sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Ser feliz...

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
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A vida é já demasiadamente cruel para que deixemos que pequenos nadas nos venham atormentar ainda mais a alma...
A vida é já demasiadamente egoísta para que abdiquemos dos pequenos nadas que nos fazem realmente felizes!
Sim, a felicidade existe... basta olhar para ti, para o céu, as flores, o mar...
Vou agarrá-la...
Vou aproveitá-la...
Vou saboreá-la!
Sim... que são estes pequenos momentos de felicidade que nos tornam capazes de ultrapassar todo e qualquer obstáculo...
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(e sim, quero essa felicidade bem pertinho de mim... sinto-me tão mal quando deixo que esses pequenos nadas do mundo me impedem de ter paciência suficiente para ti!
Desculpa-me, meu amor, desculpa...)

sábado, 25 de outubro de 2008

5 anos...

Lembras-te?

Há cinco anos atrás, um dia chuvoso, frio e ventoso... muitos nervos, muitos medos, muita ansiedade! Um dia mágico, repleto de sonhos, de amor... uma união que transformou esse dia num verdadeiro conto de encantar!

Ainda continuas a acreditar que a nossa vida pode ser o conto de fadas que vivemos nesse dia?

Ainda continuas a querer lutar por todos os sonhos que idealizámos e que nem sempre são fáceis de concretizar?

Será que apesar das palavras nem sempre doces, por vezes gastas, continuas a acreditar em nós?

Será que ainda és capaz de olhar nos meus olhos e ver que apesar de nem sempre o demonstrar da melhor maneira, de nem sempre termos tempo para nós, de muitas vezes nos "esquecermos" um ao outro continuas a ser tu aquele que desejo ter a meu lado... para sempre!

Amo-te muito, nunca duvides! E sim, foi feitiço... tu sabes disso!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Carinhos...

Agora que até nem me importava que adormecesses mais tarde, pelo menos era uma maneira de te poder abraçar um pouco mais, adormeces em cinco minutos, mas não sem antes de eu te contar pelo menos umas quatro histórias... :)
Adormeces, agarradinha a mim, a tua mão no meu rosto, a tua cabecinha no meu braço... e eu, eu delicio-me com estes momentos em que apenas o silêncio da noite nos faz companhia... embevecido com tamanha ternura!
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No fim-de-semana, uma ternura sem igual, uma constante procura do meu colo e dos meus mimos, ao ponto mesmo de nem me deixar ver televisão e virar-me constantemente o rosto e encostá-lo ao teu, para simplesmente o encher de beijinhos...
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E são estes pequenos momentos repletos de doçura, estes gestos puros e espontâneos que me acalmam o coração e me dão a certeza que por muito que o tempo continue a estar contra nós, não será ele jamais capaz de destruir a imensidão deste sentimento que nos une... o Amor!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

De ti...

Andas ternurenta, teimosa, meiguinha, impaciente... uma mistura explosiva que me fascina ao mesmo tempo que me assusta!
Vejo-te crescer de forma alucinante, sem que eu tenha sequer tempo para me habituar à ideia de que o meu bebé, aquele ser pequenino e indefeso que ainda há tão pouco tempo era completamente dependente de mim está a transformar-se numa menina decidida, cada vez mais independente, com uma sede enorme de aprender e descobrir o que o Mundo ainda tem para lhe oferecer!
Por um lado, fico contente, sinto-me feliz por verificar que aos poucos começas a trilhar os caminhos misteriosos mas fascinantes da vida. No entanto, sinto uma tristeza inexplicável ao aperceber-me que as amarras que te prendiam a mim começam agora a desfazer-se!
Continuo a ser o teu colo preferido, o teu miminho, a tua contadora de histórias, a fabricante dos sonhos que te levam para a magia da noite mas também já gostas de ver sozinha os teus bonecos, nem sempre precisas que esteja a teu lado, já consegues passar bastante tempo a brincar sem que a minha presença seja obrigatória...
Pergunto-me tantas vezes se a falta de tempo, os poucos minutos que tenho tido contigo ultimamente não serão os responsáveis por esta mudança repentina, por esta independência que me alegra ao mesmo tempo que me entristece e magoa...
Continuo a ser eu a que queres a teu lado para te adormecer e faço-o, independentemente do que possam dizer, que já és crescida, que já está na altura de adormeceres sozinha, que te habituo mal. Talvez... mas eu quero que assim seja!
Não posso nem quero abdicar dos poucos minutos em que abraçada a mim me pedes para contar histórias sem fim, de mãos dadas e ao ritmo das festinhas que me fazes no rosto ou dos teus dedinhos a brincar com as minhas orelhas!
Não quero... são estes momentos que me dão força para enfrentar este tempo que voa e me foge das mãos, que me ajudam a suportar a distância que me mantém separada de ti, que me dão energia para enfrentar cada dia...
Não quero... preciso de te sentir abraçada a mim, com o teu bebé no nosso meio, a quem damos um beijinho de boas noites, antes de te sussurar que gosto muito de ti, já o teus olhinhos se fecham para mais uma noite de descanso e magia, onde voas até à Terra dos Sonhos, local para onde viajas quando as estrelas no céu te protegem e iluminam!
Preciso dos minutos em que já o silêncio encobre a escuridão enternecedora do teu quarto, fico deitada a teu lado a acariciar-te o rosto, a inalar o teu perfume, a sentir o teu respirar calmo e sereno...
Sim, preciso de te sentir adormecer em paz, junto de quem sentes a falta e a quem tanta falta fazes!
Não te preocupes, boneca, a mamã estará sempre presente para ti, memo que a ausência física te possa fazer pensar o contrário, serei para sempre a tua princesa, aquela que abraças efusivamente nos raros dias em que acordas e ainda eu estou em casa... Serei sempre o teu abraço antes de dormir, dar-te-ei sempre a mão, adormecer-te-ei ainda por muito tempo, o tempo que tu quiseres!
E sim, meu amor, serei sempre a tua melhor amiga, como tu tantas vezes me dizes... terás para todo o sempre o meu amor e a minha amizade... incondicionalmente!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

De nós...

Da Ausência
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Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
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Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.
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Sophia de Mello Breyner Andresen
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E é esta ausência forçada, esta escassez de tempo que nos é reservada que me ferem... que me fazem chorar quando a insensibilidade do mundo e das pessoas ajudam, desnecessariamente, a limitar mais ainda os poucos minutos que posso passar contigo!
As lágrimas que rolam pelo meu rosto quando saio de manhã sem sequer poder te abraçar sufocam-me! Adormeces completamente abraçada a mim, agarrando com toda a tua força a minha mão, quase que como a pedir que não te deixe, que permita que me prendas a ti, destruindo assim o tempo que cada vez mais nos é roubado...
Sinto tantas saudades tuas... perseguem-me, acompanham-me durante o dia, sufocam-me, destroem-me, vencem!
Queria poder inventar uma nova palavra capaz de definir este aperto constante, esta dor silenciosa que sinto e que, quando sozinha na estrada ainda o dia sabe a lua e estrelas, deixo incontrolavelmente tranformar-se em lágrimas...
A palavra Saudade não é suficientemente forte, não é minimamente reveladora do mal que esta ausência nos está a fazer... a mim mas, principalmente, a ti, que até me ofereceste todas as tuas moedinhas para eu não ter de me separar de ti!
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Sinto tanto a tua falta... tanto! Perdoa-me meu amor pequenino... mas é em ti que penso, é por ti que luto...