sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Se tu soubesses...

Quando te adormeço e te sinto respirar juntinho a mim, aninhada ternamente no meu braço, pergunto-me tantas vezes, meu amor pequenino, se tu sabes o quanto me dás... se tens consciência que o teu pequeno ser possui o poder de me fazer renascer a cada minuto que passa, de me fazer reerguer a cada tombo, de limpar a lágrima que estupidamente teima em rolar pela face em momentos mais tristonhos, de preencher o vazio que tantas vezes sinto, de me mostrar o quanto o Mundo pode ser belo se visto sob o olhar puro de uma criança...
Pergunto-me se tu saberás o poder renovedor que a simples imagem de ti possui na minha vida! Uma imagem é passível de várias interpretações mas o teu rosto não engana, não permite dúvida... olho comovida para ele e a felicidade e paz que me proporciona vêm-me mostrar que tudo vale a pena contigo a meu lado... que a Felicidade pura está aqui, mesmo ao meu lado, escondida por detrás do teu rosto... não preciso de nenhum esforço para alcançá-la! Olhando para ti vejo que a minha caminhada (nem sempre fácil) pela vida se transformou numa caminhada pelo Amor... Não dependo de mais nada nem ninguém, a não ser da ternura que os teus olhos deixam transparecer, do calor infinito dos teus abraços, da magia do teu sorriso, de ti, simplesmente...
Será que sabes que tudo em ti é magia, que cada pedacinho do teu ser é divino, capaz de transformar o Mundo, o meu mundo?
Se tu soubesses o quanto te amo, o quanto idolatro esse pedacinho de gente que de mim nasceu, o quanto sofro pela distância e pela ausência forçadas mas necessárias, certamente não chorarias mais por me quereres mais pertinho de ti, por me ver sair de manhã, por te dizer que não te posso levar à escolinha porque tenho de ir trabalhar com os meninos grandes, por quase nunca te poder ir buscar, por não te poder abraçar, por não conseguir evitar a tua visível tristeza, a tua compreensível carência... As lágrimas estão sim sufocadas em mim, deixo-as rolar tantas vezes quando saio de manhã com o teu choro a ecoar nos meus ouvidos, com o teu olhar a implorar-me para ficar contigo, com a tua tristeza estampada no rosto por te negar aquilo que mais te desejo dar...
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Se tu soubesses, minha ternura, a imensidão do meu amor, tenho a certeza que nenhuma lágrima encobriria mais o teu olhar...

7 comentários:

Mar disse...

Que injustiça passarmos tão pouco tempo com aqueles que mais amamos, precisamente para podermos dar-lhe aquilo que precisam... não obstante o que mais precisam ser precisamente a presenças dos que amam.
Uma beijoka grande e sim, porque não um cinema eheheh?

Andreia disse...

Custa tanto ter que as deixar para ir trabalhar :(

Deve ser tão difícil não a poderes ir levar e buscar à escolinha. Mas tem de ser, não é amiga?

Um beijinho

Sandra e Afonso disse...

A vida é mesmo um contra-senso... nós temos que os deixar para podermos ir trabalhar para lhes podermos dar o que eles precisam...
Mas custa, custa, custa…
Beijo, beijo, beijo

Sandra e Afonso
www.bebeafonsinho.blogspot.com

Docinho disse...

Tão bom de ler...

Mãe-Galinha disse...

A mistura da minha fragilidade de hoje e da tua escrita deu em lágrimas... comovi-me! Talvez pq sinto na pele o q escreves...

Bjs gds

Cristina disse...

Que declaração de amor!!!

Cristina

Paula Sofia Luz disse...

que texto maravilhoso. Um beijo