quinta-feira, 31 de julho de 2008

Dos últimos dias...

Ontem finalmente conseguimos fazer-te a vontade... saímos de manhã cedo, apesar do céu repleto de nunvens, e fomos até à praia...
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- (foto retirada)
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Acertámos no dia... se a manhã esteve encoberta mas com uma temperatura bastante agradável, a tarde transformou-se num magnífico dia de praia com um sol maravilhoso!
Mal viste o mar, era ver-te o sorriso abrir-se! Os teus olhinhos brilhavam...
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(foto retirada)
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Brincaste, brincaste muito, fizeste finalmente os teus castelos de areia, jogaste à bola, mergulhaste no mar, andaste nos baloiços... um dia repleto de brincadeira e muita alegria!
É delicioso ver-te crescer... e como cresces, pequenina!
Mas há pormenores que me despertam a atenção, que me fazem estremecer perante a rapidez do teu crescimento... Se no ano passado, por exemplo, não tinhas medo nenhum de entrar no mar, com ondas ou sem elas, querias simplesmente (e inconscientemente!) água, este ano foi visível a tua consciência a ganhar forma! Sim, continuas a adorar água, mas já se nota igualmente que tens mais cuidado, já não és tão aventureira! Preferiste estar à beira mar e deixar que as ondas te molhassem do que mergulhar sem pensar!
Claro que o cansaço deste dia fez com que algumas birrinhas dessem o ar da sua graça mas nada de mais... A pior foi mesmo quando te dissemos que tinhamos de vir embora!
Lágrimas a rolar e uma vozinha melosa "Não, eu não quero ir emboa! Quero ficar na praia!"!
É nestes momentos que reparo como é fácil fazer uma criança feliz, como pequenos momentos, que tantas vezes julgámos indeferentes, possuem o poder de transformar o Mundo num local bem mais bonito de se viver... Como é preciso tão pouco para te ver sorrir, como seria bom poder mais vezes fazer parar o tempo para te poder proporcionar mais momentos a três! Pedes tão pouco, meu amor, perante a grandeza da felicidade que nos proporcionas...
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Mas infelizmente não dava para ficar mais tempo... Ao final do dia ainda tínhamos de ir ao pediatra...
Se no início da consulta toda tu eras sorrisos e conversas com ele, no final já não teve direito a mais nenhum beijinho... :) Afinal de contas, como tu própria disseste "Eu não estou doente!" por isso não tinha nada que fazer-te as "maldades" do costume, não é, meu amor?
Pelos vistos, não é nada de especial, um estômago um pouco frágil... um ligeiro refluxo, talvez devido a determinados alimentos, mas nada de mais nem de preocupante! Pelo menos assim o espero!
No entanto, na opinião do teu pediatra (que é radicalmente anti-gorduras!) estás magrita... Mandou dar-te um xarope para abrir o apetite! A senhora da farmácia até ficou surpreendida... pelos vistos deve ter sido a primeira vez que o teu mádico receitou o xarope em causa! Para ele as crianças nunca estão magras...
Sinceramente, penso que comes razoavelmente bem e, muito importante, de forma muito saudável! Mas realmente, pisquinha, 14 kilos...
De uma coisa ao menos o xarope serve, se não te abrir o apetite pelo menos faz-te adormecer em cinco minutos... estavas tão molinha hoje, nem parecias tu! Deitei-me contigo e poucos minutos depois nanavas! Abraçadinha no meu braço...
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Dorme, princesa, descansa... a mamã está mais calma, o medo diminuiu... pelo menos nada de grave se passa contigo...
Descansa, meu amor lindo, sábado vamos de férias... tantos dias para brincares junto ao mar, fazer castelos de areia, sonhar...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Medos...

Desde sempre sufoquei em mim determinados medos!
Há medos que me assolam o pensamento algumas vezes, medos que me impedem frequentemente de usufruir de tudo aquilo que a Vida tem para me oferecer!
Medos que chegam até im, sorrateiramente, libertando as lágrimas silenciosas que desesperadamente tento abafar.
Sim, tenho (ou tive!) alguns medos, pequenos fantasmas que me visitam quando a noite me aconchega...
No entanto, desde que nasceste (e sempre que penso neles) sinto-os insignificantes, mesquinhos, ridículs mesmo em comparação com o medo que ganhei só de pensar que algo te pode acontecer, que algo não esteja bem contigo.
Basta pensar nessa hipótese e sinto o meu coração disparar, prestes a rebentar a qualquer momento...
Penso e imediatamente as lágrimas soltam-se, queimam-me! É um desespero inexplicável, como se o Mundo deixasse de fazer sentido...
Sei que sou pessimista por natureza, sofro muito por antecipação, mas só peço que todo o sofrimento do Mundo caia sobre mim se tal evitar uma única lágrima que seja tua!
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E é assim que me sinto neste momento... assustada, angustiada, amedrontada!
De vez em quando sentia que tinhas um hálito um pouco "azedo", um odor que me assusta só de pensar que pode ser um sinal de que algo pode estar errado contigo... de onde virá? qual será a causa?
Normal não é de certeza, o teu pediatra acabou de o confirmar... quer ver-te já amanhã...
Uma pequena frase, um "Não, não é normal" caiu em mim que nem uma bomba que em apenas num segundo destrói tudo em seu redor...
Estou assustada sim! Muito...
Só imploro que não seja nada de mais... por favor!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Do fim-de-semana...

Não fomos fazer os castelos de areia! Infelizmente a chuva espreitou e impediu-nos de te realizar o desejo... Deixa lá, meu amor, sexta-feira vamos de férias... duas semanas para poderes brincares à beira-mar, fazer castelos de areia, mergulhar, sorrir... SER FELIZ!
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No entanto, o fim-de-semana revelou-se animado e a tua alegria mostrou-me como é fácil fazer-te feliz! Andaste no carrossel... finalmente perdeste o medo e foi então ver-te a delirar com a aventura! Quiseste experimentá-los todos... sem dúvida um final de sábado bem passado!
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No domingo, a festa de aniversário do P.! Mais folia, mais brincadeira mas também, por incrível que pareça, muita mimelice e birras! Nem parecias tu...
À noite, foi difícil adormecer-te... como gostava de ter o poder de entrar na tua cabecinha e perceber o que tanto te incomoda às vezes e te faz rolar tantas lágrimas... mas não possuo, meu amor! E como isso me entristece... se há dor que me corta o coração é imaginar-te triste, sem que eu te possa ajudar...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Surpresa...

Surpresa... Não digam nada à princesa... amanhã não vai à escolinha e vai com os papás para a praia...
Todos os dias, mal acordas, perguntas onde vamos... vamos para a semana de férias mas amanhã será o teu dia especial, vais fazer aquilo que me vens pedinchando há semanas...
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"fazer casteos de areia"! ;)
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Um dia inteirinho a ver-te brincar... a rir...
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Um dia inteirinho de mãos dadas com a Felicidade!
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Adenda (sexta-feira): A chuva não deixou que a mamã te fizesse a surpresa... no entanto, ficaste na mesma connosco em casa! E só de ver o teu sorriso quando te disse isso já valeu pela chuva teimosa que nos impediu de te le var a fazer os desejados castelos de areia!
Fomos passear... às compras... e como menina vaidosa que és até tiveste de ser tu a escolher um novo chapéu!
Agora, enquanto te espero (foste com o papá à vovó) delicio-me com este estranho silêncio... por vezes sabe bem!
A surpresa... essa... fica para amanhã! (espero eu!)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Saudades...

Porque a saudade também nos faz crescer... entre lágrimas e fantasmas do passado... entre o desejo de querer que o tempo volte atrás... até aos tempos da nossa própria infância... até à ternura de um abraço, à doçura de um olhar, à imensidão de um Amor...

Sinto tantas saudades, vivem escondidas nos recantos mais escondidos do meu coração, entre as recordações felizes dos tempos em que, qual princesa, o meu mundo era um castelo repleto de afectos vindos daqueles que, apesar da sua ausência actual, estarão sempre comigo, contigo... nem que seja no brilho das estrelas do céu, nos anjos que sei olharem por mim...

Por vezes elas voltam, doem, machucam, sufocam, entristecem... no entanto, enquanto as sinto, recordo, mergulho livremente nas ondas cristalinas da minha memória, relembro instantes, rostos, palavras, cheiros, toques... e volto a viver num conto de fadas...

Sim, há momentos em que elas vêm ao meu encontro, me abraçam, me aconchegam e, por breves momentos, me fazem acreditar que nada mudou, que possuo o poder de voar no tempo, entre a bruma do tempo que já passou e que, assim, de repente, tudo volta a ser o que já foi... e por momentos vós estais aqui, comigo!

There Youll Be - Faith Hill

There you'll be
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When I think back
On these times
And the dreams
We left behind
I'll be glad 'cause
I was blessed to get
To have you in my life
When I look back
On these days
I'll look and see your face
You were right there for me

[CHORUS:]
In my dreams
I'll always see you soar
Above the sky
In my heart
There always be a place
For you for all my life
I'll keep a part
Of you with me
And everywhere I am
There you'll be

Well you showed me
How it feels
To feel the sky
Within my reach
And I always
Will remember all
The strength you
Gave to me
Your love made me
Make it through
Oh, I owe so much to you
You were right there for me

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Do fim de semana...

Muito calor... muitos risos... muitas gargalhadas, muita música, muita brincadeira, muita energia, pouco sono... a felicidade estampada no rosto!
Passaste o fim de semana na piscina, qual peixinho no mar, no ambiente que lhe é natural... já tentas nadar modalidades diferentes e no fim dizes-me, com esse olhar sedento de aventura, "Mamã, hoxe já nadei melhor..."
Sim, meu amor, nadas muito bem, sempre melhor, e essa vontade de querer fazer sempre mais e melhor enternece-me! Como gostava que fosses sempre assim, que mergulhasses na vida como o fazes na piscina. De forma decidida, segura, ciente no entanto de que há sempre mais para fazer, que há sempre o que melhorar...
Cresces a um ritmo alucinante, que ainda me deixa muitas vezes tonta ao querer desesperadamente agarrar cada pedacinho teu para o poder religiosamente guardar na minha memória, de forma a eternizar este mar de descobertas e afectos que a cada dia me fascina mais e mais...
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No domingo acordaste e reparei que estavas com uma alergia qualquer, o teu peito e as tuas costas estão repletos de borbulhinhas... muito creme d'Aveia e quase já não se nota nada! A tua pele clarinha é demasiada sensível! Este calor, a transpiração, a água talvez são uma mistura explosiva...
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E a cada final do dia, apesar do cansaço perfeitamente visível, a vontade de dormir é que nem sempre é muita... mas depois de adormeceres chega um novo dia em que me dizes, triunfante, qual desafio contornado, "Vês, mamã, eu dormi!" :)
Sim, princesa, dormiste, tens de recuperar energias para continuares a tua doce tarefa neste Mundo... torná-lo mais belo e mágico!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sorriso...

(foto retirada)
Fui encontrar-te assim... os meus olhos sorriram, embevecidos pela tua imagem! Não pela situação em si mas sim pela visão enternecedora da minha menina... como cresces, meu amor, como estás a cada dia que passa mais bonita, mais bonita, mais meiguinha, mais minha...
Sinto que este amor que guardo em mim está prestes a rebentar a qualquer momento, cresce à medida do tempo que vejo passar em ti, nas feições delicadas do teu rosto, no contorno do teu sorriso, na profundidade do teu olhar, na meiguice das tuas mãozinhas ainda tão pequeninas mas detentoras de um poder que eu julgava não existir! De facto, o teu toque em mim faz-me renascer, permite-me erguer-me e voltar a acreditar, que tudo vale a pena, que nenhum obstáculo interessa, que tudo é mesquinho e insignificante perante o turbilhão de emoções que se abate em mim sempre que olho para ti... a menina que eu vi nascer de mim, neste milagre sublime que é ser mãe!
São estes pequenos momentos, em que o meu olhar repousa delicadamente em ti que sinto o quão privilegiada sou já que possuo o tesouro que tantos desperdiçam e outros procuram... o Amor!
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E assim, a olhar para ti, as incertezas dissipam-se, agarro-me à tua ternura, às cores suaves do teu rosto e... sorrio!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Incerteza...

E chega novamente a altura em que tudo parece parar à minha volta... em que o meu futuro depende única e exclusivamente da boa vontade de quem me deu, apesar de tudo, nestes últimos seis anos, a oportunidade de trabalhar na minha área!
Estou saturada de viver num país em que o trabalho se torna cada vez mais precário e onde nós, tendo em conta as nossas necessidades, aceitamos tudo o que nos é proposto porque daí provém o nosso sustento!
Tenho pena de viver, a cada três anos, a desesperante incerteza de saber se poderei ou não continuar a desempenhar as minhas funções, se poderei ou continuar a exercer a actividade profissional que mais gosto me dá, se poderei ou não continuar a sonhar que o futuro melhorará um dia...
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Sinto-me triste, com as lágrimas constantemente a espreitar, o nervosismo a falar mais alto e a incerteza a apertar...
Só queria poder chegar ao final de um ano lectivo e poder ter a certeza de que o meu caminho poderei sempre continuar a palmilhar, à procura de um novo sonho que, infelizmente, cada vez mais distante se está a tornar!

terça-feira, 8 de julho de 2008

A minha menina...

(foto retirada)
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Ultimamente encontro-te em cada posição que me faz sorrir... páro e delicio-me a admirar esta menina pequenina que cresce diante dos meus olhos, que me deixa de sorriso nos lábios, que me faz mergulhar nas profundezas de um Amor que eu julgava não poder existir, tal a sua intensidade!
Uma menina meiga mas com uma teimosia que por vezes me deixa exausta, que me faz perder a paciência mas que no instante seguinte se abraça em mim, qual bebé indefeso, e me faz pensar que não devo perder um bocadinho que seja da sua ternura...
Uma menina que quer a todo o custo abraçar o Mundo que a rodeia, explorar cada novidade como se fosso um tesouro raro, viver cada momento como se do último se tratasse, que quer voar até ao céu e encher os seus olhos de ainda mais brilho...
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"Mamã, empurra-me mais alto, queo ir até às nuvens... àquela ali...", dizes-me tu a sorrir e a apontar para o céu sempre que te sento no baloiço...
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Sim meu amor, voa... deixa que as tuas asas de sonho, inocência e beleza te levem até onde o teu olhar permitir, lá onde as cores se misturam numa tela repleta de doçura, lá onde a fantasia e a imaginação permitem transformar o mundo no mais belo conto de fadas...
Não percas nunca o dom de sonhar, de acreditar que o Mundo pode ser o sítio mais belo que se possa habitar... se no teu olhar a magia nunca se quebrar, a Vida para ti terá o encanto que só tu me sabes dar!
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Já nanas, o cansaço tem vencido! Descansa meu amor, os teus dias têm sido cansativos, uma semana de piscina com os teus amiguinhos... tantas novidades no final terás para contar! E eu, princesa, encantada por te ver sorrir, feliz, sempre a Sonhar! Faz-me também acreditar que és e serás sempre a minha menina, aquela que jamais deixará de me encantar...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Conversas engraçadas...

Hoje, ao voltar para casa:
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- Também quero conduzir o carro e pôr gasoina!
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- Sim meu amor, quando fores maior, hás-de conduzir um carro!
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- Xim, quando tiar a cata (como? gostava de saber quem te ensinou isso!)
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- Sim, claro, um dia vais tirar a carta para poderes conduzir um carro como a mamã.
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- Pode ser hoje, não é preciso a cata! Tenho mais catas em casa! (de jogar, claro!) :))
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(...)

Como? Linda, sei que cresces, mas deixa-me ainda repousar o meu olhar nesse teu rostinho de bebé menina... deixa-me ainda aproveitar o tempo que nem sempre tenho para te poder prender no meu colo e proteger no meu abraço...
Cresce sim... mas calmamente... ainda não estou preparada para te deixar voar sem a protecção das minhas asas!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Pequeno poema...

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Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.
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Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
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Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
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As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...
Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...
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Sebastião da Gama
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Quando tu nasceste
Tudo mudou.
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Nem as nuvens no céu
Nem o frio do tempo
Nem as árvores despidas de cor
Conseguiram, por um segundo que fosse,
desviar o olhar e... como a tua mãe
Apaixonar-se!
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Quando tu nasceste
Tudo mudou
e contigo eu renasci.
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As nuvens choraram
O céu clareou.
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E nesse dia mágico
toda a Natureza sorria
enternecida
pelo olhar da tua Mãe!
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Mamã