quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo...

- foto retirada -
Que este Novo ano chegue cheio de boas energias... que seja um ano repleto de sonhos, de momentos mágicos!
Desejo, acima de tudo, que, para além de saúde, este ano que se aproxima a passos largos, me proporcione a paz de espírito necessária para muitas vezes combatar o desânimo que se instala em mim quando o tempo me rouba tudo aquilo que eu gostava de prolongar... os mimos, as brincadeiras, as declarações de amor, o brilho no olhar, a felicidade no rosto... TU!
Desejava ainda que o Mundo se colorisse de um tom mais suave, capaz de proporcionar às pessoas a tranquilidade de que tanto necessitam!
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Um Ano muito Feliz... mas mesmo até ao limite da Felicidade!
Um Ano onde todos os desejos se concretizem, onde erros e falhas se consigam corrigir, onde carinhos se possam trocar!
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Do ano que passou, apenas boas recordações quero guardar... como esta imagem que deixa transparecer tudo o que mais desejava para o Mundo... Ternura, Respeito, Amor!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal...

- foto retirada-
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Que este Natal proporcione a todos a paz e a harmonia necessárias para caminhar neste Mundo nem sempre justo...
Que o sorriso das crianças, a sua inocência, o seu brilho no olhar, a ternura das suas brincadeiras se espalhem como por magia e transformem o novo ano que aí vem num ano mais estável, mais sereno, mais feliz...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Circo...

Hoje, toda tu eras entusiamo e alegria... Afinal de contas, passear com os teus amiguinhos para ir ver o Circo não acontece todos os dias! Claro que o coração da mamã andou apertadinho todo o dia, receosa de qualquer incidente! Parece que não mas para este passeio, ida e volta, foram necessários aproximadamente 120 km... Sei que estás bem entregue, que tudo fazem pela vossa segurança mas tenho sempre tanto medo de que algo aconteça sem que nada possa fazer para o evitar...
Quando cheguei à noite (depois de eu mesma ter feito quase o mesmo trajecto!), perguntei-te se tinhas gostado...
Claro que sim, muito, principalmente os palhaços!
E não havia animais da selva, mamã! Não havia leões... vês? :)
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Tive tantas saudades tuas hoje, meu amor lindo... vestir-te de manhã e chegar somente a tempo de te contar a Anita e a noite de Natal e a tua história do momento (porque será?!), a história da pequena lebre que pergunta à mamã "Adivinha o quanto gosto de ti" faz-me simplesmente sentir vazia e triste...
Não te preocupes, nada nada temos duas semanas de miminhos só para nós... Vais ver que gosto de ti ainda mais longe do que a mamã lebre... daqui até ao infinito e de volta!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Palavras...


Les mots bleus - Thierry Amiel

Il est six heures au clocher de l’église

Dans le square les fleurs poétisent

Une fille va sortir de la mairie

Comme chaque soir je l’attends

Elle me sourit

Il faudrait que je lui parle

À tout prix

Je lui dirai les mots bleus

Les mots qu’on dit avec les yeux

Parler me semble ridicule

Je m’élance et puis je recule

Devant une phrase inutile

Qui briserait l’instant fragile

D’une rencontre

D’une rencontre

Je lui dirai les mots bleus

Ceux qui rendent les gens heureux

Je l’appellerai sans la nommer

Je suis peut-être démodé

Le vent d’hiver souffle en avril

J’aime le silence immobile

D’une rencontre

D’une rencontre

Il n’y a plus d’horloge, plus de clocher

Dans le square les arbres sont couchés

Je reviens par le train de nuit

Sur le quai je la vois

Qui me sourit

Il faudra bien qu’elle comprenne

À tout prix

Je lui dirai les mots bleus

Les mots qu’on dit avec les yeux

Toutes les excuses que l’on donne

Sont comme les baisers que l’on vole

Il reste une rancœur subtile

Qui gâcherait l’instant fragile

De nos retrouvailles

De nos retrouvailles

Je lui dirai les mots bleus

Ceux qui rendent les gens heureux

Une histoire d’amour sans paroles

N’a pas besoin du protocole

Et tous les longs discours futiles

Terniraient quelque peu le style

De nos retrouvailles

De nos retrouvailles

Je lui dirai les mots bleus

Ceux qui rendent les gens heureux

Je lui dirai tous les mots bleus

Tous ceux qui rendent les gens heureux

Tous les mots bleus

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O peso das palavras... o medo do seu impacto... o receio de nem sempre as "escolher" acertadamente!

O olhar... a linguagem mais pura e verdadeira!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Dos últimos tempos...

A tua verdadeira paixão... o que te faz realmente feliz! Brincar cá fora, andar atrás do Sol... o cão "piquinino e tolecas" :)
Continuas a afirmar que quando fores grande queres ser médica dos animais...
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Na tua festa de aniversário, em casa... olhar para ti era estar de mãos dadas com a felicidade e alegria! Um dia repleto de emoções, principalmente provocadas pela magia de te ver crescer, sempre mais e mais, a cada dia que passa! A minha menina...

O teu bolo de aniversário... a Dora e o Boots não podiam faltar à festa! Há mais de um mês que me relembravas todos os dias que o bolo da tua festa cá de casa tinha de ter estes teus dois inseparáveis amigos!

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(foto retirada)

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O dia de anos... tarde de brincadeira oferecida pelos papás a ti e aos teus amiguinhos da creche... o delírio! Sorrisos, pulos... enternecedor! Como é fácil fazer uma criança feliz!

O bolo para os teus amiguinhos... quiseste a Hello Kitty! A razão... ainda não percebi até agora! Nunca foste propriamente fã da boneca...
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Uns tempos passados, a correr... Uns tempos que não chegam para nada... Uns tempos por conturbados...
Mas, apesar de tudo,
Uns tempos felizes, muito felizes!



quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Natal...

NATAL
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Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.
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Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
'Stou só e sonho saudade.
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E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!
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Fernando Pessoa
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Que belo poema mas tão repleto, no entanto, de tristeza e melancolia...
Um texto que desconhecia e que me fez reflectir e constatar o quão doloroso e frio pode ser esta época para tantos seres humanos!
O Natal é de facto, a união da família, a troca de afectos, o sabor das recordações trocadas, as memórias partilhadas, os laços reapertados, as saudades acentuadas mas... quanta solidão, quanta dor, quanto sofrimento, quantas lágrimas não serão de facto a única companhia de tanta gente nesta época que deveria ser exclusivamente de troca e ternura?

sábado, 6 de dezembro de 2008

Imagens (de ti!)...

(foto retirada)
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As tuas brincadeiras antes de nanar...

Muitos saltos... muitos risos... muita ternura!

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Momentos teus...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Reflexão...

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração.
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Augusto Gil, Luar de Janeiro
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E são estes os versos que ecoam na minha cabeça sempre que, lá ao longe, vejo os montes cobertos deste imenso manto branco...
Uma sensação de paz interior que faz fervilhar mil pensamentos na minha cabeça...
Como pode realmente uma criança padecer de dores que muitas vezes nem sequer imaginamos?
Educar, mais do que propriamente ensinar, faz-nos descobrir, em rostos tão repletos ainda de feições de criança (apesar da teimosia rebelde em se querer afirmar "adultos"), tristezas camufladas, histórias de vida marcadas pelo sofrimento, dores nunca sequer imaginadas...
Como podem realmente tornar-se adultos confiantes estas "crianças" cuja infância e mesmo adolescência são dolorosamente marcada pela ausência de valores, ensinamentos mas, mais que tudo, Amor?
Nos rostos deles, que me acompanham no dia-a-dia, quantos vezes te revejo... e só penso...
Como serás daqui a uns anos? Em que tipo de adolescente te tornarás?
Será que o todo o Amor que sinto por ti é suficientemente forte para te ajudar a crescer de forma saudável e feliz?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

4 anos de ti...

Um turbilhão de sentimentos acompanham-me hoje. Um desejo absurdo e incontrolável de fazer parar o tempo e ter tido a possibilidade de ficar ali, no escuro enternecedor do teu quarto, a admirar-te, a ouvir o teu respirar sereno, a deliciar-me com a beleza angélica do teu rosto adormecido, a emocionar-me perante a imagem da minha menina (já) tão crescida...
Apetecia-me ter ficado ali, nesse pequeno mundo mágico que a tua presença embeleza, e esperar que acordasses para poder ser eu a primeira pessoa a abraçar-te, a dar-te os primeiros miminhos...
Não me foi possível por isso fiz das minhas memórias a minha companhia durante a viagem... recordei a emoção do teu nascimento, os receios, as dúvidas, a alegria das pequenas conquistas, as lágrimas, a felicidade de te ter, a angústia de nem sempre ser a Mãe que desejaste para ti! Mil e uma recordações que, a par do céu ainda repleto de estrelas e pintado com os primeiros raios de sol, me acompanharam e tornam este dia ainda mais especial!
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Sei que nem sempre sou boa mãe, que a impaciência impede por vezes que aproveitemos melhor o nosso tempo juntas, que a calma nem sempre é suficiente para te compreender a energia inesgotável, que o cansaço me faz levantar muitas vezes a voz e desejar alguns momentos só para mim, mas quero que saibas, minha princesinha linda, que as saudades de ti ferem, que a tua imagem é presença constante no meu pensamento, que és e serás sempre a minha maior conquista, o que de melhor consegui na Vida, o meu amor eterno, a minha menina...
Nuca duvides do meu amor por ti, imploro-te, só te peço que no meio da agitação muitas vezes egoísta do quotidiano, olhes para mim e sintas que é este sentimento que me une a ti que torna a minha Vida muito melhor, que me dá forças para lutar esonhar, que me torna uma pessoa muito mais completa, mais feliz...
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Parabéns, fofinha...
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Amo-te muito, "até ao xéu e às estelas"!

domingo, 23 de novembro de 2008

Do fim-de-semana...

Um fim-de-semana repleto de mimo... muito mimo e um medo enorme que a mamã fugisse da tua beira! E apesar de haver momentos em que só desejava um minutinho que fosse só para mim, é delicioso ver a dependência e necessidade que (ainda) tens de mim... parecias a minha sombra... :)
Até para andar de bicicleta, a tua mais recente paixão, precisavas da minha presença! O vôvô antecipou-se com a tua prenda de anos e agora é ver-te, qual exploradora, a andar na tua bicicleta da Dora e do Boots! Da tua primeira experiência com ela, só relembro o sorriso de felicidade e o brilho no olhar...
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(foto retirada)
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O Sol e a Luna são outra das tuas paixões... é ternurento ver o carinho que tens pelos animais! Não quisesses tu ser "médica dos animais"... e eles retribuem-te os mimos! São os teus brinquedos preferidos, mesmo sendo o Sol "um tolecas que só faz muitas asneiras"! Adoro ver a doçura com que os tratas... adoro-te, simplesmente!
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(foto retirada)
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E para acabar bem o fim-de-semana e começar da melhor maneira mais um dia, basta-me recordar a tua felicidade por ter sido a mamã a levar-te à escolinha...
Acordámos numa verdadeira sessão de miminhos! E nestes momentos tão doces, consigo ainda por vezes acreditar que ainda és o meu bebé pequenino... que o tempo não passa e que tudo em ti cresce a um ritmo alucinante...
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(foto retirada)
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... principalmente o meu amor por ti...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Desabafo...

E os dias passam a correr num ritmo desconcertante... Por vezes, quando chego finalmente a casa, sinto falta de poder ficar sozinha, sem mais com que me preocupar! Deitar-me no sofá e deixar os meus pensamentos voar, fugir desta rotina que tanto me desgasta ao mesmo tempo que me entristece!
Em mim, neste momento, sinto uma verdadeira luta de sentimentos...
Se por um lado sinto necessidade de abrandar, imediatamente penso que nenhuma oportunidade posso desperdiçar!
Se por vezes gostava de poder chegar a casa e simplesmente descansar, imediatamente as saudades que sinto de ti ferem-me brutalmente!
Se desejava ter toda a paciência que a tua carência e necessidade de mim exige, quantas vezes essa mesma paciência não se esgotou ao longo de um dia a lidar com "adolescentes" que tenho que educar, mais do que propriamente ensinar!
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Sozinha neste momento de raro silêncio, apenas quebrado pelo ritmo acelarado do meu coração, deixo as lágrimas rolar... escaldam o meu rosto, entristecem o meu olhar mas sinto de facto necessidade de tentar aniquilar todo este turbilhão de sentimentos que me tem vindo a acompanhar...
Olho para ti nas tuas brincadeiras e sinto-me culpada... sinto que não tenho sido a Mãe que sempre desejei ser!
Sei que todas nós temos defeitos, momentos nos quais nem sempre conseguimos dar o melhor de nós, sei que todas lutamos para proporcionar aos nossos tudo o que de bom a vida tem para oferecer mas nenhuma destas justificações me consegue acalmar!
Sei que é uma fase, rapidamente o sorriso voltará, a paciência aumentará, o tempo talvez se esticará mas, neste momento, sinto que muito de mim se vai partindo lentamente... principalmente a vontade de lutar!
Sinto neste momento que nem todas as lutas nem todos os sacrifícios que fazemos valem a pena! Se por um lado tudo dizemos fazer para a felicidade de quem mais amamos, por outro esta batalha simplesmente faz com que lhes retiremos aquilo que certamente eles mais queriam... um pouco mais de tempo connosco, um pouco mais de atenção, um pouco mais de nós!
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Gostava de ter novamente tempo para me dedicar de corpo e alma à ternura do teu olhar, à magia do mundo que tão bem sabes encantar... Andas difícil, com uma carência que me fere e me deixa a pensar...
Não serei a culpada pelas birras que te têm vindo a caracterizar, pela teimosia excessiva que tantas vezes me consegue desesperar?
Não estarei a falhar contigo se no meu coração todo o tempo do mundo te queria dedicar mas não o faço em prol da tua suposta felicidade?
Será que as poucos horas que contigo num dia consigo passar (hoje cheguei às 8h e passado uma hora já estavas a nanar!) serão as culpadas pela tua repentina necessidade dos meus sentimentos por ti perguntar?
Se há momentos que não se esquecem, que nos marcam e acompanham durante muito tempo, são os momentos em que verificamos que os nossos actos podem estar a magoar quem de facto a nossa vida faz brilhar... sim, não me esquecerei tão cedo de estar contigo a brincar, nos poucos momentos em que antes de dormires ainda o conseguirmos fazer, e, de repente, me perguntares: "Mamã, gostas mesmo de mim? Gostas de mim até ao xéu?"
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Sim, meu amor, amo-te muito... para além do céu, das estrelas, do infinito! Amo-te como nunca um dia pensei vir a ser capaz de amar, de forma pura e avassaladora... e deste Amor, minha ternura, peço-te para nunca duvidar!
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Pode parecer-te contraditório, meu amor, mas neste tempo que te é roubado, por ti estou a lutar! Talvez um dia me consigas perdoar!
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The Way You Look At me - The Piano Love Songs

sábado, 8 de novembro de 2008

Pedidos de Natal...

Escrita agora... :)
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Pode ser que o Senhor das barbas brancas te satisfaça os pedidos...
Antes ainda há a tua festa de anos... falta pouco, tão pouco!
Como o tempo teima em passar... quase 4 anos de ti? Já?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Adivinha quanto gosto de ti...


Adivinha quanto gosto de ti - André Sardet


Hoje cedinho, bem cedinho, enquanto vinha a caminho da escola ouvi esta música... Lembrei-me imediatamente de ti e da nossa conversa de ontem, quando agarradinha a mim, te preparavas para nanar! Contavas-me a história de uma andorinha que tinha ido para uma quinta onde não fazia tanto vento e onde não havia tanta chuva e que nessa quinta estava também a ratazana com os seus filhotes pequeninos, "os ratinhos, mãe, sabes?". Contavas-me que os ratinhos tinham muito medo da chuva e do vento mas que tu não, que eras grande. Mas que a mamã ratazana estava a tomar conta dos filhinhos para eles não terem frio nem chorarem.


Disse-te que era normal, que a mamã dos ratinhos gostava muito deles e que os queria proteger de tudo os pudesse fazer chorar! Como a mamã contigo... :)


- Sabes J., as mamãs querem sempre que os filhotes sejam felizes, que não chorem! A isto se chama amor!


- Sim, mas eu não tenho medo da chuva e do vento... tenho é de comprar outo guarda-chuva da Dora! :)


- Sim, não tens medo... mas sabes que a mamã vai gostar sempre muito, muito de ti e se por acaso algum dia tiveres medo, eu estarei sempre aqui, não sabes? A mamã gosta muito de ti, daqui...


- Até ao xéu... E eu gosto de ti tamém daqui até ao xéu!


- Ai é, olha, eu gosto de ti daqui até às estrelas!


- Mas (muito surpreendida!), mamã, eu não xei voar, eu não xou a andorinha, não tenho asas, xou uma pessoa!


- Sim linda, eu sei, mas sabes, se quiseres também podes voar, a sonhar...


- Não poxo, ó mãe, já disse, não tenho asas! :)


- Não há problema então. Faz assim, sempre que olhares para as estrelas, lembra-te só que a mamã gosta muito de ti, tá bem?


- Xim...

(e adormeceste!)

-Um dia vais perceber linda... vais perceber que realmente nunca conseguirás mesmo medir a imensidão do meu amor, nunca serás mesmo capaz de adivinhar o quanto gosto de ti...

Olha simplesmente para as estrelas... elas murmurar-te-ão que esse Amor, esse Amor é simplesmente infinito!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Doente...

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Desde ontem que mamã está doente... depois de algum tempo no hospital a tremer que nem varas verdes (penso que nunca devo ter tido tanta febre na minha vida!) lá levei uma injecção de peninsilina... não melhorei muito, nem mesmo depois da dose de hoje...
Estou aqui sozinha, toda dorida, com a garganta mais que inflamada... estou aqui à tua espera! Estás na vovó... eu nem consigo pegar em ti ao colo... e o que choraste ontem por não ter podido brincar contigo!
A mamã vai ficar boa rápido, sim meu amor?

sábado, 1 de novembro de 2008

Hoje...

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Este dia é quase sempre passado de mãos dadas com as recordações, com as memórias, com as saudades de quem ainda, no nosso coração, não partiu...
Este dia é quase sempre passado abraçada às lembranças que lentamente voltam à superfície, que emergem sorrateiramente do mar revolto do meu coração...

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Dói sim, machuca...

Percebemos que a pouco e pouco vamos ficando sozinhos neste mundo, longe dos abraços, dos rostos, dos afectos que ternamente preencheram a nossa vida de Amor e Carinho...

Constatamos que o Amor realmente é eterno, mas que a ausência física não nos deixa alegrar com o facto de sabermos que lá em cima, no céu escuro da saudade, várias estrelinhas brilham hoje mais intensamente... a sussurar-nos meigamente que, apesar da dor que sentimos, é desta saudade, destas memórias, destas ausências, destas recordações que vamos crescendo e aprendendo a enfrentar o Mundo!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Ser feliz...

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
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A vida é já demasiadamente cruel para que deixemos que pequenos nadas nos venham atormentar ainda mais a alma...
A vida é já demasiadamente egoísta para que abdiquemos dos pequenos nadas que nos fazem realmente felizes!
Sim, a felicidade existe... basta olhar para ti, para o céu, as flores, o mar...
Vou agarrá-la...
Vou aproveitá-la...
Vou saboreá-la!
Sim... que são estes pequenos momentos de felicidade que nos tornam capazes de ultrapassar todo e qualquer obstáculo...
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(e sim, quero essa felicidade bem pertinho de mim... sinto-me tão mal quando deixo que esses pequenos nadas do mundo me impedem de ter paciência suficiente para ti!
Desculpa-me, meu amor, desculpa...)

sábado, 25 de outubro de 2008

5 anos...

Lembras-te?

Há cinco anos atrás, um dia chuvoso, frio e ventoso... muitos nervos, muitos medos, muita ansiedade! Um dia mágico, repleto de sonhos, de amor... uma união que transformou esse dia num verdadeiro conto de encantar!

Ainda continuas a acreditar que a nossa vida pode ser o conto de fadas que vivemos nesse dia?

Ainda continuas a querer lutar por todos os sonhos que idealizámos e que nem sempre são fáceis de concretizar?

Será que apesar das palavras nem sempre doces, por vezes gastas, continuas a acreditar em nós?

Será que ainda és capaz de olhar nos meus olhos e ver que apesar de nem sempre o demonstrar da melhor maneira, de nem sempre termos tempo para nós, de muitas vezes nos "esquecermos" um ao outro continuas a ser tu aquele que desejo ter a meu lado... para sempre!

Amo-te muito, nunca duvides! E sim, foi feitiço... tu sabes disso!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Carinhos...

Agora que até nem me importava que adormecesses mais tarde, pelo menos era uma maneira de te poder abraçar um pouco mais, adormeces em cinco minutos, mas não sem antes de eu te contar pelo menos umas quatro histórias... :)
Adormeces, agarradinha a mim, a tua mão no meu rosto, a tua cabecinha no meu braço... e eu, eu delicio-me com estes momentos em que apenas o silêncio da noite nos faz companhia... embevecido com tamanha ternura!
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No fim-de-semana, uma ternura sem igual, uma constante procura do meu colo e dos meus mimos, ao ponto mesmo de nem me deixar ver televisão e virar-me constantemente o rosto e encostá-lo ao teu, para simplesmente o encher de beijinhos...
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E são estes pequenos momentos repletos de doçura, estes gestos puros e espontâneos que me acalmam o coração e me dão a certeza que por muito que o tempo continue a estar contra nós, não será ele jamais capaz de destruir a imensidão deste sentimento que nos une... o Amor!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

De ti...

Andas ternurenta, teimosa, meiguinha, impaciente... uma mistura explosiva que me fascina ao mesmo tempo que me assusta!
Vejo-te crescer de forma alucinante, sem que eu tenha sequer tempo para me habituar à ideia de que o meu bebé, aquele ser pequenino e indefeso que ainda há tão pouco tempo era completamente dependente de mim está a transformar-se numa menina decidida, cada vez mais independente, com uma sede enorme de aprender e descobrir o que o Mundo ainda tem para lhe oferecer!
Por um lado, fico contente, sinto-me feliz por verificar que aos poucos começas a trilhar os caminhos misteriosos mas fascinantes da vida. No entanto, sinto uma tristeza inexplicável ao aperceber-me que as amarras que te prendiam a mim começam agora a desfazer-se!
Continuo a ser o teu colo preferido, o teu miminho, a tua contadora de histórias, a fabricante dos sonhos que te levam para a magia da noite mas também já gostas de ver sozinha os teus bonecos, nem sempre precisas que esteja a teu lado, já consegues passar bastante tempo a brincar sem que a minha presença seja obrigatória...
Pergunto-me tantas vezes se a falta de tempo, os poucos minutos que tenho tido contigo ultimamente não serão os responsáveis por esta mudança repentina, por esta independência que me alegra ao mesmo tempo que me entristece e magoa...
Continuo a ser eu a que queres a teu lado para te adormecer e faço-o, independentemente do que possam dizer, que já és crescida, que já está na altura de adormeceres sozinha, que te habituo mal. Talvez... mas eu quero que assim seja!
Não posso nem quero abdicar dos poucos minutos em que abraçada a mim me pedes para contar histórias sem fim, de mãos dadas e ao ritmo das festinhas que me fazes no rosto ou dos teus dedinhos a brincar com as minhas orelhas!
Não quero... são estes momentos que me dão força para enfrentar este tempo que voa e me foge das mãos, que me ajudam a suportar a distância que me mantém separada de ti, que me dão energia para enfrentar cada dia...
Não quero... preciso de te sentir abraçada a mim, com o teu bebé no nosso meio, a quem damos um beijinho de boas noites, antes de te sussurar que gosto muito de ti, já o teus olhinhos se fecham para mais uma noite de descanso e magia, onde voas até à Terra dos Sonhos, local para onde viajas quando as estrelas no céu te protegem e iluminam!
Preciso dos minutos em que já o silêncio encobre a escuridão enternecedora do teu quarto, fico deitada a teu lado a acariciar-te o rosto, a inalar o teu perfume, a sentir o teu respirar calmo e sereno...
Sim, preciso de te sentir adormecer em paz, junto de quem sentes a falta e a quem tanta falta fazes!
Não te preocupes, boneca, a mamã estará sempre presente para ti, memo que a ausência física te possa fazer pensar o contrário, serei para sempre a tua princesa, aquela que abraças efusivamente nos raros dias em que acordas e ainda eu estou em casa... Serei sempre o teu abraço antes de dormir, dar-te-ei sempre a mão, adormecer-te-ei ainda por muito tempo, o tempo que tu quiseres!
E sim, meu amor, serei sempre a tua melhor amiga, como tu tantas vezes me dizes... terás para todo o sempre o meu amor e a minha amizade... incondicionalmente!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

De nós...

Da Ausência
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Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
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Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.
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Sophia de Mello Breyner Andresen
-
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E é esta ausência forçada, esta escassez de tempo que nos é reservada que me ferem... que me fazem chorar quando a insensibilidade do mundo e das pessoas ajudam, desnecessariamente, a limitar mais ainda os poucos minutos que posso passar contigo!
As lágrimas que rolam pelo meu rosto quando saio de manhã sem sequer poder te abraçar sufocam-me! Adormeces completamente abraçada a mim, agarrando com toda a tua força a minha mão, quase que como a pedir que não te deixe, que permita que me prendas a ti, destruindo assim o tempo que cada vez mais nos é roubado...
Sinto tantas saudades tuas... perseguem-me, acompanham-me durante o dia, sufocam-me, destroem-me, vencem!
Queria poder inventar uma nova palavra capaz de definir este aperto constante, esta dor silenciosa que sinto e que, quando sozinha na estrada ainda o dia sabe a lua e estrelas, deixo incontrolavelmente tranformar-se em lágrimas...
A palavra Saudade não é suficientemente forte, não é minimamente reveladora do mal que esta ausência nos está a fazer... a mim mas, principalmente, a ti, que até me ofereceste todas as tuas moedinhas para eu não ter de me separar de ti!
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Sinto tanto a tua falta... tanto! Perdoa-me meu amor pequenino... mas é em ti que penso, é por ti que luto...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Falta de tempo...

Sinto falta de escrever, de deitar cá para fora tudo o que me vai no coração e na alma...
Sinto saudades de transformar em palavras este amor mágico que me transforma a cada dia que passa e me torna uma pessoa cada vez melhor e mais feliz!
Sinto necessidade de registar as saudades que tenho tido de ti, agora que o tempo está definitivamente contra nós!
Necessidade de contar que nos poucos momentos que podemos nos oferecer, enches-me de miminhos e que adormeces abraçada a mim, dando-me beijinhos e agarrando a minha mão, como se tivesses medo que eu fuja...
Necessidade de eternizar as nossas conversas, em que me dizes que o Amor é a mamã, ao mesmo tempo que me enches de beijinhos, em que me perguntas (quando te vou buscar à vovó) se já saí do trabalho e me respondes, quando te digo que sim, que fui buscar a minha "pequena" princesa, que não, que não és pequena, que já és grande, uma mulher...
Queria ter tempo para te gravar em mim, o eco sonoro e alegre das tuas gargalhadas na piscina, nas brincadeiras a três.
Gostava de te contar menina, cada vez mais teimosa e decidida, mas mais ternurenta que nunca, contar as tuas aventuras, as tuas tristezas, a carência provocada pela minha ausência!
Queria poder simplesmente ter tempo para conseguir absorver cada minuto teu, cada passo do teu crescimento...
Mas não tenho conseguido, não tenho tido tempo sequer para escrever que te amo desmesuradamente, um amor arrebatador que me preenche e me faz acreditar que um dia compreenderás que esta falta de tempo é necessária, apesar de dolorosa para ambas...
A tua felicidade, o teu bem-estar são a minha luta... farei sempre tudo o que estiver ao meu alcance para te poder proporcionar o Mundo!
Enquanto isso, meu amor grande, enquanto a mamã não te pode dedicar todo o tempo que desejarias, lembra-te sempre dos nossos abraços, nos carinhos ternos que trocamos quando abraçada a mim te deixas levar pelo cansaço e, como por magia, te deixas transportar até à Terra dos Sonhos, a história que neste momento mais me pedes para te contar...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Se tu soubesses...

Quando te adormeço e te sinto respirar juntinho a mim, aninhada ternamente no meu braço, pergunto-me tantas vezes, meu amor pequenino, se tu sabes o quanto me dás... se tens consciência que o teu pequeno ser possui o poder de me fazer renascer a cada minuto que passa, de me fazer reerguer a cada tombo, de limpar a lágrima que estupidamente teima em rolar pela face em momentos mais tristonhos, de preencher o vazio que tantas vezes sinto, de me mostrar o quanto o Mundo pode ser belo se visto sob o olhar puro de uma criança...
Pergunto-me se tu saberás o poder renovedor que a simples imagem de ti possui na minha vida! Uma imagem é passível de várias interpretações mas o teu rosto não engana, não permite dúvida... olho comovida para ele e a felicidade e paz que me proporciona vêm-me mostrar que tudo vale a pena contigo a meu lado... que a Felicidade pura está aqui, mesmo ao meu lado, escondida por detrás do teu rosto... não preciso de nenhum esforço para alcançá-la! Olhando para ti vejo que a minha caminhada (nem sempre fácil) pela vida se transformou numa caminhada pelo Amor... Não dependo de mais nada nem ninguém, a não ser da ternura que os teus olhos deixam transparecer, do calor infinito dos teus abraços, da magia do teu sorriso, de ti, simplesmente...
Será que sabes que tudo em ti é magia, que cada pedacinho do teu ser é divino, capaz de transformar o Mundo, o meu mundo?
Se tu soubesses o quanto te amo, o quanto idolatro esse pedacinho de gente que de mim nasceu, o quanto sofro pela distância e pela ausência forçadas mas necessárias, certamente não chorarias mais por me quereres mais pertinho de ti, por me ver sair de manhã, por te dizer que não te posso levar à escolinha porque tenho de ir trabalhar com os meninos grandes, por quase nunca te poder ir buscar, por não te poder abraçar, por não conseguir evitar a tua visível tristeza, a tua compreensível carência... As lágrimas estão sim sufocadas em mim, deixo-as rolar tantas vezes quando saio de manhã com o teu choro a ecoar nos meus ouvidos, com o teu olhar a implorar-me para ficar contigo, com a tua tristeza estampada no rosto por te negar aquilo que mais te desejo dar...
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Se tu soubesses, minha ternura, a imensidão do meu amor, tenho a certeza que nenhuma lágrima encobriria mais o teu olhar...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Estado de espírito...

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Tenho saudades tuas... tantas... saudades de te abraçar mal a luz do dia começa a espreitar e, docemente, te vem acordar...
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Sinto a tua falta sim... tanto que as lágrimas teimam constantemente em vir espreitar...
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Ainda não te vi hoje, a não ser o teu rosto de anjo a dormir serenamente, não te vesti, não te dei o primeiro beijo, não me despedi...
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Sim, tenho saudades... tantas!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Elogio e desabafo...

Antes de nanar, abraças-te ao meu pescoço...
Preparo-te e dizes-me, assim, sem mais nem menos:
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- Tu és uma miúda... :)
- Não, tu é que és a minha miúda linda...
- NÃO NÃO, tu é que és a minha míuda muito gira! :))
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Tão bom... sim, sou TUA, para a eternidade...
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Será justo passar, num dia inteiro, uma horita contigo? Será que uma mãe merece sair de casa sem quase te ver, deixando-te a chorar a plenos pulmões e a chamar por mim e chegar simplesmente para te pôr a dormir? Brincadeira e mimos... meia hora? :(
Será, meu amor, que um dia me vais perdoar a falta de tempo ou o tempo que nem sempre tenho para ti?
Será que vais entender que tudo trocaria por mais um segundo que fosse contigo mas que q minha ausência é necessária e significa a minha luta pela tua felicidade?
Será?
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E eu estou aqui, a morrer de saudades, contigo tão perto de mim...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Gostar de ti...

Gostar de ti - Rita Guerra



Esta música faz-me sonhar, cada palavra da sua letra revela muito mais do amor que sinto por ti do que eu muitas vezes consigo mostrar...

É engraçado como uma simples música nos pode tocar como se estritamente para nós tivesse sido escrita, como se tivessemos despejado os nossos sentimentos numa melodia que outro "criou", como se de repente o nosso coração se tivesse aberto para o mundo, ansioso por gritar...

O tempo realmente nem sempre está a nosso favor, vejo-te crescer rapidamente entre o passar egoísta e desenfreado do dia-a-dia, quero agarrar-te, abraçar-me nesses braços cada vez maiores, mergulhar o meu olhar no teu rosto, encher-me de todos os pedacinhos de ti, guardar-te em mim, tão minha, tão pequenina ainda, só para mim... para sempre!

(e as lágrimas teimosamente espreitam... sufoco-as... será possível amar-te assim, deste jeito tão avassalador, ao ponto de sentir as lágrimas rolar só de ouvir uma simples canção que retrata simplesmente o sentimento que tanto desejei conhecer, embora saiba o quanto pode fazer sofrer... o Amor por um filho!)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Parabéns...

A ti papá... um dia repleto de alegria, calma, ternura e muita, muita felicidade!
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Se tu soubesses o orgulho que tenho de ti, como admiro a tua determinação, a exemplaridade do teu carácter, a força com que lutas pelo bem-estar dos teus filhos... grande parte, se não tudo o que sou hoje, os meus valores, os meus princípios, devo-os a ti!
Se tu soubesses simplesmente como me enterneço quando te vejo brincar com a tua neta, como fico feliz por poderes vê-la crescer!
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Amo-te muito, nunca te esqueças... sei que as nossas palavras nem sempre são trocadas da melhor maneira, mas até nisso penso que somos iguais, demasiado parecidos! Sempre tivemos o gosto pelas palavras, mas principalmente por escrito!
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Mas eu sei que tu sabes! Tenho a certeza...
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Parabéns!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Regresso à escolinha...

(foto retirada)
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A tua evidente falta de vontade em regressar à escolinha foi colmatada com uma bela mochila da Dora que o vôvô te ofereceu... "para a escolinha", como tu própria não te cansaste depois de dizer!
Quando a viste os teus olhos brilharam, não fosse a Dora ser nestes últimos tempos a personagem que colore os teus sonhos...
Assim, na segunda-feira, era ver-te orgulhosa, de mochila às costas, ansiosa por regressar à tua escolinha, aquele espaço que embora te mantenha longe de nós, te vai preenchendo os dias de mil cores, de mil aventuras, de mil descobertas... Estavas feliz e nós felizes por ti...
Será este o último ano lá, serás "finalista", sairás (com tanta trsiteza minha!) de perto de quem eu confiei o meu maior tesouro, esse bocadinho de mim que cresce desenfreadamente a cada dia que passa!
Aproveita, meu amor, aproveita este ano para encheres o teu coraçãozinho de lembranças, de carinhos, de momentos ternos, de recordações, de abraços, de novos saberes, de novos sonhos... Outros momentos virão, outras pessoas se cruzarão na tua vida mas, para mim, a tua educadora e as auxiliares ficarão para sempre carinhosamente guardadas no meu coração... e no teu, certamente! Foram as primeiras a quem dolorosamente tive de te "entregar", foram elas que limparam as tuas lágrimas, que provocaram o teu sorriso, que te ajudaram a crescer e, mais que tudo, foram estas dedicadas profissionais que em muito contribuiram para seres a menina feliz, determinada e meiga que hoje és...
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Lembra-te, meu amor, a escola pode ser um local de sonho e fantasia... pensa sempre que nela mergulharás no mundo fantástico das palavras e que serão estas que, ao longo de toda a tua vida, te permitirão conhecer o Mundo, desvendá-lo... conquistá-lo!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

(Falta de) Vontade

Tanta coisa para escrever, tantos momentos para registar e, incompreensivelmente, não tenho vontade... as palavras não saem, pura e simplesmente...
Apesar do cansaço das férias, aproveito estes últimos dias em tua companhia! Delicio-me com as tuas conversas, desespero com as tuas birras, vejo-te crescer e tornar-te cada vez mais menina, uma "menina quexida"!
Para a semana recomeça o teu ano lectivo e o "Eu não gosto da escolinha..." assusta-me!
Sei que os mimos das férias, as brincadeiras, o estar em casa, os dias todos em nossa companhia são os responsáveis por essa tua falta de vontade em regressar à rotina do dia-a-dia, mas, infelizmente, tem de ser!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

De volta...

(foto retirada)
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Estamos de volta a casa, embora não definitivamente...
Ainda temos na pele o sabor a mar, a sol, a brincadeiras na areia, a mimo (muito mimo!) e muitas, demasiadas birras...
Como o que é bom acaba depressa, vamos ainda aproveitar estes dias que nos restam para saborear mais algumas ondas, mergulhar em águas límpidas, admirar o pôr-do-sol alentejano, recarregar baterias para regressar repletas de recordações quentinhas que nos ajudarão a retomar o ritmo...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Dos últimos dias...

Ontem finalmente conseguimos fazer-te a vontade... saímos de manhã cedo, apesar do céu repleto de nunvens, e fomos até à praia...
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- (foto retirada)
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Acertámos no dia... se a manhã esteve encoberta mas com uma temperatura bastante agradável, a tarde transformou-se num magnífico dia de praia com um sol maravilhoso!
Mal viste o mar, era ver-te o sorriso abrir-se! Os teus olhinhos brilhavam...
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(foto retirada)
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Brincaste, brincaste muito, fizeste finalmente os teus castelos de areia, jogaste à bola, mergulhaste no mar, andaste nos baloiços... um dia repleto de brincadeira e muita alegria!
É delicioso ver-te crescer... e como cresces, pequenina!
Mas há pormenores que me despertam a atenção, que me fazem estremecer perante a rapidez do teu crescimento... Se no ano passado, por exemplo, não tinhas medo nenhum de entrar no mar, com ondas ou sem elas, querias simplesmente (e inconscientemente!) água, este ano foi visível a tua consciência a ganhar forma! Sim, continuas a adorar água, mas já se nota igualmente que tens mais cuidado, já não és tão aventureira! Preferiste estar à beira mar e deixar que as ondas te molhassem do que mergulhar sem pensar!
Claro que o cansaço deste dia fez com que algumas birrinhas dessem o ar da sua graça mas nada de mais... A pior foi mesmo quando te dissemos que tinhamos de vir embora!
Lágrimas a rolar e uma vozinha melosa "Não, eu não quero ir emboa! Quero ficar na praia!"!
É nestes momentos que reparo como é fácil fazer uma criança feliz, como pequenos momentos, que tantas vezes julgámos indeferentes, possuem o poder de transformar o Mundo num local bem mais bonito de se viver... Como é preciso tão pouco para te ver sorrir, como seria bom poder mais vezes fazer parar o tempo para te poder proporcionar mais momentos a três! Pedes tão pouco, meu amor, perante a grandeza da felicidade que nos proporcionas...
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Mas infelizmente não dava para ficar mais tempo... Ao final do dia ainda tínhamos de ir ao pediatra...
Se no início da consulta toda tu eras sorrisos e conversas com ele, no final já não teve direito a mais nenhum beijinho... :) Afinal de contas, como tu própria disseste "Eu não estou doente!" por isso não tinha nada que fazer-te as "maldades" do costume, não é, meu amor?
Pelos vistos, não é nada de especial, um estômago um pouco frágil... um ligeiro refluxo, talvez devido a determinados alimentos, mas nada de mais nem de preocupante! Pelo menos assim o espero!
No entanto, na opinião do teu pediatra (que é radicalmente anti-gorduras!) estás magrita... Mandou dar-te um xarope para abrir o apetite! A senhora da farmácia até ficou surpreendida... pelos vistos deve ter sido a primeira vez que o teu mádico receitou o xarope em causa! Para ele as crianças nunca estão magras...
Sinceramente, penso que comes razoavelmente bem e, muito importante, de forma muito saudável! Mas realmente, pisquinha, 14 kilos...
De uma coisa ao menos o xarope serve, se não te abrir o apetite pelo menos faz-te adormecer em cinco minutos... estavas tão molinha hoje, nem parecias tu! Deitei-me contigo e poucos minutos depois nanavas! Abraçadinha no meu braço...
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Dorme, princesa, descansa... a mamã está mais calma, o medo diminuiu... pelo menos nada de grave se passa contigo...
Descansa, meu amor lindo, sábado vamos de férias... tantos dias para brincares junto ao mar, fazer castelos de areia, sonhar...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Medos...

Desde sempre sufoquei em mim determinados medos!
Há medos que me assolam o pensamento algumas vezes, medos que me impedem frequentemente de usufruir de tudo aquilo que a Vida tem para me oferecer!
Medos que chegam até im, sorrateiramente, libertando as lágrimas silenciosas que desesperadamente tento abafar.
Sim, tenho (ou tive!) alguns medos, pequenos fantasmas que me visitam quando a noite me aconchega...
No entanto, desde que nasceste (e sempre que penso neles) sinto-os insignificantes, mesquinhos, ridículs mesmo em comparação com o medo que ganhei só de pensar que algo te pode acontecer, que algo não esteja bem contigo.
Basta pensar nessa hipótese e sinto o meu coração disparar, prestes a rebentar a qualquer momento...
Penso e imediatamente as lágrimas soltam-se, queimam-me! É um desespero inexplicável, como se o Mundo deixasse de fazer sentido...
Sei que sou pessimista por natureza, sofro muito por antecipação, mas só peço que todo o sofrimento do Mundo caia sobre mim se tal evitar uma única lágrima que seja tua!
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E é assim que me sinto neste momento... assustada, angustiada, amedrontada!
De vez em quando sentia que tinhas um hálito um pouco "azedo", um odor que me assusta só de pensar que pode ser um sinal de que algo pode estar errado contigo... de onde virá? qual será a causa?
Normal não é de certeza, o teu pediatra acabou de o confirmar... quer ver-te já amanhã...
Uma pequena frase, um "Não, não é normal" caiu em mim que nem uma bomba que em apenas num segundo destrói tudo em seu redor...
Estou assustada sim! Muito...
Só imploro que não seja nada de mais... por favor!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Do fim-de-semana...

Não fomos fazer os castelos de areia! Infelizmente a chuva espreitou e impediu-nos de te realizar o desejo... Deixa lá, meu amor, sexta-feira vamos de férias... duas semanas para poderes brincares à beira-mar, fazer castelos de areia, mergulhar, sorrir... SER FELIZ!
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No entanto, o fim-de-semana revelou-se animado e a tua alegria mostrou-me como é fácil fazer-te feliz! Andaste no carrossel... finalmente perdeste o medo e foi então ver-te a delirar com a aventura! Quiseste experimentá-los todos... sem dúvida um final de sábado bem passado!
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No domingo, a festa de aniversário do P.! Mais folia, mais brincadeira mas também, por incrível que pareça, muita mimelice e birras! Nem parecias tu...
À noite, foi difícil adormecer-te... como gostava de ter o poder de entrar na tua cabecinha e perceber o que tanto te incomoda às vezes e te faz rolar tantas lágrimas... mas não possuo, meu amor! E como isso me entristece... se há dor que me corta o coração é imaginar-te triste, sem que eu te possa ajudar...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Surpresa...

Surpresa... Não digam nada à princesa... amanhã não vai à escolinha e vai com os papás para a praia...
Todos os dias, mal acordas, perguntas onde vamos... vamos para a semana de férias mas amanhã será o teu dia especial, vais fazer aquilo que me vens pedinchando há semanas...
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"fazer casteos de areia"! ;)
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Um dia inteirinho a ver-te brincar... a rir...
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Um dia inteirinho de mãos dadas com a Felicidade!
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Adenda (sexta-feira): A chuva não deixou que a mamã te fizesse a surpresa... no entanto, ficaste na mesma connosco em casa! E só de ver o teu sorriso quando te disse isso já valeu pela chuva teimosa que nos impediu de te le var a fazer os desejados castelos de areia!
Fomos passear... às compras... e como menina vaidosa que és até tiveste de ser tu a escolher um novo chapéu!
Agora, enquanto te espero (foste com o papá à vovó) delicio-me com este estranho silêncio... por vezes sabe bem!
A surpresa... essa... fica para amanhã! (espero eu!)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Saudades...

Porque a saudade também nos faz crescer... entre lágrimas e fantasmas do passado... entre o desejo de querer que o tempo volte atrás... até aos tempos da nossa própria infância... até à ternura de um abraço, à doçura de um olhar, à imensidão de um Amor...

Sinto tantas saudades, vivem escondidas nos recantos mais escondidos do meu coração, entre as recordações felizes dos tempos em que, qual princesa, o meu mundo era um castelo repleto de afectos vindos daqueles que, apesar da sua ausência actual, estarão sempre comigo, contigo... nem que seja no brilho das estrelas do céu, nos anjos que sei olharem por mim...

Por vezes elas voltam, doem, machucam, sufocam, entristecem... no entanto, enquanto as sinto, recordo, mergulho livremente nas ondas cristalinas da minha memória, relembro instantes, rostos, palavras, cheiros, toques... e volto a viver num conto de fadas...

Sim, há momentos em que elas vêm ao meu encontro, me abraçam, me aconchegam e, por breves momentos, me fazem acreditar que nada mudou, que possuo o poder de voar no tempo, entre a bruma do tempo que já passou e que, assim, de repente, tudo volta a ser o que já foi... e por momentos vós estais aqui, comigo!

There Youll Be - Faith Hill

There you'll be
-
When I think back
On these times
And the dreams
We left behind
I'll be glad 'cause
I was blessed to get
To have you in my life
When I look back
On these days
I'll look and see your face
You were right there for me

[CHORUS:]
In my dreams
I'll always see you soar
Above the sky
In my heart
There always be a place
For you for all my life
I'll keep a part
Of you with me
And everywhere I am
There you'll be

Well you showed me
How it feels
To feel the sky
Within my reach
And I always
Will remember all
The strength you
Gave to me
Your love made me
Make it through
Oh, I owe so much to you
You were right there for me

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Do fim de semana...

Muito calor... muitos risos... muitas gargalhadas, muita música, muita brincadeira, muita energia, pouco sono... a felicidade estampada no rosto!
Passaste o fim de semana na piscina, qual peixinho no mar, no ambiente que lhe é natural... já tentas nadar modalidades diferentes e no fim dizes-me, com esse olhar sedento de aventura, "Mamã, hoxe já nadei melhor..."
Sim, meu amor, nadas muito bem, sempre melhor, e essa vontade de querer fazer sempre mais e melhor enternece-me! Como gostava que fosses sempre assim, que mergulhasses na vida como o fazes na piscina. De forma decidida, segura, ciente no entanto de que há sempre mais para fazer, que há sempre o que melhorar...
Cresces a um ritmo alucinante, que ainda me deixa muitas vezes tonta ao querer desesperadamente agarrar cada pedacinho teu para o poder religiosamente guardar na minha memória, de forma a eternizar este mar de descobertas e afectos que a cada dia me fascina mais e mais...
-
No domingo acordaste e reparei que estavas com uma alergia qualquer, o teu peito e as tuas costas estão repletos de borbulhinhas... muito creme d'Aveia e quase já não se nota nada! A tua pele clarinha é demasiada sensível! Este calor, a transpiração, a água talvez são uma mistura explosiva...
-
E a cada final do dia, apesar do cansaço perfeitamente visível, a vontade de dormir é que nem sempre é muita... mas depois de adormeceres chega um novo dia em que me dizes, triunfante, qual desafio contornado, "Vês, mamã, eu dormi!" :)
Sim, princesa, dormiste, tens de recuperar energias para continuares a tua doce tarefa neste Mundo... torná-lo mais belo e mágico!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sorriso...

(foto retirada)
Fui encontrar-te assim... os meus olhos sorriram, embevecidos pela tua imagem! Não pela situação em si mas sim pela visão enternecedora da minha menina... como cresces, meu amor, como estás a cada dia que passa mais bonita, mais bonita, mais meiguinha, mais minha...
Sinto que este amor que guardo em mim está prestes a rebentar a qualquer momento, cresce à medida do tempo que vejo passar em ti, nas feições delicadas do teu rosto, no contorno do teu sorriso, na profundidade do teu olhar, na meiguice das tuas mãozinhas ainda tão pequeninas mas detentoras de um poder que eu julgava não existir! De facto, o teu toque em mim faz-me renascer, permite-me erguer-me e voltar a acreditar, que tudo vale a pena, que nenhum obstáculo interessa, que tudo é mesquinho e insignificante perante o turbilhão de emoções que se abate em mim sempre que olho para ti... a menina que eu vi nascer de mim, neste milagre sublime que é ser mãe!
São estes pequenos momentos, em que o meu olhar repousa delicadamente em ti que sinto o quão privilegiada sou já que possuo o tesouro que tantos desperdiçam e outros procuram... o Amor!
-
E assim, a olhar para ti, as incertezas dissipam-se, agarro-me à tua ternura, às cores suaves do teu rosto e... sorrio!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Incerteza...

E chega novamente a altura em que tudo parece parar à minha volta... em que o meu futuro depende única e exclusivamente da boa vontade de quem me deu, apesar de tudo, nestes últimos seis anos, a oportunidade de trabalhar na minha área!
Estou saturada de viver num país em que o trabalho se torna cada vez mais precário e onde nós, tendo em conta as nossas necessidades, aceitamos tudo o que nos é proposto porque daí provém o nosso sustento!
Tenho pena de viver, a cada três anos, a desesperante incerteza de saber se poderei ou não continuar a desempenhar as minhas funções, se poderei ou continuar a exercer a actividade profissional que mais gosto me dá, se poderei ou não continuar a sonhar que o futuro melhorará um dia...
-
Sinto-me triste, com as lágrimas constantemente a espreitar, o nervosismo a falar mais alto e a incerteza a apertar...
Só queria poder chegar ao final de um ano lectivo e poder ter a certeza de que o meu caminho poderei sempre continuar a palmilhar, à procura de um novo sonho que, infelizmente, cada vez mais distante se está a tornar!

terça-feira, 8 de julho de 2008

A minha menina...

(foto retirada)
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Ultimamente encontro-te em cada posição que me faz sorrir... páro e delicio-me a admirar esta menina pequenina que cresce diante dos meus olhos, que me deixa de sorriso nos lábios, que me faz mergulhar nas profundezas de um Amor que eu julgava não poder existir, tal a sua intensidade!
Uma menina meiga mas com uma teimosia que por vezes me deixa exausta, que me faz perder a paciência mas que no instante seguinte se abraça em mim, qual bebé indefeso, e me faz pensar que não devo perder um bocadinho que seja da sua ternura...
Uma menina que quer a todo o custo abraçar o Mundo que a rodeia, explorar cada novidade como se fosso um tesouro raro, viver cada momento como se do último se tratasse, que quer voar até ao céu e encher os seus olhos de ainda mais brilho...
-
"Mamã, empurra-me mais alto, queo ir até às nuvens... àquela ali...", dizes-me tu a sorrir e a apontar para o céu sempre que te sento no baloiço...
-
Sim meu amor, voa... deixa que as tuas asas de sonho, inocência e beleza te levem até onde o teu olhar permitir, lá onde as cores se misturam numa tela repleta de doçura, lá onde a fantasia e a imaginação permitem transformar o mundo no mais belo conto de fadas...
Não percas nunca o dom de sonhar, de acreditar que o Mundo pode ser o sítio mais belo que se possa habitar... se no teu olhar a magia nunca se quebrar, a Vida para ti terá o encanto que só tu me sabes dar!
-
Já nanas, o cansaço tem vencido! Descansa meu amor, os teus dias têm sido cansativos, uma semana de piscina com os teus amiguinhos... tantas novidades no final terás para contar! E eu, princesa, encantada por te ver sorrir, feliz, sempre a Sonhar! Faz-me também acreditar que és e serás sempre a minha menina, aquela que jamais deixará de me encantar...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Conversas engraçadas...

Hoje, ao voltar para casa:
-
- Também quero conduzir o carro e pôr gasoina!
-
- Sim meu amor, quando fores maior, hás-de conduzir um carro!
-
- Xim, quando tiar a cata (como? gostava de saber quem te ensinou isso!)
-
- Sim, claro, um dia vais tirar a carta para poderes conduzir um carro como a mamã.
-
- Pode ser hoje, não é preciso a cata! Tenho mais catas em casa! (de jogar, claro!) :))
-
(...)

Como? Linda, sei que cresces, mas deixa-me ainda repousar o meu olhar nesse teu rostinho de bebé menina... deixa-me ainda aproveitar o tempo que nem sempre tenho para te poder prender no meu colo e proteger no meu abraço...
Cresce sim... mas calmamente... ainda não estou preparada para te deixar voar sem a protecção das minhas asas!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Pequeno poema...

-
Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.
-
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
-
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
-
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...
Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...
-
Sebastião da Gama
-
-
Quando tu nasceste
Tudo mudou.
-
Nem as nuvens no céu
Nem o frio do tempo
Nem as árvores despidas de cor
Conseguiram, por um segundo que fosse,
desviar o olhar e... como a tua mãe
Apaixonar-se!
-
Quando tu nasceste
Tudo mudou
e contigo eu renasci.
-
As nuvens choraram
O céu clareou.
-
E nesse dia mágico
toda a Natureza sorria
enternecida
pelo olhar da tua Mãe!
-
Mamã

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Birras...

(foto retirada)
-

Detesto birras... não suporto quando te nego algo e choras como se o mundo acabasse naquele momento, como se a tua felicidade dependesse por completo do objecto desejado. Muitas vezes até se trata de algo banal, como um ovo de chocolate, como esta tarde.
Depois de te ter ido buscar à escolinha, levei-te, a ti e ao primo, a brincar num parque de insufláveis e outros divertimentos... adoras lá ir e eu adoro ver-te sorrir, saltar, brincar...´
À saída, embirraste que querias um ovo de chocolate, disse-te que não... desataste num pranto que só visto. Mil vezes não, mil lágrimas mais! Saíste a chorar, sentei-te na cadeirinha a chorar, enfim...
Meu amor, não é pelo ovo em si (ainda por cima ontem tinhas comido um!), mas tens que perceber que nem sempre as tuas vontades podem ser satisfeitas, que nem sempre as tuas birras vencem, que nem sempre a vida nos proporciona tudo o que desejamos.
Sim, meu amor, infelizmente ao longo do tempo temos que saber aceitar que nem sempre podemos ter tudo o que ambicionamos, que o nosso percurso está repleto de «nãos», que devemos aceitar e contornar, que nos ajudam e ajudar-te-ão a crescer e dar valor a tudo o que vamos conquistando com sacrifício e luta.
É óbvio que sofro por te ver chorar mas tens que saber aceitar que a mamã nem sempre te pode fazer as vontades, que o Mundo nem sempre gira à tua volta, que os teus caprichos nem sempre vencem...
No entanto, enerva-me ainda mais quando outras pessoas me olham como se fosse a pior mãe do Mundo, como se mostrar-te que basta pedires que a mamã te satisfaz a vontade seria a única e razoável solução para assim fazer secar as tuas lágrimas!
Não meu amor, não é assim... posso chorar igualmente por dentro por te recusar algo quando a minha vontade é oferecer-te o Mundo, posso chorar por ver as lágrimas rolar quando o meu desejo é poder evitar-te qualquer dor ou sofrimento mas penso que dizer-te "Não" ou nem sempre te fazer as vontades não faz de mim uma má mãe, não diminui certamente o Amor que sinto por ti!
E sei que sentes o mesmo... após algum tempo, já me agarravas o pescoço para mimos sem fim e beijinhos ternurentos!
-
É difícil educar, é difícil ensinar-te a viver e a crescer... será realmente que para ti sou de facto a mãe que desejavas?

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Conversas...

Ontem, antes de nanar:
-
- Amanhã, não queo ir à escola!
-
- Porquê?

- Queo ir à praia faxer castelos de areia! :)
-
- Mas linda, amanhã não pode ser! A mamã tem de ir trabalhar...
-
- Mas eu não queo que tu vais trabalhar! (lágrima no canto do olho e beicinho!)
-
- Tenho de ir meu amor. A mamã tem de trabalhar para ganhar moedinhas para te comprar comidinha e brinquedos!
-
- Mas eu não queo que tu vais trabalhar! (a choramingar...) Deixa lá, eu compo-te as moedinhas, tá bem?
-
:))
-
Quem me dera, meu amor, viver a vida ao sabor da tua doce inocência! Acredita que sim, que trocaria tudo para poder ir fazer castelos de areia contigo...
Se tu soubesses como a tua visão do mundo me enternece!
Realmente de que vale o dinheiro (ou a necessidade de querer sempre mais e mais) se o que verdadeiramente nos faz feliz são os momentos de ternura e afecto?

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Rescaldo...

E as duas primeiras noites como "menina gande" nem correram muito mal. Pelo menos correram muito melhor do que eu estava à espera! Muito irrequieta e agitada (pouco faltava para a tua cama parecer um espectáculo circense!), de lágrima fácil e beicinho, assim passaste a primeira noite! Muitas vezes tive de perguntar se realmente já eras uma menina crescida porque se assim fosse nanarias... A tua cabecita a acenar sempre que sim contrastava com os teus movimentos... mexias-te, viravas-te e voltavas a virar! Pensei que se calhar não irias conseguir mas após uma hora e meia lá te deixaste vencer pelo sono! Dez e meia e tu entravas no mundo mágico dos sonhos!
Ontem, a história repetiu-se... mas desta vez sem beicinho nem lágrima, apenas a agitação permaneceu! Novamente às dez e meia adormeceste...
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Mais uma conquista minha boneca! Sinto-me orgulhosa de ti... Espero que a tua determinação te acompanhe em todas as tuas decisões ao longo da vida! Para te mostrar que nem sempre é fácil atingir os nossos objectivos, para te fazer ver que devemos levar as nossas decisões até ao fim, para te mostrar que por vezes vencer significa também sofrer não recuei e não te dei novamente a chupeta!
Quero que te orgulhes sempre das tuas decisões, independentemente dos seus resultados... Quero que entendas que crescer é mesmo assim... uma constante dicotomia de sentimentos... para alcançar a felicidade o sofrimento por vezes aparece!
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Mas lembra-te sempre de uma coisa, meu amor, tudo tem mais sabor quando alcançado com sacrifício...

terça-feira, 17 de junho de 2008

A crescer...

A tua recente necessidade de afirmar que já és "gande", uma "pincesa gande e bonitinha" enternece-me ao mesmo tempo que as lágrimas espreitam, desejosas de rolar para tentar atenuar a saudade que já sinto de ti... do meu bebé, desse pequenino ser que me ensinou a fórmula mágica do Amor, que me tocou pela primeira vez com a sua ternura angelical para me fazer sentir que a Vida realmente só faz sentido vivida de forma apaixonada...
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Ontem, ao regressar a casa, disseste-me novamente que já eras grande, que querias ser "pofessora" para ensinar os meninos :)... uma conversa simples, meras palavras proferidas ao sabor da tua inocência mas palavras que de repente me fizeram acordar para uma realidade que tantas vezes tento abafar e contornar... para a realidade cruel do tempo, que insiste em querer levar-te para um novo mundo, mundo este onde nem sempre poderei estar a teu lado, onde nem sempre me quererás, onde nem sempre é fácil viver, onde nem sempre os meus mimos serão suficientes para te aliviar a dor ou evitar o sofrimento!
Repentinamente vejo-te a crescer diante dos meus olhos, dividida entre o desejo te prender para eternamente nos meus braços para te gravar o sorriso traquinas, o olhar doce e meigo, o rosto ainda tão bebé mas extraordinariamente belo, o teu riso contagiante, as tuas gargalhadas... a minha menina pequenina... e a necessidade de te ajudar a ganhar asas para livremente poderes voar ao encontro desses novos horizontes que aos poucos o teu doce olhar começa a avistar...
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À noite, antes de ir para a cama, disseste-me que hoje deitarias a tua chupeta fora (que só usavas para nanar!)... disseste-o de forma decidida e melancólica! Perguntei-te se realmente era isso que querias fazer, ao que me respondeste que a ias levar à V. para a dar aos meninos pequeninos do bercário... disse-te que sim, era uma boa ideia e tu, sempre com o único objecto que ainda te prendia ao universo mágico de um bebé:
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- Xim, amanhã xou gande! Vou dar a pupa à V. e vou dar aos meninos do beçário!
- Está bem linda! Então amanhã quando fores para a escolinha, dás a chupeta à V.? Quem é a professora dos meninos do bercário?
- É a V. Vou com a V. levar o pupa à V! Amanhã... ( e agarraste-te a ela, como a sorver os últimos momentos em sua companhia...)
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Hoje ao almoço, o papá contou-me que quando lá chegaste, disseste logo à tua educadora que já eras grande e que ias dar a chupeta, que já não a querias mais para nanar! Contou-me a tua felicidade e orgulho na voz e descreveu-me a tua corrida até ao bercário para a dar...
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Não escondo que me sinto um pouco triste, melancólica, as lágrimas envergonhadamente rolam pelo meu rosto enquanto escrevo estas palavras... o único laço que ainda te prendia à bebé que já foste desfaz-se hoje!
E como queria que o tempo parasse...
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(vamos ver como corre daqui a pouco a primeira noite da minha menina grande...)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Do fim-de-semana (meio) prolongado...

A tua energia surpreende-me a cada dia que passa... a alegria com que vives cada instante contagia-me... a tua incessante vontade de conquistar o Mundo enternece-me!
Foram dias muito agitados, repletos de brincadeiras, de sorrisos, de gargalhadas, de muito sono e consequentemente de algumas birras e, infelizmente, agitados por um grande susto...
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Sábado o priminho A. fez quatro aninhos... o teu priminho, a tua paixão mais assolapada, a tua companhia, o ser a quem dás os mais ternos e deliciosos abraços, a quem roubas beijinhos, a quem tentas imitar a todo o custo nas brincadeiras por vezes um pouco perigosas mas também com quem te zangas muitas vezes, embora a reconciliação seja imediata...
O teu primo, esse "menino especial" que preenche a tua vida da mais pura ternura, do mais afectuoso carinho e que te ensina o quão bela pode ser uma Amizade!
Um dia contar-te-ei a sua história, explicar-te-ei as lágrimas e birras que tantas vezes tu não consegues perceber, mostrar-te-ei que o olhar dele, por vezes tão vago e distante, não significa que não te adore também, simplesmente é um olhar que repousa num Mundo bem diferente do teu, só dele, onde nem sempre a tua constante tagarelice é facilmente aceite nesse mundo em que por vezes o silêncio é a sua melhor companhia! Explicar-te-ei o porquê de tanta atenção e preocupação com o teu priminho, tentarei que percebas que é normal nem sempre preferires as mesmas brincadeiras... ler, contar, decorar ou memorizar tudo ao pormenor, que o teu primo faz na perfeição, são actividades que com o tempo saberás igualmente fazer!
Neste momento és apenas uma menina, que interage com o Mundo que a rodeia, que lhe retira a beleza com o olhar, que vive intensamente cada pedacinho dele! Que daqui a algum tempo a tua paixão por ele, o vosso carinho o ajude a viver mellhor neste Mundo que ele não compreende, embora a sua felicidade seja contagiante!
O aniversário correu bem, muita correria, muitos saltos, inclusive na piscina onde os dois brincaram até se cansar...
De repente, no meio de toda a confusão, ouço um estrondo... gritei, parece que tinha adivinhado, caíste nas escadas... Naquele momento parece que congelei... toda eu tremia... corri até ao teu choro... tinha medo, tanto medo... estavas sentada num dos degraus daquelas escadas assustadoras... não te magoaste... choravas talvez pelo susto... não sei como não me apercebi que desceste as escadas... peguei em ti e abracei-te com toda a força... as lágrimas rolavam pelo meu rosto, estava assustada, talvez mais que tu... só me vinha à cabeça a imagem das escadas... não sei como caíste... estavas sentada... mas o medo de que algo pudesse ter acontecido impediu-me de dormir essa noite... ainda agora me arrepio só de pensar que podias ter caído de frente e que aí o resultado seria irremediável... arrepio-me e choro só de pensar que não pude evitar... sinto-me culpada, devia ter visto... Para além do medo que senti dói-me constatar que nem sempre nos será possível evitar-te os perigos, ajudar-te nas quedas, minimizar a tua dor, impedir o teu sofrimento!
Já passou, um anjo certamente te protegeu... tenho que acreditar nisso... foi tão grande o meu medo, tão assustador...
À noite, ainda fomos jantar a casa da I. pequenina... mais brincadeira mas aqui muita birra também! O sono que tentavas a todo o custo combater (tinhas acordado às 7h30 e não dormiste todo o dia!) falava mais alto!
Quando finalmente chegamos a casa, nem ainda a Branca de Neve tinha chegado a casa dos 7 anõezinhos já tu embarcavas no mundo dos sonhos!
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Domingo outro dia repleto de aventura... a que mais te delicia... um dia inteiro com a I. grande na piscina... alegria contagiante que durou até à hora de nanar! Aqui demorou mais um bocado a deixares-te levar pelos sonhos! Para ti, quinze minutos de descanso (adormeceste à vinda!) são revigorantes :) e fizeram com que só adormecesses por volta da meia noite!
Levantar-te na segunda para ires para a escolinha não foi fácil... a mamã tinha aulas, não podia estar contigo... e como eu queria responder-te "Onde quiseres..." à tua pergunta mal abriste os olhitos e me viste "Onde vamos hoje?"...
Foste para a escolinha, vieste radiante embora a explicar-me que a bandeira de "Potugal" é vermelha, verde e amarela...
Foi fácil adormecer-te... o cansaço acumulado ajudou... a meio da noite mais um susto... a tosse que te acompanha há uns dias fez-te vomitar... ficaste logo bem mas vieste para a nossa cama e adormeceres foi quase impossível!
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Terça-feira mais folia... festinha de anos do teu menino grande, o J. Adoraste, se bem que não percebias porque é que o J. andava a correr com outros meninos e meninas de um lado para o outro e não se dedicava especialmente a ti... meu amor, 9 anos é uma idade diferente da tua, com brincadeiras bem distintas... Lá chegarás igualmente, feliz ou infelizmente... sinto-me melancólica ao constatar que cada vez mais depressas ganhas asas para voar sem a minha ajuda, que lentamente deixas de ser a minha bebé...
Claro que após tanta agitação, tanto cansaço acumulado, tanta felicidade, tanto brilho no olhar, às 8h30, feito inédito, já tu dormias...
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Como te adoro ver a felicidade estampada nesse rosto angélico...
Como cada vez mais medo tenho de nem sempre estar presente para qualquer perigo poder evitar...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Porquê?

Banhoca tomada, terminado o jantar, enrosca-te no pai, ainda sentado à mesa, a dar-lhe miminhos... maneira carinhosa (e quase sempre infalível) que encontras para te desculpar as asneiras! Sim, porque deves ter "bixinhos capinteiros", como tu próprias já dizes, após mil chamadas de atenção para te portares bem e parares quieta à hora do jantar!
Miminhos e festinhas, lá vem o pedido ao pai:
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- Queo ver o Sol piquinino (o nosso pastor-alemão)
- Agora não Joana! Depois brincas com ele...
- Po(r)quê?
- Porque tomaste banhinho...
- Po(r)quê?
- Porque a mamã quer-te limpinha... :)
- Mas eu queo ver o Sol...
- Amanhã, agora o Sol está sujo...
- Po(r)quê?
- Esteve na terra...
- Po(r)quê?
- Pergunta à mamã, ela diz-te!
- Po(r)quê?
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(e sai disparada para a sala ver a Dora! Ora bem, lá pensou que a mamã inventaria mais umas quantas desculpas... :) Assim sendo, não valia mesmo a pena continuar!)
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Entrámos definitivamente na fase dos porquês!
Espero, meu amor, conseguir sempre, em toda e qualquer circunstância, dissipar as tuas dúvidas, responder às tuas perguntas... Não sei se isso será possível, mas farei sempre o que estiver ao meu alcance!
Pelo menos de uma coisa tenho a certeza, tentarei sempre tornar a tua caminhada na Vida mais suave, menos problemática!
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Mas a mamã também gosta de brincar aos porquês contigo...
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Preparada para ir para a cama, abraçada ao meu pescoço:
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- Eu gosto muito da minha mãe!
- E eu gosto muito da minha princesa Joana...
- Mas eu gosto muito da minha mãe! (já a sorrir!)
- Porquê?
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Dás-me dois beijinhos repletos de ternura, um valente xi e... terminada a conversa!
Assim não vale meu amor! :)
Nana bem...