domingo, 24 de janeiro de 2010

Parabéns, mamã!

(foto retirada)
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Falar de ti é falar do aconchego que (ainda) me faz falta nas noites em que tudo daria para adormecer novamente ao teu lado, como costumava fazer quando era pequenina...
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Falar de ti é falar do teu perfume, que me acompanha nos sonhos sempre que desejo enroscar-me nos teus mimos, como costumava fazer quando era pequenina...
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Falar de ti é sentir a tua pele macia que eu adoraria encher de beijinhos mas que o tempo agora não me permite, abracar-te e sentir-me num castelo onde tudo é magia e cor, como costumava fazer quando era pequenina...
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Falar de ti é falar do teu rosto, esse rosto excessivamente belo que guardo no meu pensamento, sempre intacto e deslumbrante, esse rosto que nunca mudará para mim, passe o tempo que passar, pois é o rosto do meu Mundo, é o meu espelho, uma das minhas fontes de inspiração, um rosto demasiado belo e precioso para que eu o deixe de ver como quando eu era pequenina...
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Falar de ti é falar de mim, de tudo o que sou, de tudo o que me deste e continuas a dar, é falar dos momentos em que me aconselhas, em que não me compreendes, em que me ralhas, como quando eu era pequenina...



Falar de ti é difícil, não és fácil de definir... quantas vezes olho para ti e sinto que nunca conseguirei entrar nesses recantos só teus para te conhecer ao ínfimo pormenor, para te saber as tristezas e as dores pelas quais já passaste e que eu nunca conseguirei apagar, só mesmo tentar atenuar com a minha presença, como quando era pequenina...



Falar de ti é sentir que mil palavras se amontoam no meu pensamento pois cada uma se sente mais poderosa que a outra para descrever este Amor infinito que me une a ti, embora tantas vezes chore em silêncio por achar que não conheces a verdadeira essência da tua filha, daquela que te idolatra e idolatrará sempre, como quando era pequenina...



Falar de ti é sentir que poderia estar aqui, horas a fio, a tentar passar para palavras este laço inquebrável que me prende a cada pedacinho de ti e sentir, simultaneamente, que nunca o conseguiria pois és, para mim, como um vulcão em chamas, poderesoso e capaz de mover tudo à sua frente com uma força inexplicável mas, ao mesmo tempo, um mar de carícias, carinho e ternura no qual adoro me afogar, como quando era pequenina.



Falar de ti é, simplesmente, amar-te mais do que algum tu possas sequer imaginar ou mais do que algum dia eu te consiga mostrar mas, acima de tudo, é ter a certeza que olhando para esta imagem, sinto que toda a minha infância revejo e revivo, pois agora é o meu amor pequenino que mais se delicia com os teus mimos, com a tua atenção...
Sim, porque o meu maior orgulho, sabes, é seres agora a avó da minha pequenina!
(e acho que com isto te disse tudo, não disse, mamã?)
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Parabéns, mamã!
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Paz de espírito...

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(foto retirada)
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Nestes últimos tempos, não tenho tido muito tempo para nada... saio ainda tu dormes e, quando chego, às vezes é só mesmo o tempo de me deitar uns minutos na tua cama para que adormeças, já que lá te encontras à minha espera, uma vez que o papá te preparou antes!
Apesar do cansaço que se tem acumulado, das muitas horas de trabalho, sinto-me, por estranho que pareça, calma, feliz, em harmonia comigo mesma...
Não sei explicar... talvez o facto de fazer o que mais gosto, das oportunidades terem surgido como recompensa do meu valor e empenho, de me fazerem sentir que realmente valho muito façam com que eu sinta que vale a pena o sacrifício!
Claro que muitas das forças, vou buscá-las a este olhar que me maravilha sempre mais a cada dia que passa! Sim, penso que é, antes de tudo o resto, nele que vou encontrar a vontade necessária para batalhar por algo mais e melhor, é nele que repouso o meu quando necessito de paz de espírito para continuar!
Por vezes, é-me tão difícil expressar a magnitude das sensações, deste turbilhão de emoções que o teu rosto provoca na minha Vida...
De facto, este olhar terno e sonhador é o mar onde mergulho nas horas de solidão, é o Horizonte que vislumbro repleto de sonhos e metas por alcançar, é a melodia que ecoa docemente nos meus ouvidos sempre que a saudade aperta, é a Luz que me acompanha sempre que a escuridão teima em querer voltar!
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Se tu soubesses, meu amor...
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Só te posso agradecer pela força que me transmites, pela pessoa melhor em que me transformaste, pelo Mundo mágico e bem mais colorido em que me fazes viver, por me fazeres sentir que tudo vale a pena se é para te fazer feliz ou simplesmente para fazer o teu olhar brilhar ainda mais!
Obrigada, fofinha, pela paz de espírito que há tanto tentava sentir e que, nestes últimos tempos, me tem ajudado a sorrir com mais entusiasmo! Amo-te tanto, se soubesses!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Saudades...

(foto retirada)


A um ausente
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Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
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Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
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Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
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Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste
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Carlos Drummond de Andrade
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Apesar de me considerar feliz por possuir tudo o que sempre desejei, um amor único e verdadeiro onde posso repousar o meu cansaço e enterrar a minha tristeza,
apesar de sentir-me abençoada por poder mostrar o que valho a cada dia que passo e, no fim, ainda ter direito àqueles abraços puros que só me consegues dar,
apesar de sentir que sou uma privilegiada por poder, após horas a mais de trabalho, regressar a um lar construído por nós e pintado agora com o eco das nossas vozes, decorado com pedacinhos de nós que o tempo irá eternizar e com o som das gargalhadas dela que a esse lar toda a vida consegue dar,
sinto-me muitas vezes prisioneira das saudades que insistem em não me deixar reencontrar-me comigo própria ou ser o que sou e não o que aparento ser...

Ferem tanto que me apetece simplesmente saltar até ao céu e arrancar desesperadamente de lá todas as estrelas que me pertencem... aquelas cujo brilho me põe, na escuridão acolhedora da noite, os olhos a brilhar no desejo absurdo e doloroso de as poder novamente abraçar... para assim, infantilmente, poder acreditar que, por instantes, ao passado poderia regressar, para de novo me sentir completa, com mais vontade ainda de Sonhar... bastava um abraço, um beijo, um toque, um simples olhar... e sei que toda esta Saudade iria atenuar!
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sábado, 9 de janeiro de 2010

Afectos...

(foto retirada)
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Se até há muito pouco tempo, a mamã era o centro do seu Mundo e dos seus afectos, se para tudo ou mais alguma coisa, por mais insignificante que fosse, a minha presença era a mais desejada, ultimamente assisto enternecida (e com uma pontinha de cíume!:)) ao nascer de uma cumplicidade encantadora entre a princesa e o papá!
A mamã continua, sem sombra de dúvidas a dar o colo necessário para que as lágrimas cessem, a mamã continua a ser a companhia exigida para quando o sono é interrompido a meio de uma noite, mas o papá agora é o maior!
Se por um lado deixar de ter exclusividade na expressão dos teus carinhos deixa-me nostálgica, por outro sinto-me orgulhosa e embevecida quando vejo os abraços que trocam, os mimos que partilham, as brincadeiras que juntos inventam, os beijos que lhe roubas quando ele está prestes a sair do quarto à noite antes de ficarmos as duas à espera que o sono te leve para o mundo mágico dos sonhos, o constante o meu papá é lindo, o meu papá é o maior, o meu papá é giro!
Nos últimos anos, pouco tempo passavas com o papá, embora a tua adoração por ele sempre tenha existido! Agora que ele está mais presente, a vossa cumplicidade cresce a cada dia que passa e acredita, meu amor, que esse laço deixa-me muito feliz!
No fundo, a vossa relação sempre foi uma linda e frágil flor, a quem somente faltava ser "regada" pelo necessária e justa partilha de momentos de carinho e afectos...
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Amo-vos muito!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ser criança...

(foto retirada)-
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Já tantas vezes me disseram que ainda és muito infantil, que vives num mundo de fantasia, que acreditas que o Mundo que te rodeia é um imenso jardim repleto de sonhos e fantasias,
OuNegritotros dizem que ainda és sonhadora, princesa de um castelo de fadas e duendes, que os teus olhos brilham quando a tua imaginação te leva para nuvens de carinho e ternura sem fim.
Acham eles que deverias sair desse cor-de-rosa de que é pintado o teu mundo, enfim, crescer... começar a perceber que a realidade não sai dos teus contos de fada nem é pintada com as cores suaves dos teus sorrisos!
Não pensam eles que, de facto, não passas mesmo de uma menina e que é assim que tem de ser? Que ter 5 anos é voar, sonhar, acreditar que é possível tocar o sol e a lua e nas nuvens de algodão se deitar?
Acham mesmo eles que vou ser eu que te vou cortar as asas do pássaro livre que ainda podes ser? Que sou eu que te vou, antecipadamente, fazer mergulhar na escuridão em que a realidade se vê tantas vezes mergulhada?
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Não, meu amor, não quero que cresças rápido, quero que, enquanto possível for, continues a acreditar que há anjos e fadas que te acarinham, princesas e duendes que te acompanham...
E que sim, que o mundo, enquanto tu o assim encarares, pode ser cor-de-rosa!
Porque sabes, minha, princesa, o que eles não sabem ou não pensam, é que o mais me orgulha em ti é essa tua capacidade de transformar tudo o que rodeia em pura magia, que a tua ternura é o meu maior orgulho, que a tua meiguice enternece-me mais que tudo no mundo e que, acima de tudo, serás mais um ano criança, sem preocupações nem responsabilidades, se assim eu o desejar...
É que eles não sabem que eu não tenho nem nunca terei pressa de que faças tudo antes dos outros, eles não sabem que tudo o que eu desejo neste momento é que sejam mesmo isso que eles dizem:
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...uma "menina" criança ávida de sonhar...