quinta-feira, 30 de julho de 2009

Saudades...

(foto retirada)
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Tantas, minha doçura...
Ao ollhar com saudade para esta e outras imagens, pelo menos sinto que entre os destroços que muitas vezes me impedem de olhar em frente, tu és o milagre que me veio mostrar que a beleza e a perfeição existem de facto e que eu deveria deixar de ser egoísta pois tive o dom de poder de te dar a vida... de ter ver crescer!
Descukpa, meu amor, se ultimamente não sou a mamã que mereces para ti, se as palavras nem sempre são as mais calmas, se as brincadeiras nem sempre as que desejas!
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Amo-te muito, desmesuradamente, daqui até à lua e de volta até cá em baixo!
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A mamã voltará depressa ao normal, prometo, princesinha linda! Já está a tratar dela...
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Se por ventura algum dia duvidares, meu doce, do que sinto por ti,
Andares por acaso à deriva num mundo cruel e injusto onde nem sempre estarei,
Unicamente te peço para te lembrares do meu olhar!
Descobrirás então que neles se encontra o teu porto seguro e o colo que sempre terás.
A razão pela qual nunca estarás sozinha vais vislumbrar nas minhas lágrimas derramadas...
Descobrirás, sim, meu doce, se neles mergulhares, um mar de afectos e ternura,
Entrelaçados para sempre num elo inquebrável, num eterno deslumbramento!
Sentirás que nunca o Mundo nem o infinito do céu conseguirá abarcar o meu Amor por ti!
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Desabafo... do afecto e da dor!

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E é quando a noite já caiu, revestindo a paisagem de um silêncio ensurdecedor, que as palavras se aglomeram, desesperadas e desamparadas, no meu pensamento...
É neste momento nocturno e solitário, em que o reboliço e a agitação do quotidiano deveriam dar lugar ao descanso e ao sono, que o turbilhão de sentimentos e medos que a minha cabeça tão bem consegue esconder decide então extravazar...
E assim, nestas longas horas em que acordada tento combater a todo o custo fanstasmas e monstros horripilantes, deixo as lágrimas rolar!
Escorrem, deslizam lentamente, queimando o meu rosto e aliviando as minhas torturantes saudades!
Toda eu sou feita de sentimentos e afectos, que incompreensivelmente nem sempre consigo demontrar... luto desenfreadamente entre a saudade dos momentos que já foram e dos que não consigo simplesmente suportar!
Todo o meu coração abarca pequenos momentos, gestos, imagens e recordações que, de uma forma ou de outra, fizeram de mim a pessoa que hoje sou... um vulcão sempre prestes a lançar a sua torrente de fogo mas impedido, forçosamente, por um aparente oceano calmo e tranquilizante!
O meu castelo de afectos há muito foi derrubado por aquela a quem pertence o poder monstruoso de nos roubar o carinho e a ternura necessárias para poder unicamente ser feliz, sem nos sentirmos constantemente sozinhas no meio de uma multidão, ou simplesmente no meio daqueles que nesse castelo deveriam morar mas que, pura e simplesmente, não os conseguimos deixar lá entrar!
Sim, é neste avançar tardio das horas que choro... que finalmente consigo aliviar a dor de não poder novamente abraçar, tocar ou somente vislumbrar a imagem dos que se foram e me deixaram a sós com um exército de medos que insistem em querer derrubar de vez os já fracos alicerces do meu castelo!
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Toda eu sou lágrimas e sorrisos, uma desconcertante mistura de alegria e dor! Mas esta última não me tem deixado sossegar...
Será somente uma fase, um momento passageiro?
Não sei, sinto simplesmente que ando desesperadamente a negar aquilo que o meu olhar nem sempre me deixa ocultar... uma tristeza profunda que, neste momento, me impede de sorrir, me leva em meros segundos a uma enervante impaciência, que inunda sem pedir autorização os meus olhos de lágrimas, me faz desejar isolar para não ter que ver a hipocrisia de quem uma vida inteira se dedicou a outros e que agora, que esses mesmos caíram do pedestral em que foram sempre colocados, tenta oferecer afectos e dedicações falsas, que ferem o meu orgulho, que me entristecem em vez de me alegrar, que me mostram que realmente o mundo dá muitas voltas e que o ser humano, na velhice e na solidão, se mascara de bondade e carinhos forçados para que aqueles a quem mais fez sofrer lhes dediquem, agora, a atenção que os outros, outrora idolatrados, mimados e sobrevalorizados, lhes negam...
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Sei que deveria simplesmente deixar as lágrimas rolar e aniquilar de vez esta tristeza infinita que se esconde no meu profundo do meu ser!
Sei que me deveria orgulhar de ter como meus pilares pessoas capazes de perdoar tudo aquilo que eu não consigo tolerar, mas a noite insiste em me mostrar que sou e serei sempre incapaz de tolerar hipocrisias, injustiças e falsas palavras... mesmo que estas venham directamente de quem já não tem muito para dar e que deveria ter feito sempre parte desse castelo que eu hei-de eternamente recordar como um mundo mágico de momentos, sons, memórias, rostos que durante anos embelezaram o mundo, transformando-me na princesa que hoje, à distância de alguns anos, revejo no teu rosto, meu amor, que lá em cima dormes serenamente... longe ainda destes fanstasmas que desesperadamente tento travar, para poder finalmente descansar!
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Brevemente...

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Quando o cansaço diminuir um pouco e o tempo voltar a alargar, tenho a certeza que a vontade de escrever vai voltar...
São tantas as emoções, tantos os momentos que tenho para registar...
Tenho medo que a memória os apague, que os dias que passam se encarreguem de os fazer apagar, mas, simplesmente não consigo! Agora...
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Neste momento, só preciso de me refugiar um bocadinho dentro de mim mesma para, brevemente, voltar a despejar neste pequeno espaço todos os sentimentos que há tanto tempo tenho vindo a guardar!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Mensagem...

Está a chegar ao final este teu primeiro percurso escolar... vais mudar de escolinha, vais continuar a voar!
A V. pediu uma mensagem nossa para o teu livro de finalista... difícil de descrever, tantas foram as emoções ao longo destes três anos!
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Foram tantas as lágrimas derramadas, dolorosa a angústia da separação quando entraste na escolinha;
Inúmeras foram as vezes que te deixamos a chorar e a chorar te fomos encontrar.
Nem imaginas o quanto sofremos pela decisão que considerámos a mais acertada para ti.
Acredita, meu amor, que se possível fosse, eternamente te manteríamos sob as nossas asas, longe do mundo nem sempre acolhedor, nem sempre pintado com as cores suaves do teu olhar.
Lentamente vimos-te desabrochar e a aceitar finalmente os abraços de quem tanto te tentou acalmar.
Incontrolavelmente vimos o tempo a passar e a transformar a nossa bebé numa menina alegre e sorridente, irrequieta e meiga.
Sem dúvida agora sentimos, embora quiséssemos que o tempo abrandasse para te impedir de crescer tão rapidamente e ganhar asas para sozinha voares, que este percurso, embora doloroso, foi necessário.
Tornaste-te menina, aprendeste a crescer, a partilhar, a conhecer outros mimos que não os nossos, a ganhar regras e valores e, essencialmente, a sonhar!
Agora que esta etapa chega ao fim, as lágrimas teimam em aparecer novamente, não agora pela dor, mas sim pelo orgulho de ti, da tua ternura e irreverência mas, principalmente por nos teres concedido a honra e privilégio de sermos teus pais!
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Passo a passo, trilharás os caminhos que a Vida te proporcionará, ultrapassarás cada desafio que ela te lançará, conquistarás cada sonho que ela te concederá!
Lembra-te somente que, onde quer que estejamos, amar-te-emos sempre muito… daqui até à lua! Como a pequenina lebre…


Com carinho, do papá e da mamã

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Desabafo...

(foto retirada)
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Cansada...
extremamente cansada!
Sinto o tempo a fugir-me entre as mãos sem que eu o consiga agarrar para te prender nos meus braços!
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Sem tempo...
Nem para mim, nem para ti!
Se tu soubesses ao menos o quanto me entristece não ser a presença de que tanto necessitas e dependes... se tu soubesses ao menos que é por ti que corro desesperadamente de um lado para o outro, deixando assim que a nossa falta de tempo me magoe e faça sentir vazia!
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Desculpa, meu amor lindo!
Falta pouco, nada, nada, estou de férias... de corpo e alma... só para ti!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Falhar...

(foto retirada)
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Isto é, falha-se sempre na realidade aquela vida que se planeou com a imaginação. Diz-se: «Vou ser assim, porque a beleza está em ser assim.» E nunca se é assim, é-se invariavelmente assado, como dizia o pobre marquês. Às vezes melhor, mas sempre diferente.
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Eça de Queirós, in Os Maias
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Será de facto verdade que estamos (quase sempre) destinados a falhar na realidade os sonhos que vamos tendo ao longo da vida?
Será que os projectos que vamos idealizando não passarão nunca do esboço que deles fizemos?
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Às vezes, quando a vida decide pregar partidas inesperadas, penso realmente que perdemos bastante tempo a tentar concretizar determinados sonhos que, à partida, nunca passarão da nossa imaginação, que planeamos determinadas situações que, indubitavelmente, muito dificilmente se concretizarão.
No entanto, considero que falhar faz parte do nosso crescimento enquanto indivíduos, temos somente que aprender a lidar com as derrotas, descobrir os atalhos para contornar as dificuldades e nunca desistir!
Sim, é verdade que a realidade fere e destrói demasiadas vez a nossa ânsia em alcançar a felicidade suprema, mas será que ela existe? Não serão esses desejos quantas vezes complicados de realizar, aqueles que nos dão mais luta e que muitas vezes nos fazem chorar, que nos proporcionarão igualmente maior prazer, caso tenhamos a sorte (ou força) para os alcançar!
De facto, penso muitas vezes que perdemos demasiado tempo a sofrer pelo que não tivemos ou gostaríamos de ter, que deixamos que as nossas falhas nos impeçam de continuar a lutar, independentemente da possibilidade de voltar a errar, em vez de acreditar que somos capazes de tocar o céu, se nisso realmente acreditarmos!
Falhar é humano sim, mas não tentar pelo menos desvendar novos sonhos para realizar é, a meu ver, o nosso maior erro! Aquele do qual nos iremos sempre arrepender...
Já falhei muitas vezes, já chorei outras tantas, já sonhei com o impossível mas o impossível já me foi concedido... basta olhar para o teu rosto, para a doçura do teu sorriso, para a perfeição da tua imagem!
Assim, um segundo a olhar para ti dá-me a certeza que o ser humano é capaz de milagres sim, basta neles acreditar!