quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Imagem de ti...

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Três anos separam esta imagem de ti da anterior...
Três anos passsaram em ti a uma velocidade estonteante...
Três anos aumentaram ainda mais em mim a necesssidade
que sinto de ti...
Três anos voaram por entre céus e horizontes cor-de-rosa e trouxeram até mim os novos sonhos e fantasias que guardas em ti...
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Sim, princesa, o tempo passou a correr, a um ritmo alucinante! Quantas vezes não o deixei passar por entre os meus dedos e assim, dolorosamente, fui perdendo muitos pedacinhos de ti... Mas olho-te, agora, e do bebé pequenino que há três anos atrás me fez descobrir o quão grande e sublime pode ser o Amor somente tenho recordações em mim... impressas no meu coração, indestrutíveis!
Agora olho para ti e vejo uma linda princesa... és linda meu amor! A cada dia que passa vais ganhando asas para poder voar neste Mundo cada vez mais teu...
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E eu linda, eu fico a observar-te... enternecida pelas tuas brincadeiras, pelas tuas conversas, pela forma ainda tão infantil como ainda constroís as tuas histórias... repletas de príncipes e princesas, de fadas e duendes...
Nas tuas conversas ainda se reflecte a necessidade que possuis de nos ter como exemplo a seguir na tua descoberta do Universo...
Nas tuas brincadeiras ainda vejo o nosso próprio reflexo na forma como falas ou simplesmente acarinhas os teus bebés!
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Ouço-te falar, como neste momento, e fico feliz porque cada palavra tua deixa transparecer a alegria que te brilha no olhar! És feliz meu amor, e disso eu tenho a certeza... sinto-o nos abraços que me dás, nas declarações de amor que nos ofereces, na necessidade de nós que ainda em ti tão vincada está! E é tão bom...
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Desde segunda que andas numa euforia total, deves pensar que fazer anos dá direito a uma prenda todos os dias... e assim me perguntas no final de cada dia "Mamã, a J. tamém tem uma penda hoje?". Como fizeste anos na segunda (com festa na escola com direito a bolo da Barbie e tudo!) e a tua festinha com a família e amigos será só no domingo à tarde, tens recebido as prendas às prestações... e, assim, andas numa felicidade constante por ter sempre mais uma surpresa por desvendar!
Aproveita linda, pelo menos até domingo...
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No dia em que fizeste anos a mamã acordou triste! Não propriamente triste, talvez mais nostálgica... acordar-te enchendo-te de beijinhos, ver-te tão crescida nesse dia tão teu, tão nosso, fez com que as lágrimas rolassem pelo meu rosto no momento em que te dei um beijinho para ires para a escolinha! E tu, com as tuas mãozinhas, limpavas-me as lágrimas e só me dizias "Mamã, não xoa! Se quiseres, eu não vou! Não choa, ouviste?" Não meu amor, vai... sê feliz! É tudo o que quero para ti!
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(mas são estes momentos, estas palavras tuas e estas imagens de ti que me fazem querer mergulhar ainda mais e mais... em ti!)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Era uma vez... o Amor!

A cada dia que passa, minha princesa, amo-te um bocadinho mais, mais e mais...
Chega a doer!
Contigo aprendi que é possível apaixonarmo-nos vezes sem conta!
A cada minuto que passa apaixono-me novamente por ti... com uma intensidade ainda maior, indestrutível!
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Parabéns, meu bebé lindo!
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O milagre da vida estava prestes a acontecer...-há três anos atrás!
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Depois de várias tentativas para que a epidural começasse a fazer o seu efeito, o anestesista já desesperado à minha resposta afirmativa sempre que me perguntava se eu sentia ainda alguma coisa, a mamã só conseguia pensar que faltava pouco, talvez alguns minutos para finalmente conhecer o rosto do anjo que tantas vezes tinha povoado os meus sonhos...
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Tinha medo, tremia, tremia muito... mas nesse misto confuso de emoções, a felicidade, a ânsia de querer que tudo corresse bem eram os sentimentos predominantes!
Continuava a sentir sempre que me tocavam... De repente, vejo a Dra D. entrar, e como por magia, como quem pega num lápis de cor para um lindo arco-íris desenhar, sinto-a "abrir-me"! Não sei como, mas se uns segundos antes ainda sentia as mãos do anestesista, deixei de sentir qualquer tipo de dor. Somente a sensação de que me estavam a retirar de mim o meu bebé, o meu anjo!
Não querias sair... "Olha, não me digas que tenho que ir buscar as ventosas!" - ouço a Dra D. dizer num tom muito surpreendido. De facto, estavas de tal maneira encaixadinha em mim que não te conseguiam tirar... talvez não quisesses quebrar o elo que ainda te mantinha totalmente dependente de mim, do meu ser, do meu respirar!
À minha volta, só consegui ver que enfermeiras, anestesistas e a própria Dra D. carregavam na minha barriga para te ajudar a nascer! Senti medo, receio talvez... ali sozinha no meio de tantas pessoas!
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Subitamente, um impulso... um choro! As lágrimas que teimosamente invadiram o meu olhar! O teu choro... ainda o ouço, um choro de vida, de esperança, um hino ao Mundo que lá fora sorria aguardando a tua chegada, um choro de mimo, um choro meu...
"Sai à mãe! Chora bem!" - disse sorrindo-me a minha médica!
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Vejo-te... qual miragem, um ser pequenino que tive quase que implorar para que me mostrassem! Com a pressa de te levar para tratar de ti, quase se esqueciam de te apresentar à mamã... que desespero! Só consegui perguntar "Está bem?" ao que o enfermeiro ou pediatra (acho eu!) apercebendo-se do meu nervosismo e apercebendo-se que não me tinha mostrado ainda a tua carinha, virou-te para mim e simplesmente disse "É linda, não se preocupe! Tem aqui uma princesa muito linda!"
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Vi-te... conheci-te... e acredita meu amor, essa imagem, esse momento passado há três anos atrás ainda está gravado na minha memória, como se tivesse sido há um minuto apenas. Lembro-me tão bem! Recordo com tanta clareza que naquele momento pensei que me tinham enviado um anjo... eras tão bonita, tão indefesa... e o teu choro que continuava a fazer-se ouvir não saía do meu pensamento! Queria sentir-te, queria tocar-te, queria deliciar-me com a tua imagem... queria abraçar-te, queria-te simplesmente para mim...
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A Dra D. cuidou de mim e a um certo momento comecei a sentir que ela mexia dentro de mim... não era propriamente dor, mas eu sentia tudo o que me estavam a fazer e assustei-me! Assustaram-se todos... teria o efeito da anestesia passado? A máquina das batimentos cardíacos disparou e só me perguntavam se eu não tinha dores, que não podia ter, não era possível! E eu respondia que não, que só sentia que me estavam a fazer qualquer coisa! Respirei fundo... e tudo acalmou! Todos acalmaram...
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Eram quinze horas do dia 26 de Novembro de 2004... o milagre da vida tinha acontecido e eu, bem eu, estava prestes a conhecer e a desvendar os mistérios do Amor, faltava apenas algum tempo até te ter ao pé de mim!
Quando te puseram nos meus braços para irmos para o recobro, deu-me a sensação que abraçava o Mundo inteiro naquele momento, que toda a minha vida se resumia àquele pequeno ser ali nos meus braços para quem eu olhava... deliciada e admirada! Eras minha... tão pequenina, tão bonita! Afinal eras tu, meu amor, que durante tanto tempo tinhas preenchido os meus dias de sonhos e expectativas, afinal eras tu... quem me tinha escolhido para ser tua mamã! E que orgulho, bebé, que orgulho!
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Apertei-te a mim, bem juntinho ao meu coração, queria que soubesses que a partir daquele momento o meu coração bateria em sintonia com o teu... para sempre! E que juntas iriamos palmilhar o caminho do Amor e da Felicidade!
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Amo-te muito, meu bebé lindo... daqui até à lua!
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domingo, 25 de novembro de 2007

De mãos dadas...



E assim passaste a tarde de ontem... de mãos dadas com o papá... nuna vontade imensa de matar as saudades que tens sentido dele! Querias a sua presença, nas tuas brincadeiras, no teu sorriso, nas tuas gargalhadas! E no teu olhar, a felicidade de poder te aventurares no Mundo, assim, protegida por aquele a quem nem hoje deixavas dar miminhos à mamã!

"J. O papá não pode dar miminhos à mamã? Então o papá não é o meu namorado?" - pergunto eu enternecida pelos abraços fortes, pelos beijinhos e pela atenção que me roubavas constantemente dele.

"Não, ele é o meu namuado!"

Está bem, meu amor, afinal de contas, namorado também é aquele que dá mimos, que ama, que protege, que aconchega... por isso o papá é o teu namorado como tu dizes!

A ternura e o carinho deram hoje as mãos... pararam o tempo, fizeram dele um tempo infinito, um momento repleto de felicidade... um momento teu... um momento nosso... para recordar!

(Mas princesa, quero que saibas... mesmo quando o tempo te parecer outro, com outras cores e outros horizontes, com outros sonhos e outros objectivos, quando o encares sob outro olhar lembra-te, sempre, que onde quer que possas estar, eu e o papá estaremos sempre presentes para contigo caminhar... de mãos dadas!)

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Era uma vez... (parte III)

Os meus medos e inseguranças tinham-se afogado no doce olhar daquela figura feminina que desde sempre me tinha acompanhado... sim, desde a descoberta da suspeita de uma possível dificuldade em engravidar (que felizmente se dissipou passado aproximadamente cinco meses) até ao momento em que me encontrava naquele instante... prestes a ser mamã!
Sim, minha boneca, a Dra D. sempre foi a palavra certa nos momentos mais complicados, sempre foi a segurança e o carinho de que necessitei para levar com calma e sem medos a "nossa" gravidez...
De facto, as tensões altas sempre foram uma ameaça ao longo de toda a tua gestação! Por muito que tentasse (e mesmo agora!), nunca consegui "lidar" muito bem com o meu sistema nervoso! Mais que minha médica, a Dra D. sempre foi a minha amiga, a conselheira, o sorriso terno que tantas vezes impediu as minhas lágrimas!
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E ela estava ali... e a sua presença acalmou-me!
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Passado pouco tempo mandaram-me entrar e após um beijinho carinhoso ao teu papá e uma troca cúmplice de olhares, onde um mar de emoções veio subitamente à superfície, a mamã entrou!
A Dra D. viu-me, mediu-me as tensões e, claro, nesse dia, elas estavam normais, não estivesse eu naquele momento segura de que seria ela que te traria ao mundo!
Sorriu-me, como que a agradecer a confiança desmesurada que nela depositava, como que a agradecer nela confiar o meu sonho, o meu maior tesouro! Na ficha médica, apontou as razões para a cesariana: desproporção feto-pélvica e ligeira hipertensão...
Fui levada depois para dentro e assim começou aquela que viria a ser a maior aventura da minha vida... a tua chegada!
Vestiram-me e levaram-me para a sala de induções de partos, embora sabendo que o meu não iria ser natural! Assim, ali fiquei e esperei... deitada naquele espaço, a ouvir os gritos de dor das mulheres que mesmo ao meu lado, gemiam sempre que uma ou várias contracções as fazia sobressaltar!
O meu pensamento voou para longe, tentei abstrair-me de tudo até que o papá, não sei como, conseguiu ir lá ter comigo! E como me soube bem... dar-lhe a mão, sentir-lhe o toque, a presença, as carícias que docemente fazia nomeu rosto!
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Vários bebés a Dra D. deve ter ajudado a nascer até que finalmente me mandou vir buscar!
O meu coração bateu mais forte e uma mistura de alívio e receio invadiu o meu corpo!
Tinha chegado o momento!
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Olhei para o papá, as lágrimas vieram-me aos oilhos e naquele momento só me apetecia chorar... muito... apetecia-me libertar todas as lágrimas que o meu corpo pudesse conter...
Pelo corredor, observava as paredes brancas e tentava a todo o custo deixar-me levar pela calma e tranquilidade que a sua cor transmitia!
A equipa da Dra D. certamente já deveria ter conhecimento de que iria fazer cesariana por isso, enquanto me transportavam para o bloco operatório, o anestesista perguntou-me se preferia dormir ou ficar acordada. E eu, uma vez que não podia ter um parto normal, então queria poder assistir ao momento em que o teu corpo fosse retirado do meu, queria ouvir-te o primeiro choro! Sim, preferia ficar acordada, não queria perder nada, não queria perder o nosso primeiro encontro, queria gravar em mim a visão da vida que estava prestes a nascer!
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Entrei para o bloco operatório... um arrepio, um suspirar profundo!
O milagre da vida estava prestes a acontecer!
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(a continuar...)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Era uma vez... (parte II)

Como a mamã já te contou, a mudança de lua fez com que no dia 12 de Novembro o papá e a mamã regressassem a casa sem ti... Sentia-me nervosa, cada vez mais aumentava em mim o desejo de te conhecer e a necessidade de te saber bem era uma dolorosa e constante realidade que me atormentava a cada dia que passava! Assim, a mamã, nas duas últimas semanas antes de te ver nascer, fez duas ecografias só para dar descanso aos seus maiores medos. Estavas a ser devidamente alimentada, apesar da placenta envelhecida desde o segundo trimestre da gravidez!
Assim, os dias iam passando, entre os receios do futuro que se avizinhava e a ansiedade de te poder finalmente abraçar...
Sim, meu amor, a mamã tinha tanto medo do que a tua chegada significava na vida dela... um ser do seu ser mas, acima de tudo, uma vidinha pequenina que iria causar grandes mudanças! Não só pela responsabilidade de te "cuidar" como se de uma flor frágil e mágica se tratasse, mas também pelos sentimentos novos que já começavam a "fervilhar" dentro de mim...
Tinha tanto medo, se tu soubesses, de não vir a saber tratar de ti, de não conseguir assumir com toda a firmeza o papel de mãe que me aguardava! Ainda me sentia tão filha, meu amor pequenino...
A mamã sempre foi muito ligada À tua vóvó, aos seus miminhos, às suas palavras, à sua presença, ao simples aroma do seu perfume!
Era um "bebé grande", como tantas vezes o papá me dizia!
Tinha medo de não conseguir soltar as amarras que ainda me prendiam à minha própria necessidade de afecto...
Quantas vezes, nessas últimas semanas antes de ti, não deixei as lágrimas rolarem descontroladamente sempre que sabia que o silêncio e a escuridão apaziguadora e misteriosa da noite seriam os únicos a guardar em segredo as minhas insónias e os meus mais íntimos receios!
E nessas insónias, "acariciava-te" dentro de mim, em carícias repletas de ternura, como que a sugar de ti, da tua presença em mim e dos teus movimentos que deliciosamente me faziam estremecer, a força necessária para assumir o controlo incondicional desse futuro tão próximo, do nosso futuro!
E que sensação mágica... a minha princesa, o meu sonho, o meu bebé, o meu mais belo poema... Deixava-me, nesses momentos só nossos, embalar por ti, pela imagem que de ti já possuía nos meus pensamentos, até que o sono decidisse levar-me e me fizessse adormecer!
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Faltava tão pouco... só queria que fosse a Dra D. a estar connosco, só queria que fosse ela a ajudar no milagre do teu nascimento... e assim pedia, implorava-te para que continuasses aconchegadinha em mim, sem pressas...
E tu, linda, aguentaste e desta forma não soube o que é uma contracção (embora tenha pena!) e assim, conforme combinado, no dia 26 de Novembro de 2004, lá estávamos nós, eu e o papá (a vóvó e o vôvô viriam logo logo), pelas oito horas da manhã, na Maternidade.
Esperei pela Dra D., mil sensações e sentimentos a inundar o meu pensamento... Quando chegou, olhou-me, sorriu-me e no seu olhar senti a segurança de que tanto precisava, no seu olhar meigo os meus medos deixei afogar...
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Ia conhecer-te... finalmente!
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(a continuar...)

sábado, 17 de novembro de 2007

Sonhar...

Simplesmente porque adoro... porque cada nota me dá vontade voar, descobrir novos mundos e reescrecer novos sentimentos...
Porque me dá vontade de te abraçar, de te prender a mim numa dança sem fim...
Porque simplesmente esta música resume muito de mim!

E porque foi assim, hoje, que começou o nosso dia... ao som desta música, a daçar encostinhas uma à outra, num abraço terno que me faz desejar mergulhar nas profundezas da Vida e delas sair ainda mais Feliz!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Miminhos...

Hoje, ao contrário da noite passada, que estive desde as nove até quase à uma da manhã a adormecer-te, já nanas...
Ontem não consegui perceber o que tinhas... não querias dormir, apesar de todos os meus esforços! Deitei-me à tua beira, contei-te as tuas histórias preferidas, deixei-me embalar pelos teus abraços, dei-me toda aos teus carinhos e festinhas mas nada te sossegava...
Saí do quarto umas quantas vezes, mas sempre que voltava, os abraços eram ainda mais apertados, a ânsia de me sentir ali, juntinha e encostadinha a ti, era cada vez maior! Notava-se que o cansaço se apoderava de ti, que o sono teimava em levar-te para perto das estrelas cintilantes que iluminam a tua noite, que os teus olhinhos se queriam fechar mas sempre que tentava sair da tua beira parece que o medo de me deixar ir embora ultrapassava toda e qualquer vontade de descansar!
O papá, quando chegou, também tentou mas não resultou... Regressei e acabaste por adormecer, perto da uma da manhã, e claro, eu também! Dormímos juntinhas...
Pelo menos valeu pelo facto de ter acordado com os beijinhos e miminhos de um anjo! Sim, porque às oito, já tu me abraçavas e sorrias como se tivesses dormido umas largas horas...
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Eu noto que andas carente... que precisas de mim, dos meus abraços, da minha presença! Noto-o quando os teus bracinhos me apertam num longo e ternurento abraço, sei-o pelo "Goto muto de ti" e o "És o meu amor!" que tantas vezes me dizes, sinto-o quando, ainda há pouco, antes de adormecer, encostas o teu rostinho ao meu para mais um beijinho! Sinto-o na tua mão que não sai de cima de mim até adormeceres, como se tocar-me fosse uma certeza para ti de que estarei ali, a vigiar o teu sono!
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Meu amor, sei que nem sempre estou contigo o tempo que precisas, nem sempre as obrigações nos permitem desfrutar mais uma da outra, mas a mamã ama-te tanto! Tanto que por vezes chega a doer!
E este tempo que nos é tantas vezes roubado é sinal da luta que diaramente travamos, eu e o papá, para atingir os nossos sonhos, os nossos objectivos, para poder, acima de tudo, proporcionar-te o melhor e fazer de ti uma menina ainda mais feliz!
Perdoa-me a falta que possas sentir de mim, eu tento passar a maior parte do meu tempo contigo, tu sabes que mal posso eu corro para o teu abraço, eu mergulho no teu olhar, eu entro no teu mundo e nele me deixo ficar...
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Mas sim, andas carente de mim e antes de nanar, hoje, a mamã deixou tudo o que tinha para fazer para depois! Estivemos bem abraçadinhas uma à outra, até às oito e meia, a ver os teus bonecos... Tu enroscavas-te em mim, bem protegida no meu colo, com as tuas mãozinhas no meu rosto e os meus beijinhos no teu, contavas-me a história que estavas a ver e sorrias-me... o tempo parou, e nós as duas, éramos só uma da outra! De mais nada nem ninguém!
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(E nesses sorrisos, por entre festinhas e beijinhos, eu apercebi-me subitamente do quanto cresceste, pelas palavras que trocávamos e pelo meu colo onde já sobra tanto de ti, mas apercebi-me também do quanto ainda precisas do meu miminho! Prometo, prometo-te, meu amor, que nunca estes miminhos acabarão. São teus, sempre que quiseres e precisares, para sempre!)

Memórias...


«Não existe o esquecimento total: as pegadas impressas na nossa alma são indestrutíveis»


Thomas de Quincey
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Para a mamã, relatar a tua história, contar-te como foi a tua chegada, relembrar os primeiros momentos, reviver as primeiras emoções, redescobrir os sentimentos mais escondidos, sentir novamente o choro, a magia e o milagre da vida é mergulhar no baú mágico das suas recordações... daquelas que, por muito que o tempo insista em passar, louca e desenfreadamente , nunca conseguirá apagar!
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De facto, relembrar-te nunca será impossível... fazes parte de mim! És o meu milagre, a minha vida...
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(a continuar...)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Era uma vez... (parte I)

Foste um bebé muito desejado, "feito" com muito amor e carinho, planeado com o sentimento intenso que une os teus papás!
Quando soube que estava grávida, nasceu em mim um desejo imenso de te sentir crescer em mim para que eu pudesse conhecer a impressionante magia do milagre da vida...
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Sabes, meu amor, no mais fundo de mim, sempre soube que eras uma menina, não me perguntes porquê! Sempre que me imaginava mamã, imaginava-me com uma princesa nos braços. Nem os quatros primeiros meses, em que a minha médica me dizia que eras um menino, nem a primeira ecografia, nem as restantes pessoas a afirmar que a minha barriga denunciava a vinda de um rapaz me fizeram mudar o meu instinto...
Lembro-me perfeitamente que no dia em que fui, com o papá e a vovó, fazer a ecografia morfológica, o médico, a observar-te no monitor, disse "Este não engana...".
Naquele momento, pensei para mim que não podia ser verdade, que ele não deveria ter dito este mas sim esta! É óbvio que eu também sabia, apesar das lágrimas que quiseram logo invadir-me o olhar, que mesmo que fosse um menino, este seria amado com a mesma intensidade com que tu o és. Mas eu continuava a sentir-te, minha princesa...
Mas eu sentia-o, simplesmente!
O médico continuou a "ver-te" e concluiu a frase "Este bebé não engana, é uma menina! Vê-se perfeitamente!"
Meu amor, se tu soubesses a alegria que senti naquele momento e o sorriso do teu papá aliado à euforia da tua vovó (afinal tinha acabado de ser vovó de um menino, o teu priminho A.), talvez tu conseguisses imaginar um bocadinho do quanto foste desejada!
A partir daí, os meus dias eram preenchidos pela imagem de uma menina que viria transformar a minha vida... uma menina que me faria passar do papel filha para o papel de mãe! Sim, eu ia ser mãe... e como este sentimento me assustava! Se tu soubesses... Eu ainda me senita tão filha, tão dependente ainda dos miminhos da vovó. Tinha medo, muito medo de falhar e não conseguir dar continuadade a este milagre que me tinha sido concedido!
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Ao longo dos meses, fui assistindo ao teu crescimento e sempre que te sentia mexer era como se o mundo se resumisse a esses pequenos momentos mágicos em que talvez tu me quisesses dizer também que me desejavas muito para tua mamã!
Eras um bebé muito calminho, só te sentia mexer à noite! Devias adorar estar dentro da barriguinha da mamã, onde nada nem ninguém te podia fazer mal, onde sabias que o meu amor e a minha protecção te preservariam de tudo e todos...
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Mas o tempo foi passando e o dia marcado pela minha médica chegou... estava de serviço por isso toca a ir para a Maternidade... 12 de Novembro de 2004... ia ter finalmente a minha princesa nos braços, ia finalmente poder conhecer o rosto que durante tantos meses fez parte dos meus mais belos sonhos!
Sim, fui para a Maternidade mas a mudança de lua fez com que a maternidade estivesse repleta de futuras mamãs prestes a dar à luz, por isso regressei a casa, sem ti...
Sentia-me triste, mas percebia que tinha de esperar... afinal de contas eu ia fazer cesariana e não tinha contracções, por isso podia esperar... o que a mamã queria é que no dia em que nascesses fosse a Dra D. a estar comigo...
E isso aconteceu, duas semanas depois, num lindo 26 de Novembro de 2004, exactamente cinco anos depois da mamã ter começado a namorar com o papá!
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(Terá sido a mudança de lua, meu amor, ou foste tu que nos quiseste presentear a data do início do nosso Amor com a tua chegada? Se assim foi, acredita que foste a mais bela e sublime prenda que algum dia os papás poderiam desejar!)

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Para sempre...

Meu amor pequenino,

Falta pouco, tão pouco, para fazeres três anos... O tempo vai passando e a cada dia que passa a mamã olha para ti e recorda com nostalgia e saudade o bebé que já foste... sim meu amor, tenho tantas saudades de te ter pequenina aninhada num colo onde cabias inteira e a sensação que tinha então é que assim, enroscadinha a mim, com o teu coraçãozinho a palpitar juntamente com o meu, era capaz de te proteger de tudo e todos... do Mundo e das suas maldades!

Hoje, esse bebé pequenino e indefeso cresceu... e como estás a crescer meu amor!
Transformaste-te numa linda princesa... numa menina irrequieta e traquina mas que ainda se aninha no meu colo a pedir miminho... que ainda se abraça a mim e me faz sentir das mais belas sensações que algum imaginei ser capaz de sentir, que ainda corre para mim para me prender como se do tempo tivesse medo que dela me roubasse!

Amo-te tanto, pisquinha, tanto que por vezes tenho medo que não entendas este Amor que me une a ti e me faz desejar continuar a ter-te assim.... enroscadinha a mim... como quando eras pequenina!

Mas sabes, haja o que houver, passe o tempo que passar, nunca te esqueças que és a minha estrela cadente, o meu sonho mais real, a minha ternura, a minha luta diária, a minha fonte de inspiração!
Não te esqueças, mesmo que um dia as palavras que possamos vir a trocar possam chocar, que a mamã te adora... daqui até à lua! Para sempre...

(E falta tão pouco!)

Haja o que houver...

Come What May (tradução)
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Nunca imaginei
Poder sentir-me assim
Como se nunca tivesse visto o céu antes
Quero desaparecer num beijo teu
A cada dia eu te amo, mais e mais
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Ouve o meu coração, consegues ouví-lo cantar?
Dizendo-me para te dar tudo.
As estações podem mudar, do inverno para a primavera
Mas amar-te-ei, até o fim da minha vida.
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Haja o que houver,
Haja o que houver,
Amar-te-ei até o dia da minha morte.
De repente, o mundo parece ser tão perfeito,
De repente, ele move-se com tanta graça,
De repente, a minha vida não parece perdida.
E tudo gira em torno de ti.
Não há montanha tão alta,
Nem rio tão extenso.
-
Cante esta canção e eu estarei a teu lado,
Tempestades podem formar-se
E estrelas podem colidir
Mas eu amo-te, até o fim da minha vida.
-
Haja o que houver,
Haja o que houver,
Amar-te-ei até o dia da minha morte.
Oh, haja o que houver,
Haja o que eu houver,
Amar-te-ei, amar-te-ei
-
De repente o mundo parece ser tão perfeito.
-
Haja o que houver,
Haja o que houver,
Amar-te-ei até o dia da minha morte.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Do fim-de-semana e de ti...


Foste ver o espectáculo do Ruca... ainda por cima com as tuas amiguinhas preferidas, a I. e a B. Se no início estavas muito atenta a tudo o que se estava a passar, a meio do espectáculo já batias palmas e dançavas ao som da música! As luzes, as cores, os bonecos... uma mistura perfeita para a tua imaginação cor-de-rosa!
Para mim, o teu sorriso, as tuas gargalhadas, o teu olhar doce a absorver tudo o que te rodeava foram a parte mais bonita do espectáculo!
De tarde, muito passeio, muita conversa, muita aventura! E por cada sítio por onde passaste, foste deixando o teu encanto seduzir as pessoas...
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No domingo, o papá foi trabalhar de tarde, pelo que nos deliciamos uma da outra outra! Tentar nanar-te... tarefa impossível! Assim, nada melhor que ter uma tarde só nossa para nos enchermos de mimo, de brincadeira, de beijinhos e abraços sem fim! Fazer aquilo que a mamã tantas vezes pede ao tempo e não consegue... pará-lo e enchê-lo de recordações de nós as duas!
E no final do dia, um magusto com o teu amiguinho J.!
Cansaço... não! O Mundo é belo demais para se desperdiçar tempo! A tua ânsia e e desejo de partilha e descoberta são demasiadamente fortes para perder um minuto que seja...
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Como gosto de te ver crescer, embora já sinta tantas vezes saudades do tempo em que ainda eras um bebé pequenino e indefeso, só meu!
Assistir ao teu desenvolvimento, à formação da tua personalidade é a maior das dádivas que algum dia poderia ter recebido...
Amar-te, desmesuradamente, cada vez um pouco mais a cada minuto que passa é um sentimento tão sublime que só posso agradecer por me teres escolhido para tua mamã!
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Se tu soubesses o quanto te adoro, minha "bebé grande", talvez tu entendesses melhor o porquê de tantas vezes as lágrimas rolarem só de pensar que algo de mal te possa acontecer sem que eu o possa evitar, talvez tu entendesses o sufoco que sinto quando não posso estar contigo por um motivo qualquer, talvez tu entendesses o aperto que sinto no coração quando te vejo a ganhar asas e a querer voar...
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Sei que tenho que deixar caminhar sozinha... o Mundo aguarda-te e sei que nele deixarás a tua marca, a tua doçura! Conquista-o, meu amor, mostra-lhe o verdadeiro significado das palavras beleza, pureza, inocência e magia!
Ele por vezes esquece-se que elas existem por isso, linda, devolve-lhe a ternura dessas palavras, fá-lo novamente acreditar que elas existem e que deveriam fazer parte integrante do nosso dia-a-dia... já o fizeste comigo!
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Mas sabes, sempre que te observo, sempre que te espreito brincar ou sempre que te vou adormecer só penso como serás daqui a alguns anos!
Será que continuarás a ser a menina traquina e meiga que és?
Será que o teu olhar continuará a abraçar o Mundo de uma forma tão inocente?
Continuarás a pintá-lo com as cores suaves da tua imaginação?
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(A única certeza que tenho, minha princesa, é que por muitos anos que passem, tu continuarás a ser o meu amor maior, a minha mais sublime conquista, o meu sonho, a minha realidade...
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E falta pouco... tão pouco... para fazeres três anos!)

domingo, 4 de novembro de 2007

Tempo...

(foto retirada)

Porque é insiste em me perseguir a cada minuto que passa?


Porque é que me domina e me faz desejar sempre que as horas passem a voar...
para correr te abraçar?


Porque é que sinto um aperto no meu coração quando a distância insiste em machucar?

Porque é que sinto já saudade de um tempo ainda presente mas que o futuro me vai roubar?

(observo-te e os meus olhos enchem-se de lágrimas... já estás tão crescida... como pode o tempo passar assim tão rápido?)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Um anjo...

A “vovó velhinha” (como carinhosamente lhe chamávamos e como tu própria ultimamente já lhe chamavas) morreu há pouco tempo … e com a sua morte ficaram as saudades que silenciosamente apertam e magoam, a tristeza de nunca poderes vir a conhecê-la da maneira como eu a conheci e a mágoa de não ter passado, nestes últimos anos, tanto tempo com ela como gostaria de ter passado (embora estivéssemos tão perto).
A vovó velhinha adorava-te e quantas vezes no seu olhar cansado não lhe vi o desejo de trocar todo o tempo que lhe faltava por um único minuto na tua idade… quantas vezes não lhe vi as lágrimas escondidas por sentir as tuas gargalhadas como um hino de despedida da vida que tantas alegrias mas também tantas mágoas lhe trouxe… quantas vezes não lhe descobri a ternura no sorriso quando, a olhar para ti, recordava a menina que outrora tinha já sido! E como lhe sentia o amor e o carinho que lhe transmitias nos vossos miminhos e abraços ternos! Duas gerações ligadas pelo Amor… separadas pelo tempo!
Infelizmente, a agitação egoísta do nosso quotidiano, as obrigações, os horários por vezes complicados nem sempre permitiram que pudesse desfrutar tanto tempo com ela como desejaria.
Infelizmente, por vezes, deixamos o tempo correr porque pensamos que haverá sempre a oportunidade de colmatar as falhas, de compensar o tempo perdido e que o amanhã nos deixará sempre estar com quem gostamos… Mas não é assim!
O tempo é egoísta, não perdoa atrasos e quanto menos esperamos leva para longe de nós as pessoas que fazem parte da nossa vida, as nossas referências, as nossas raízes…
Com a morte da “vovó velhinha”, descobri da maneira mais dolorosa o quão frágeis são os sentimentos humanos, o quão frágil é a nossa própria vida! De repente, sentimo-nos sozinhos, como se deixássemos de ter família… Sabemos que eles estão cá, caso precisemos, mas nada é mais igual. Cada um segue a sua vida, deixa-se absorver pelo ritmo lento dos dias que passam e nunca mais nada torna a ser igual… Já não há convívio, já não há chá ao domingo à tarde nem conversas à beira da vóvó velhinha. Já não existe mais aquela sensação carinhosa de reunir toda a família para simplesmente passar um bom bocado. Sei que cada um tem a sua vida para levar para a frente mas será que a morte é a culpada do egoísmo das pessoas?
Não, meu amor, não é. Pelo menos não é assim que eu gostaria que fosse!


Tenho tantas saudades tuas avó! A cada dia que passa aumenta a dor da tua ausência…
Nunca estas lágrimas que melancolicamente rolam pelo meu rosto ao ritmo destas doridas palavras nem a sensação de vazio que aos pouquinhos se apoderou do meu coração serão suficientes para atenuar esta saudade infinita que sinto de ti… de um único beijinho teu!

E tu, meu amor pequenino, como eu queria que a vida te poupasse estas dores… como gostaria que nunca conhecesses a sensação de vazio que a perda dos nossos nos vai deixando em nós!
No entanto, como disse à vovó no seu último adeus, ela será sempre recordada por ti (apesar do pouco tempo vivido a teu lado!) através das histórias que te contarei, das memórias que partilharei e da saudade que nunca apagarei. Mostrar-te-ei, minha princesa, que de entre todas as estrelas que preenchem as tuas noites de sonho e magia, haverá sempre uma que brilhará mais no firmamento da nossa saudade… e que essa estrela foi um dia um anjo na terra. O nosso anjo da guarda agora!