terça-feira, 31 de julho de 2007

Finalmente...

Vamos de férias!!!


Sim, meu amor... muita brincadeira, muito sol (espero eu!), muita praia, muita piscina, muita alegria, muitos saltos, muita euforia, muitos mimos, muitos carinhos, muito sono, muita birra, muitos beijinhos!

Enfim, princesa, muito tempo... só para ti! Só para nós...

(que bom... seria maravilhoso poder estar mais tempo de férias! Poder gozar-te, ver-te crescer, ver-te nossa, ver-te feliz!)





(Agosto 2006)





Creche...

Hoje é o teu último dia na creche... não que ela feche mas sim porque vais de férias com o papá e com a mamã!
Este ano na creche foi um ano muito importante para o crescimento... um ano cheio lágrimas, descobertas, desafios, sorrisos, aprendizagens, amizades, carinhos, aventuras mas, acima de tudo, um ano durante o qual descobriste que o Mundo que te rodeia não se resume somente ao amor que o papá e a mamã sentem por ti...
Descobriste que outras pessoas te adoram, aprendeste a gostar de outras pessoas!
Aprendeste a partilhar, a conviver, a brincar, a aprender... e, mais que tudo, aprendeste a crescer com tudo o que isso implica... lágrimas, sorrisos, sonhos, birras e, mais que tudo, uma enorme alegria de viver!
...
O início do ano foi muito complicado... para ti e para nós! Estiveste quase até aos dois anos com a vovó, com mimos só para ti, muito colo, muito carinho, muito afecto... com todas as atenções centradas em ti!
Quando te levei o primeiro dia para a "escolinha" a tua reacção não foi a melhor. Nem no primeiro dia nem durante os primeiros tempos... choravas muito, quase durante todo o dia, chamavas desesperadamente pela vovó, como a vir pedir-lhe para te ir buscar! Foi tão difícil, meu amor, deixar-te lá ouvindo-te o choro, foi tão difícil saber que nos chamavas, que choravas para adormecer e que acordavas a chorar!
Quantas vezes a mamã chorou ao deixar-te lá... quanta dor não sentia quando, sempre te ia buscar, tu choravas ao ver-me como a perguntar-me o porquê de te lá deixar? Quanto desespero não me invadiu quando, ao longo do dia, pensava em ti e te imaginava triste, com saudades minhas, do papá, da vovó e do vôvô? Quantas lágrimas a tua educadora V., assim como a B. e a C., não devem ter sufocado por não conseguir acalmar-te a angústia e o medo que mostravas perante esse novo mundo que te aguardava? Não imaginas, meu amor... mas foi necessário, crescer é isto mesmo!
Mas a V., a B. e a C. venceram, e tu também! O carinho que demonstraram ter por ti, a paciência, a ternura e a compreensão foram uma arma poderosa que combateu todos os teus medos, fazendo desaparecer todas as tuas incertezas, secando as tuas lágrimas e fazendo-te adorar esse novo "cantinho" repleto de sonhos e fantasias que é a tua «escolinha»!
...
Sim, meu amor, este ano na creche fez-te crescer! (E como cresceste... tudo em ti cresceu!)
...
Foi tão bom ver o choro inicial ser substituído pela alegria com que todas as manhãs acordavas para ir ter com os teus amiguinhos, com a V., a B. e a C. Era tão tranquilizante ouvir-te dizer os nomes das pessoas que tomavam conta de ti... sinal do quanto gostas delas! É tão bom perguntar-te se gostas delas e responderes imediatamente um "Xim..." firme e repleto de ternura e abraçado por um olhar cheio de carinho!
...
Cresceste, meu amor, e muito! Fico feliz por teres aprendido que, para além de nós, outras pessoas são capazes de gostar (quase) tanto de ti como o papá e a mamã, teres descoberto que outras pessoas são capazes de te mostrar o mundo e ensinar-te a viver nele... feliz e segura!
É bom sentir o carinho e dedicação que a tua educadora nutre por ti (e por todos os outros meninos!), é bom ver a ternura que deixa transparecer sempre que me conta os teus feitos, as tuas descobertas, as tuas aprendizagens, os teus progressos e mesmo as tuas birras!
Obrigada V., por ter feito da J. muito do que ela é hoje, uma menina sedutora, traquina e feliz!
Ontem deste uma lembrançinha a todas elas... um pequeno gesto para lhe demonstrar o quanto foram importantes para a tua formação enquanto pessoa, para o teu crescimento, para a tua felicidade! Na lembrança que deste à V. dizia:
...
V.,
Agradeço-te...
pelas lágrimas que me secaste;
pelos miminhos e carinhos que me deste;
pelas brincadeiras e jogos que fizeste;
pelos sorrisos que provocaste;
pelas aprendizagens e descobertas que proporcionaste;
por tudo... por ti... por mim...
Agradeço-te por me teres feito feliz
e me teres ajudado a crescer!
Gosto muito de ti!
J.
...
Nestas palavras, fiz dos teus sentimentos pela tua educadora os meus agradecimentos por te ter ajudado nesta tarefa difícil que é crescer, que é descobrir o Mundo à nossa volta... mas, acima de tudo, por me ter ajudado a sentir que posso confiar o meu tesouro porque sei que será sempre tratado com amor e carinho, por muitas vezes ter sido como que a minha presença junto de ti!
Como vês, meu amor, este ano foi um ano mágico, uma história de encantar que um dia te contarei... um conto com lágrimas e sorrisos mas, acima de tudo, um conto com um final feliz!
...
(no sábado houve a festinha de final de ano... emoção, lágrimas a querer rolar e tanto, mas tanto orgulho de ti, meu bebé grande! Estiveste linda, foste uma verdadeira princesa e, por incrível que pareça, fizeste a festa como se o palco fosse só teu! Fizeste sorrir... brilhaste!
Que esse teu jeitinho sedutor e essa alegria de viver permaneçam inalteráveis... que a tua caminhada pela vida seja como a representação que fizeste... cheia de alegria, de sonho e onde, mais uma vez, mostraste que és feliz, que és única! Adoro-te...)

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Até quando?...

Um dias destes, estávamos eu e o papá a preparar-te para nanar, ele perguntou-me quando é que eu ia começar a deixar-te sozinha na cama para te habituares a adormecer sem a minha presença. No fundo, eu sei que ele tem razão, que deverias começar a habituar-te a ir para a cama e adormecer sem que eu tivesse de lá estar.
Mas, também, ainda não me consigo desprender assim tanto de ti, pois, como disse ao papá, não sei até quando me vais querer, assim, só para ti.
É verdade, meu anjo, se há pergunta que não me sai da cabeça é esta - "Até quando?"
...
Até quando me vais querer totalmente tua? Chegará a altura em que a tua constante conquista do mundo te vai afastar de mim, pelo menos fisicamente. Chegará o momento em que quererás o teu espaço, só teu, esse espaço onde nem sempre me será permitido entrar...
...
Até quando te vou poder adormecer ao ritmo das histórias de encantar que tanto gostas? Sim, meu amor, chegará o momento em que já serás tu própria a criar o teu mundo, longe da fantasia e da magia com as quais a mamã tanto gosta de preencher os teus sonhos...
...
Até quando vais adormecer agarrada a mim, com essas mãozinhas ternurentas a acariciar-me o rosto e a fazer festinhas nas minhas orelhas? Chegará o momento em que me dispensarás para poder viver livremente os teus sentimentos, as tuas alegrias, as tuas mágoas...
...
Até quando vou poder sentir o teu aroma doce de menina ainda tão bebé? Ainda tão minha? Chegará a hora em que teus perfumes serão outros, nem sempre escolhidos por mim, chegará a hora em que, por muito que eu não queira, vais crescer e, com isso, te vais libertar das amarras que ainda te prendem a este amor materno que tanto te acalma e tranquiliza...
...
Até quando vou poder olhar para ti a dormir, serenamente, qual anjo caído do céu? Os céus passarão a ser outros, os sonhos e os desejos também...
...
Até quando me mais abraçar como me abraças, de forma tão apaixonada? Até quando vais encostar o teu narizinho no meu para miminhos sem fim? Até quando me vais considerar o teu porto seguro ou me vais querer para te aconchegar, te mimar, te acalmar ou mesmo te ralhar?
...
Até quando, meu amor? Até quando vou ouvir da tua boca palavras tão puras e sinceras como "Mamã, goto muto de ti!" ou "A mamã é minha, é muto fôfa"? Nem sempre as tuas declarações de amor serão para mim, outros ouvirão as tuas palavras...
...
Até quando?
...
Já cresceste tanto, princesinha... já olho para ti e sinto cada vez mais que o tempo te vai afastando aos poucos de mim... os teus braços cresceram, as tuas mãos cresceram, as tuas pernas cresceram, tu cresceste, quase já não te reconheço na imagem de bebé recém-nascido que ainda há bem pouco tempo atrás eras, já brincas sem mim e já começas a querer formar a tua personalidade, tão forte, tão vincada...
Adoro ver-te crescer, é óbvio que sim, és a minha continuação, a minha história, parte do meu ser que vai continuar a deixar a sua marca no tempo! És linda, a princesa com a qual sempre sonhei nos meus sonhos de menina... mas vais continuar a crescer e isso assusta-me! Como vou ficar longe ti, como poderei impedir que as asas de pássaro faminto de sonho e ilusões não te levem para longe de mim? Diz-me... consegues? Responde-me... até quando?
(...)
(não há maneira de obter resposta para esta pergunta por isso, minha paixão, nunca te esqueças que mesmo quando não fores mais do que a lembrança do bebé que um dia foste, a mamã estará sempre aqui para te abraçar, te mimar, te aconchegar, te sossegar, te limpar as lágrimas, te ver sorrir e mesmo te adormecer...
E tu papá, sei que sentes o mesmo que eu, por isso, não me perguntes mais se vou continuar a querê-la, assim, sempre bebé, só para mim... porque então eu também te farei a pergunta que a ti também te atormenta... «Até quando?»)

quarta-feira, 25 de julho de 2007

No silêncio da noite...

Não consigo dormir... apetece-me escrever, escrever sem parar, sobre tudo e sobre nada, simplesmente escrever, deitar para o papel tudo o que me vai na alma, tudo o que o meu coração abriga, escrever para talvez assim impedir que a tristeza me invada, que as lágrimas rolem pelo meu rosto!
Sinto-me triste, não consigo evitá-lo, sinto-me perdida neste silêncio nocturno que lentamente me vem aconchegar e dar descanso.
...
Não consigo adormecer... lá em cima tu dormes, meu amor, qual anjo feito de luz e puro encantamento! Antes de vir, fui ver-te... o teu respirar sereno comoveu-me, apetecia-me ser novamente criança... adormecer nos braços dos sonhos, ser levada meigamente para o mundo da fantasia, da ilusão. Olhei para ti e as lágrimas teimaram em cair, numa mistura confusa de sentimentos... tenho-te, és o meu tesouro, a maior dádiva, a minha princesa, por isso, porquê me sentir assim, tão desnudada de alegria, tão cheia de melancolia? Porquê?
...
Um turbilhão de sentimentos invade o meu coração, não consigo pará-los, são mais fortes que eu... deixo-me levar pela escuridão misteriosa da noite e voo... voo em direcção às minhas recordações! São tantas, milhões de recordações perdidas no abismo do tempo, palavras, emoções, momentos que nunca serão apagados, muito menos pela crueldade desmedida do tempo que teima em passar, em levar para longe de nós quem mais gostamos!
Recordo lugares, pessoas, bocadinhos de mim que aos poucos foram levados nas asas do tempo e queria que tudo voltasse atrás... tenho saudades desses lugares, dessas pessoas agora distantes mas que tão presentes continuam em minha vida, desses bocadinhos de mim que aos poucos se foram perdendo no labirinto estonteante da vida!
Pela janela, vejo-a, a casa onde parte da minha infância fui feliz, onde passei momentos de alegria e brincadeira, sempre igual, tão próxima mas tão distante no tempo, nas memórias, no desejo de lhe dar novamente vida, enchê-la de novo de sorrisos, risos, gargalhadas, de abraços apertados e beijinhos ternurentos... Tenho tantas saudades, avó, queria tanto ter-te novamente aqui, e juntas recuarmos no tempo em que tudo era inocência, em que todos juntos fazíamos de pequenos bocadinhos grandes momentos, inesquecíveis, em que as gargalhadas de crianças se misturavam numa melodia sem fim... Mas não posso, sei que me é proibido agora o acesso a esse tempo, a não ser quando uso a chave mágica das minhas recordações, sei que nada será mais como era, não estás aqui, a vida seguiu o seu rumo, mudança de cena e acto, as personagens continuaram a representar o seu papel, embora a história já não possa ser a mesma! Como eu gostava de possuir o dom de mudar os sentimentos das pessoas... seria tão menos dolorosa a caminhada pela vida!
...
Mas infelizmente cresci, e esse crescimento ensinou-me que nem sempre podemos ter junto de nós quem mais amamos, temos que aproveitá-los enquanto o tempo nos permite, enquanto não nos são cortadas as asas da alegria!
Olho para o céu lá fora, tão imensamente azul, tão misterioso, tão inundado pelo luar... e deixo-me levar nas asas, agora, das recordações... revivo alguns momentos, histórias e momentos passados que hoje me vieram fazer companhia e ajudaram a quebrar este silêncio perturbador. Deixo-me voar, voar para longe, deixo-me abraçar pelas lembranças... é tão bom, as lágrimas continuam a rolar pela minha face mas aliviam, dão-me a calma de que necessito, dão-me a paz que procuro porque, embora em meras imagens no meu pensamento, tenho novamente perto de mim as pessoas, os lugares, os momentos que fizeram de mim o que sou hoje...
(...)
(lá em cima tu dormes, meu bebé, e eu docemente fui acariciar o teu rosto... sonha, meu amor, deixa-te embarcar nas aventuras fantásticas da tua inocência, continua a viver a vida como se um conto de fadas se tratasse! Vai enchendo o teu coraçãozinho de momentos felizes, de pessoas importantes, de momentos mágicos para que um dia, se te sentires assim triste, como a mamã hoje, consigas ir buscá-los todos ao baú secreto das tuas recordações para que eles te ajudem a secar as lágrimas que possam rolar pelo teu rosto! Amo-te muito, princesinha!
Dorme meu anjo... voa nas asas dos sonhos, pinta o firmamento com o teu sorriso, deixa um bocadinho de ti, da tua doçura e da tua beleza nesta noite estrelada...)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Acreditar...

Estou muito feliz, meu amor... Já nasceu a bebé da amiga da mamã... um final feliz para um conto de encantar com momentos de muita dor e sofrimento, um desfecho mágico para uma história real onde nem sempre foi fácil conseguir ultrapassar barreiras e obstáculos!

Este nascimento veio mostrar que vale sempre a pena lutar pelos nossos sonhos, por aquilo que realmente desejamos, nem que para isso tenhamos de superar algumas provas duras, nem que por vezes tenhamos de sofrer em silêncio!

A I. foi muito desejada mas foi uma luta que durou anos, que causou muitas lágrimas silenciosas, muita tristeza por vezes tão bem disfarçada. Foi uma luta quase diária para atingir o que de mais mágico pode existir... o nascimento de um bebé!

Durante muitos anos, a A. passou por várias tentativas falhadas, por sonhos tão reais mas que rapidamente se desvaneciam no ar! Mas apesar de tanto sofrimento, de tanta dor, a A. continuou a sua caminhada com uma enorme alegria de viver, um sorriso nos lábios pois o desejo de acreditar que o seu sonho era possível era mais forte que qualquer impedimento, era esse sonho que a ajudava a seguir em frente, com muita garra, com muita força... e assim continuou a sua batalha, sem nunca perder a esperança, sem deixar de acreditar!
E como eu a admiro por isso... deve ter sido tão difícil! Mas o sonho tornou-se realidade e isso só importa! Sinto-me tão feliz, finalmente a A. vai poder desfrutar da magia que é a chegada de um bebé, vai poder gozar e aproveitar ao máximo este momento único que é o nascimento de um filho... o primeiro filho!
Sabes, a I. será, sem sombras de dúvidas, uma criança muito feliz, rodeada de muito amor e dedicação! Foi uma criança tão desejada, tão esperada, que não haverá um minuto em que os seus papás não lhe demonstrem o quanto a amam! Mas acima de tudo, será uma criança que terá certamente na sua mamã o melhor exemplo para a sua vida... lutar e nunca, mas mesmo nunca, deixar de acreditar! E se assim for, a I. vencerá tudo e todos na sua busca pela felicidade!
(...)
E tu, meu amor lindo, se nas histórias que te conto há sempre uma lição de vida que eu gostava que seguisses um dia mais tarde, se há sempre um ensinamento que eu gostava que aprendesses, se há sempre conselhos que eu gostava que te lembrasses eternamente na tua futura caminhada pela vida, desta história tão real, tão próxima, espero que tires uma lição ainda mais importante... que nunca nada é impossível, que todos os sonhos estão ao nosso alcance, que não devemos nunca desistir de lutar, que devemos ir buscar forças para continuar nem que elas pareçam estar a esgotar, que não devemos nunca deixar que a tristeza, as mágoas ou mesmo as derrotas nos impeçam de tentar tornar o nosso mundo um lugar mais belo para se estar e que nunca nos impeçam de seguir a nossa batalha (por vezes tão dolorosa!) pelos nossos desejos, pelos nossos sonhos, pelos nossos objectivos...
(...)
É possível, meu anjo, é possível ser feliz... basta para isso, princesa... ACREDITAR!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Sabes?...

Andas na fase de questionar tudo e todos... principalmente para ter a certeza que as outras pessoas "sabem" as descobertas que fazes, se "sabem" que te portas bem, se "sabem" realmente o quão belo é o mundo que tens vindo a descobrir dia após dia! É tão giro ouvir-te constantemente a perguntar:
- Xabes, a J. pota-se muto bem, xabes?
(...)
- O papá fez asneia, sabes ó mamã? (o papá tinha deixado cair a lasanha no chão!)
- Caiu, ó mamã, xabes? Caiu no xão!
(...)
Depois de um desenho animado acabar: - Acabou, xabes? Acabou o panda! Vai dar outo, xabes?
(...)
A tomar banho: - Quero dar banho à tatauga bebé, xabes? Xabes, e à foca, e o pato!
Sim, meu amor, eu sei que por vezes te portas muito bem, e também sei que nem sempre és só tu a fazer asneiras, e sei também que nunca te cansas dos teus desenhos animados (é tão bom viver no mundo da fantasia, não é, meu anjo?) e sei igualmente que adoras tomar banhinho, principalmente se estiveres acompanhada de todos os teus amiginhos molhados!
Sei, meu amor, sei-te cada pedacinho de ti, sei-te cada palavra, cada riso, cada brincadeira, cada carinho, cada olhar, cada lágrima... Sei-te porque te adoro, porque és minha, a minha princesa, o meu tesouro!
E tu, será que sabes?
Sabes que a mamã te adora?
Sabes que a mamã seria capaz de lutar contra o Mundo só para te ver, assim, feliz...?
Sabes, meu anjo, que és a minha maior conquista, a minha maior vitória, a minha vida, a minha felicidade?
Sabes que a mamã só queria ter o poder de te poder dar tudo o que possas ambicionar? A lua, as estrelas, o universo?
Sabes que a mamã pararia o tempo só para te poder guardar assim, só para ela?
Sabes que és a minha razão de viver, a minha luta constante, o meu cansaço, a minha alegria?
Sabes que mesmo quando se zanga contigo a mamã nunca pensou amar tão perdidamente alguém como te ama a ti?
Sabes, meu amor, sabes?
(no fundo de mim, eu sei que tu sabes, basta olhar-te olhar para mim!)

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Alegria de viver...

Esta semana tens ido para a piscina com a escolinha... Tens andado toda contente! Também claro, para quem adora água como tu, realmente não pode haver melhor programa do que cinco dias seguidos na piscina! A alegria tem sido tanta que, à noite, adormecer-te tornou-se tarefa quase impossível!

Parece que a energia que há em ti não se esgota, saltas, pulas, ris, falas, brincas como se nunca te cansasses! É impressionante como a tua alegria de viver é contagiante, é impressionante como deixas transparecer uma felicidade tão intensa por tudo o que te rodeia. Mas é tão bom, meu amor, ver-te assim! Não vou dizer que não é cansativo estar quase duas horas a tentar adormecer-te, com o reportório de histórias sempre a aumentar. Agora é a Cindeela, o Pom Soyer, os tês Poquinhos e a Banca de Neve. Mas pelos vistos não há aventuras suficientemente cansativas para te ajudar a entrar no mundo dos sonhos! Só consegui adormecer-te há cinco minutos...
São festinhas no meu rosto, mãozinhas nas minhas orelhas, no meu cabelo e nada... só me queres ali, assim, só para ti, até que finalmente decidas nanar e recuperar forças para o dia seguinte.
Gostava, por vezes, de voltar a ser criança e conseguir viver de forma tão intensa e despreocupada...
Gostava de gozar ao máximo tudo o que de bom o mundo tem para nos dar...
Gostava de voltar a ver o Mundo pelo teu olhar tão puro e inocente...
Gostava de viver cada instante como se fosse o último...
Gostava de saborear cada momento como uma nova conquista, uma nova aprendizagem...
Gostava de voltar a pintar o Mundo com as cores alegres da tua felicidade...
Gostava, simplesmente, por um breve momento que fosse, de voltar a ter a tua idade...
A cada dia que passa, vejo-te uma menina cada vez mais crescida, alegre, ternurenta, feliz, teimosa... e gostava, meu amor, de poder transformar cada dia teu numa constante descoberta, num sonho sem fim, numa felicidade sem limites!
Mas sabes o que eu gosto mais neste momento? Ver-te de bracinhos esticados para mim, no meio de tanta brincadeira e gargalhada, a dizer A J. quer mimo. Sim, meu amor, dou-te e dar-te-ei sempre os miminhos que quiseres! Basta pedires...
Nana bem, meu amor, sonha com a lua e as estrelas, o mundo lá fora aguarda-te para um amanhã ainda mais repleto de novidades e mistérios por descobrir!

domingo, 15 de julho de 2007

História de amor...

Foi ao som desta música que começou a mais bela história de amor... a história de dois seres que, apesar das contrariedades, mostraram que o Amor é capaz de vencer qualquer barreira e tornar-se um sentimento único e puro!

Sim, meu amor, esta é a música que a mamã e o papá ouviam quando decidiram ficar juntos, quando decidiram dar uma oportunidade a esse destino que os uniu! A nossa história em muito se assemelha a essas histórias de encantar que tantos gostas que a mamã te conte antes de adormecer... uma história com altos e baixos, com peripécias por vezes dificeis de contornar, mas também com muita magia, muita ternura, muita cumplicidade e, acima de tudo, com um final muito feliz, que atingiu o seu ponto mais alto com o mais sublime dos presentes... a tua chegada, TU! És o fruto delicioso desta história de amor, és a sua continuação, a sua marca na história do tempo!

O papá e a mamã gostam muito um do outro, têm uma história muito bonita (que um dia a mamã te contará, prometo!) pintada com a melodia estonteante desta música. Espero que daqui a muitos anos a ouças e saboreies cada nota como um bocadinho daqueles que, por ti, são capazes de mover o Universo só para te ver feliz!

sábado, 14 de julho de 2007

Melhoras...

Estás melhor! O narizito deixou de pingar, a preocupação passou... afinal tudo não passou de um susto! O teu pediatra sempre me sossegou... pelo vistos apenas mais uma constipação! Estiveste três dias a antibiótico e continuas com uns anti-inflamatório mas nada de grave. Já estás bem, já respiras direitinho! Quando fores maior levar-te-ei a um otorrino para tirar todas as teimas, mas por enquanto sei que está tudo bem contigo e só isso interessa.
(...)
Estes últimos dias tens estado pouco tempo comigo, a mamã tem tido reuniões que parecem não ter fim e quem sai a perder és tu, sou eu, somos nós! Noto em ti a saudade de mim, nos abraços apertados, nas festinhas ternurentas, nos carinhos sem fim, nas palavras de amor...
- Quem é linda, J.? É a J.?
- Não, a mamã é linda.
- Não meu amor é a J.
- NÃO! É a mamã.
(...)
- Quem é muito muito fofa?
- A mamã é fôfa!
- E a J. também.
- Xim, a mamã e a J. é fôfa!
Vejo-me nas tuas palavras, nas saudades de mim que deixas transparecer, na ânsia de me mostrar o quanto gostas de mim... e é tão bom linda! É tão bom sentir-te ainda tão dependente do meu ser, do meu amor!
(Adoro ver-te brincar, adoro o teu riso, adoro as tuas gargalhadas que preenchem tão alegremente a nossa vida, até as tuas birras eu adoro, adoro a alegria com que vives a vida, com que saboreias cada momento, adoro a tua ternura... simplesmente... Adoro-te!)

Poesia...

Poema à Mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
ao fundo dos teus olhos!
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...
Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:

Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...


Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esquecerei de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...

Boa noite. Eu vou com as aves!

(Eugénio de Andrade)

A mamã adora este poema, meu amor... Já o dedicou uma vez à vóvó para lhe mostrar que apesar da distância e do tempo que teima em passar e, por vezes, nos separar continuo a precisar dela, dos seus mimos, do seu colo, dela... simplesmente! Ainda continuo a ser a sua menina pequenina, apesar de ter crescido e eu própria já ter uma menina pequenina. E sabes, apesar de ter crescido e de já ter saído da moldura, sinto-me feliz porque sei que foste a melhor prenda, a mais bela, que algum dia lhe poderia ter dado! Em ti, ela vê-me, revê-se! És ser do meu ser, és a continuação de uma infância que nunca será esquecida nem perdida, és a necessidade constante de mimos e beijinhos que tantas ainda lhe dou ou lhe quero dar! És pedacinho de mim, dela, de nós as duas!

Sei que um dia também sentirei que me "traíste" ao cresceres e deixares a ser a minha bebé, quando ganhares asas como os pássaros e começares a voar em sítios distantes de mim, em lugares onde só tu entrarás e onde nem sempre poderei estar para continuar a proteger-te! Sei que sentirei saudades (já sinto tantas vezes!) de te ter só para mim, de sentir o teu cheirinho a menina ainda tão bebé, sentirei saudades dos teus abraços bem apertados à volta do meu pescoço, do teu rosto bem encostadinho ao meu, das tuas mãozinhas a fazer-me festinhas, do teu olhar, dos teus gestos, do teu riso, das tuas brincadeiras... de ti, assim, tão pequenina, tão minha... só minha!

Mas sei também, e disso tenho a certeza, que te quero feliz... nesse mundo só teu que um dia decidirás descobrir! Desejo que ele te acolha com o mesmo amor, a mesma ternura, a mesma paixão com que vives neste momento! Espero que o continues a pintar ao sabor doce da tua inocência... que continues a encantar tudo e todos com esse jeitinho terno e sedutor que tão bem te define... que continues a sonhar e, acima de tudo, que saibas sempre amar! A amar como te vou ensinando a amar, de forma pura e completa!

Promete-me, princesa, que serás feliz... que farás do meu amor a chave para a tua felicidade.
Promete-me que lutarás sempre para alcançar todos os teus desejos, para realizar todos os teus sonhos, para contornar todos os obstáculos...
Promete-me, princesa, que nunca esquecerás as palavras que te digo, os mimos que te dou, a segurança que te proporciono e, mais que tudo, o amor que sinto por ti!
Promete-me que, mesmo longe de mim, nunca esquecerás que és e sempre serás a "menina adormecida no fundo dos meus olhos" e que sempre, mesmo sempre, estarei aqui para te amar... desmesuradamente!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Preocupação...

Sempre que estás doentinha sinto um aperto no coração... o medo de que te possa acontecer alguma coisa assusta-me, sufoca-me! O medo de que algo grave possa surgir sem que eu o possa evitar aterroriza-me. Queria estar no teu lugar... prefiro sofrer do que te ver doente. Gostaria que todo o mal que te possa surgir se desviasse para mim! Amo-te tanto... és a minha bebé, a minha pequenina, não suporto a ideia de te ver sofrer!
Hoje de manhã, a V. ligou-me da creche a dizer que estavas a deitar sangue do nariz. Andas constipadita há muito tempo, nunca com febre, mas nunca deitaste sangue pelo nariz. Desatei a chorar, as lágrimas corriam pelo meu rosto só de imaginar que estavas mal. A V. tentou sossegar-me dizendo que devia ser por teres o narizinho sempre a pingar mas não fiquei descansada. Sei que andas sempre com o "ranho" no nariz mas mesmo assim, para mim, não é normal!
Liguei imediatamente para o teu pediatra que me disse imediatamente que realmente não era normal e que queira te ver ainda hoje. Mais uma vez o medo aumentou.
Liguei novamente para a V. que quis que lá ficasses uma vez que só irás ao médico agora da parte da tarde.
Estou preocupada, tão desesperadamente preocupada... O que terás? Será que estás bem? Porque é que não sou eu a estar doente? Preferia mil dores a uma única lágrima tua!
Como se não bastasse não sou eu que te vou levar ao médico, vais com a vóvó e o vôvô porque a mamã tem reuniões de avaliação às quais não pode faltar, a não ser por atestado médico, como se o facto de uma criança estar doente não fosse justificação maior do que qualquer atestado médico. Sei que estás bem com o vôvô e a vóvó mas queria tanto ser eu a levar-te, a dar-te miminhos e beijinhos caso tu chores.
Vamos lá ver o que o teu pediatra diz... confio plenamente nele mas só queria que ele me sossegasse, me dissesse que não é nada, que está tudo bem, que foi só um susto!
Quando chegar vou encher-te de beijos, vou abraçar-te e mostrar-te que és tudo para mim, a minha princesa, a minha boneca, a minha vida...
(só queria que estas preocupações não existissem... queria ter o poder de passar para mim qualquer doença ou dor que possas ter... daria tudo para te preservar saudável e feliz... para sempre!)

sábado, 7 de julho de 2007

As 7 maravilhas da minha vida...

A minha vida é feita de maravilhas sublimes cuja beleza é quase impossível de descrever. Não há paisagem, monumento, cidade ou país mais bonito que:


- o teu rosto... fonte de inspiração para os meus poemas, beleza incomparável, perfeita, motivo de felicidade, a minha paisagem de sonho. Adoro olhar para o teu rosto, acariciá-lo, fazer-lhe festinhas e enchê-lo de beijinhos. É um rosto belo, perfeito,um rosto que me acompanha a cada segundo do dia e do qual sinto uma saudade constante, quase dolorosa quando o tempo, por vezes, teima em não passar e o decorrer vagaroso das horas insiste em querer atrasar o meu regresso a casa para o poder simplesmente observar e admirar!


- o teu olhar... tão doce e meigo, tão repleto de uma ternura e inocência comoventes. No teu olhar, vejo mil estrelas a cintilar, num céu onde a cor, a magia e a fantasia se cruzam e fazem esse teu olhar brilhar.
O teu olhar fascina-me, tranquiliza-me, apaixona-me, comove-me, preenche-me e faz-me sonhar. No teu olhar perco-me e mergulho num mar com ondas de paixão, num mar onde me descubro a mim mesma, aos poucos, no teu olhar!
Pelo teu olhar, meu amor, adoraria às vezes encarar o Mundo lá fora porque no teu olhar o mundo ainda não possuí maldade, mentira, inveja, tristeza e sofrimento. O teu olhar ainda pinta o Universo (como eu gostava que o continuasse a pintar para todo o sempre!) com as cores brilhantes e estonteantes do arco-íris, com os tons suaves da tua pureza, do teu encanto!


- o teu sorriso... encanta-me, alegra-me e faz-me sentir o mais feliz de todos os seres. O teu sorriso abarca mil sonhos e fantasias, brincadeiras de menina pura e inocente, o teu sorriso transporta-me para o mundo mágico e ternurento dos sonhos, o teu sorriso brilha na noite por entre as estrelas e abraça a Lua numa dança repleta de brilho e sensualidade, o teu sorriso encanta o Mundo, torna-o um lugar magnífico e acolhedor, o teu sorriso mostra a criança traquina e feliz que és, o teu sorriso é o espelho da tua alegria, da tua ternura, da tua teimosia, da tua pureza, da tua perfeição! O teu sorriso faz-me sorrir! Destrói qualquer tristeza, atenua qualquer cansaço, alegra qualquer dia mais cinzento, pinta o meu quotidiano com cores de sonho e ilusão.


- o teu toque... suave, meigo, no meu rosto, arrepia-me! Um toque inocente repleto de carinho e paixão, mas também revelador de uma tremenda necessidade de mim, da minha protecção, da minha segurança. O teu toque acalma, suaviza, transforma... Tudo em mim se resume ao teu toque... os teus beijinhos, os teus abraços, as tuas carícias... tudo o que já vivi trocaria por um único toque teu! Toque divino, toque angelical.


- o teu perfume... acompanha-me onde quer que esteja, doce aroma que me acaricia! Adoro sentir o teu aroma a criança ainda tão bebé, ainda tão deliciosamente minha. O teu aroma transporta-me para o mundo encantado das recordações... relembro-te pequenina, tão indefesa, tão misteriosa, tão minha! O teu aroma é a brisa que suavemente acaricia o meu rosto e me faz perder num turbilhão estonteante de sentidos e sensações. O teu aroma... o mais embriagante perfume feito de uma mistura delicada de mim, de ti!


- a tua presença... ilumina qualquer sítio onde estejas, enche tudo e todos de uma alegria sem fim. Na tua presença, vejo uma criança que de mim muito possuí e em mim muito se revê. A tua presença transmite-me calma, serenidade, alegria e felicidade! A tua presença relembra-me que por muito tortuoso que possa ser o caminho da vida já alcancei o maior dos meus objectivos, já ralizei o mais doce, terno, belo e perfeito sonho... tu, minha pequenina!


- tu e o teu papá... os meus dois amores, a razão pela qual luto todos os dias, a razão pela qual continuo a acreditar que vale a pena sonhar e acreditar em sentimentos plenos e puros como o Amor, a Amizade, a Alegria, a Felicidade! O teu papá e tu, parte integrante dos meus sonhos, da minha vida! O teu papá, um pouco dele em ti, e de ti nele. As minhas paixões, os meus desejos, o meu ser! Completam-me, embelezam a minha vida... A minha maior conquista!


(Sim, minha princesa, tu és a maior e mais bela maravilha do Mundo... és a minha paisagem de sonho, a minha perdição, és tudo o que sempre sonhei, é contigo que quero estar sempre, não importa onde nem quando! És a minha conquista, o meu paraíso na terra, és única, simplesmente maravilhosa... eras tu, mesmo antes de existires, a eleita para mim como a mais estonteante Maravilha do Universo!)

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Beijinhos...

Ainda há muito pouco tempo atrás, era difícil dares um beijinho... Preferias enroscar a tua carinha e seres tu a receberes os miminhos! És muito ternurenta mas dar beijos é algo que, pelos vistos, só agora gostas de fazer! E ainda bem, meu amor, porque é tão bom receber beijinhos vindos de ti, é tão bom sentir os teus bracinhos à volta do meu pescoço e montes de beijinhos na minha cara, daqueles beijinhos bem sonoros que me fazem esquecer tudo e todos, que me fazem acreditar que vale a pena esperar pelo fim do dia só para te poder sentir, te poder tocar, te poder mimar, te poder abraçar, te poder ver, te poder ter, só para mim, simplesmente... Nada mais interessa, o cansaço desaparece, os problemas evaporam-se e tudo se resume ao teu sorriso matreiro, ao teu olhar doce e meigo, às tuas palavras encantadoras e sedutoras, aos teus abraços fortes e apertados, às tuas festinhas carinhosas no meu rosto, aos teus beijinhos repletos de sentimento, a ti... só a ti!
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Depois do jantar, foste-me buscar (estavas a ver os bonecos com o papá) e quiseste-me sentar à tua beira no sofá. Fui surpreendida por um ataque súbito de beijinhos e abraços "Beixinhos... beixinhos!" ... tão bom, tão mágico! Saltavas no sofá e agarravas a minha cara para a encher de beijinhos... muitos! O teu sorriso era enternecedor e as tuas gargalhadas quando te dizia que ia guardar os beijinhos da J. para nunca os perder contagiavam-nos. Hoje querias-me assim, só para ti! E é tão delicioso e gratificante, meu amor, espero que por muito tempo me queiras assim, tão perdidamente, tão tua! Espero que mesmo daqui a muitos anos ainda continues a querer surpreender-me com estes ataques de ternura, que mesmo longe de mim, saibas que a mamã estará sempre aqui, para ti, sempre que precisares dos seus miminhos ou simplesmente de a sentir assim... tua, só tua!
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Ultimamente é complicado adormecer-te, depois nanas toda a noite, mas adormecer-te tornou-se tarefa cada vez mais complicada! Conto-te todas as histórias que me pedes (e agora incluis as personagens que fazem parte desse teu mundo de fantasia!) e se antes mal acabava tu fechavas os olhinhos, agora não, queres sentir-me ali, perto de ti. Sinto as tuas mãozinhas nas minhas orelhas, no meu rosto, mexes-te, falas, tudo menos adormecer... Por vezes parece que tens medo de adormecer porque receias que a mamã se vá embora daí quereres abraçar-me, falar comigo, sentir-me presente! Sei que passas o dia sem a mamã e talvez por isso me queiras assim ali, tão desesperadamente tua... Talvez sintas saudades minhas e queiras aproveitar-me cada bocadinho que te é dado, cada instante que resta de um dia cheio de brincadeiras e ausência da minha presença. Talvez seja isso, meu anjo, mas podes descansar, podes nanar para recuperar as energias para o mundo que te aguarda lá fora pois a mamã não se irá embora, nunca ficará longe de ti, nunca te deixará sozinha... voltará sempre para ti, por muito que as horas por vezes teimem em não querer passar mais depressa! Descansa, meu anjo, sonha! É tão bonito ver-te adormecida, calma, serena, feliz! Não tenhas medo, estarei sempre aqui, qual anjinho da guarda, a olhar por ti!
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Dorme meu bebé... a mamã ama-te mais a cada dia que passa, de um amor feito de uma força e de uma beleza inacreditáveis, de um amor que nada nem ninguém conseguirá alguma vez destruir, um amor mais forte que tudo, mais forte que o Mundo, mais forte que eu!
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Dorme, minha bebé linda, mas antes a mamã quer contar-te um segredo só nosso... sabes, a mamã trocaria todos os mimos que recebeu até hoje, todas as carícias, todas as vitórias, todas as conquistas por um único beijinho teu!

terça-feira, 3 de julho de 2007

Conversas...

Como as tuas conversas estão cada vez mais engraçadas, meu amor... E como elas me mostram que a cada dia que passa és uma menina cada vez mais crescida! E é tão bom e gratificante ver-te crescer, meu anjo!
Após a mamã ter partido um copo, viras-te para mim "Oh, o copo patiu. A mamã fez asneia" Sorrio e digo: "Sim, meu amor, a mamã fez asneira. A mamã também faz asneiras!" Para me confortar, respondes carinhosamente "Não choa mamã, a J. tamém faz asneia".
Quando voltava para casa, telefonei à vóvó e quiseste falar comigo ao telefone. Pensei que não ias dizer nada mas então ouvi-te "A mamã vem pa casa? Anda! Aé já"
(...)
Ontem, depois de teres feito xixi na sanita (festa!) antes de ir para a cama, fiquei impressionada com a tua inesperada capacidade de construir frases cada vez mais complexas e gramaticalmente correctas. "Parabéns! A J. fez xixi! É muito linda", digo eu, ao que tu respondes "Sim, mas a tatauga bebé fez xixi comigo". E como te disse que te daria uma prenda se continuasses assim disseste-me "A mamã dá uma penda e a vóvó dá outa penda. A J. tem duas pendas" (que raciocínio!)
(...)
Surpreendes-me a cada dia que passa, ver-te crescer torna-me tão feliz, meu amor... se num dia não dizes uma coisa, no outro já falas como gente (quase) adulta, e é tão bom, as tuas palavras são tão melodiosas para mim! Queria poder gravá-las todas, meu amor, para que um dia mais tarde pudesses recordá-las comigo, pudesses ouvir, meu anjinho, as tuas primeiras conversas!