desabrochar!
Sempre pensei, no entanto, que cuidar dessa flor, tão rara e delicada fosse fácil... o meu amor por ela é tão grande que pensei que, por si só, fosse o suficiente para a transformar numa flor ainda mais bela, repleta de pétalas de alegria, de cores alegres de felicidade, de aroma a ternura e a meiguice...
A minha flor é, de facto, mais que tudo o que um dia possa ter desejado para mim... faz o Sol enfraquecer o seu calor perante o brilho do seus olhos, consegue envergonhar a lua face à beleza do seu rosto , é mesmo capaz de fazer as estrelas do céu perder o seu encanto quando, ousadas, tentam equiparar-se à luz que todo o seu ser deixa transparecer!
A minha flor tem pétalas de amores-perfeitos, tem o toque suave da seda e, se estivermos atentos quando o vento a embala, ouvimos sair dela uma melodia arrepiante... a melodia do Amor!
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Sempre pensei que o Amor desmesurado, as atenção infinitas, o carinho sem fim, os cuidados constantes, os mimos permanentes que para com ela tenho fossem obrigatoriamente capazes de impedir que a minha flor crescesse demasiado rápido para me mostrar que por muito que a tenha desejado, ela nunca será para sempre o que imaginei ou desejo que ela seja...
A minha flor continua a mais bela, a mais perfumada, a mais rara e delicada! No entanto, o meu amor já não é o suficiente para lhe impedir as lágrimas, para lhe mostrar que, apesar de todo o seu brilho e beleza inigualáveis, ela não se pode esquecer que outras flores existem no mundo e que, por isso, não podem todos os seus desejos satisfeitos...
As lágrimas teimam muitas vezes em rolar silenciosamente pelo meu rosto quando verifico que nem sempre consigo mostrar-lhe que por muito amada que seja, o Mundo existe lá fora e há regras que ela tem de cumprir, valores que gostava de lhe incutir, independentemente da tristeza que isso lhe possa provocar...
Sempre sonhei ter uma flor... e o meu desejo realizou-se! No entanto, já não acredito que cuidar de uma flor, por muito que para nós ela seja a única para a qual olhamos e que seja ela a que escolheríamos por entre milhares de outras flores, seja fácil...
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Dar à vida é fácil, o amor trata de tudo... vê-la crescer é fascinante e assutador, o tempo encarrega-se de o mostrar mas educá-la faz doer... principalmente porque verificamos que ao tentar fazê-lo estamos a mostrar-lhe que, ao contrário das suas expectactivas, o Mundo também a fará sofrer!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Saudades...

(foto retirada)
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Tantas, minha doçura...
Ao ollhar com saudade para esta e outras imagens, pelo menos sinto que entre os destroços que muitas vezes me impedem de olhar em frente, tu és o milagre que me veio mostrar que a beleza e a perfeição existem de facto e que eu deveria deixar de ser egoísta pois tive o dom de poder de te dar a vida... de ter ver crescer!
Descukpa, meu amor, se ultimamente não sou a mamã que mereces para ti, se as palavras nem sempre são as mais calmas, se as brincadeiras nem sempre as que desejas!
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Amo-te muito, desmesuradamente, daqui até à lua e de volta até cá em baixo!
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A mamã voltará depressa ao normal, prometo, princesinha linda! Já está a tratar dela...
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Se por ventura algum dia duvidares, meu doce, do que sinto por ti,
Andares por acaso à deriva num mundo cruel e injusto onde nem sempre estarei,
Unicamente te peço para te lembrares do meu olhar!
Descobrirás então que neles se encontra o teu porto seguro e o colo que sempre terás.
A razão pela qual nunca estarás sozinha vais vislumbrar nas minhas lágrimas derramadas...
Descobrirás, sim, meu doce, se neles mergulhares, um mar de afectos e ternura,
Entrelaçados para sempre num elo inquebrável, num eterno deslumbramento!
Sentirás que nunca o Mundo nem o infinito do céu conseguirá abarcar o meu Amor por ti!
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