domingo, 27 de setembro de 2009

Para sempre...



Sim, meu amor, acompanhar-te-ei sempre que de mim precisares, amparar-te-ei as quedas sempre que assim o desejares, estarei sempre presente desde o momento em que por mim chamares!
Ultimamente, tenho-te sentido fugir de mim, tenho assistido a um crescimento que me está a roubar a minha bebé doce e terna e que, talvez por uma mera fase (assim o desejo!) mais complicada nesse percurso que é ver-te crescer, me está a entregar uma menina de personalidade forte e determinada, teimosa e, nos últimos tempos, bastante difícil de compreender e lidar!
As birras misturam-se com os pedidos de mimo, as provocações não parecem querer parar com as lágrimas que depois derramas e que me partem o coração!
A ânsia de conquistar o mundo sozinha desaparece no preciso momento em que ainda do meu abraço precisas para adormecer mas, simplesmente, ultimamente, não te consigo reconhecer!
No entanto, princesa, independentemente da paciência que se esgota, das lágrimas que derramamos (as minhas muitas das vezes em silêncio!), das zangas que terminamos com um abraço do tamanho do mundo, as lágrimas que eu própria acabo por afastar do teu rosto angelical nunca farão com que deixes de ser a menina com que sempre sonhei...
Uma mistura explosiva de ternura e rebeldia, um vulcão em constante erupção...
Se num minuto sou o teu único refúgio, no outro foges-me com a loucura do tempo que insiste em te transformar... nem sempre no que desejei ou idealizei, é verdade, mas sempre na menina que ainda sinto no meu ventre quando me deixo levar pelas recordações!

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E agora, neste raro momento a sós, páro e penso... penso que, independentemente do rumo que tomares, dos caminhos que tu escolheres, das quedas que deres e dos erros que comenteres, das lágrimas que me possas vir a fazer-me chorar por nem sempre agires como considero correcto, amar-te-ei eterna e incondicionalmente!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Do tempo que me foge...

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Gostava de não precisar de passar um dia inteiro em que os únicos (e poucos!) momentos contigo fossem acordar-te, abraçar-te, dar-te o pequeno almoço e chegar a casa, no final do dia, já de noite, para te ver ainda acordada à espera do meu abraço para adormeceres!
Sei que um dia compreenderás as minhas ausências necessárias para o teu bem-estar mas será que um dia tu me perdoarás o tempo que não passei contigo, os momentos que nos foram roubados, os miminhos arrancados em prol de uma necessária forma de te garantir um futuro mais risonho?
E o teu coraçãozinho, o que pensará ele quando na manhã seguinte a esse mesmo dia não poderei nem sequer usufruir desses pequenos momentos porque sairei de casa ainda tu estarás a dormir? Será que ele também compreenderá e aceitará?
São tantas as vezes em que penso o quão doloroso e injusto é ter um filho para depois não lhe poder dedicar o tempo que o nosso Amor por ele nos pede...
Mas nunca te esqueças, meu amor, amo-te tanto, daqui até às estrelas e ao fim do Mundo, que percorrerei, se necessário, para te ver feliz!
Agora uma coisa é certa, nunca imaginei que estas ausências, estes momentos roubados pelo ritmo alucinante do tempo que insiste em passar a correr doessem ...
Mas dói! Como dói...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Cansaço...

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Não
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Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
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Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
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Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
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Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
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(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
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Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
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Sim, é cansaço que sinto... um cansaço absurdo que me invade e me faz desejar desejar fugir para onde pudesse despir a minha alma de todos os fantasmas que a atormentam, onde pudesse gritar as injustiças às quais tenho de assistir, onde pudesse simplesmente ser eu própria e recuperar o brilho no olhar!
Sim , é cansaço que sinto... um enorme cansaço que, física e emocionalmente, me fragiliza e transforma-me numa pessoa que não quero nem sequer imaginar ser... alguém triste, com as lágrimas sempre prestes a rolar, incapaz de acreditar que o Mundo e as pessoas ainda valem a pena!
Sim, é um cansaço infinito... que me fere, que dói, porque simplesmente me impede de parar e ter a energia suficiente para te acompanhar, para brincar, para olhar simplesmente para ti e ver o quão bonita estás a ficar!
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Regresso à infância...

Enquanto jantávamos cantavas... músicas infantis, música de uma infância que te vejo viver aparentemente feliz! Músicas da "escola nova", músicas mágicas, onde tudo é magia e onde o sonho tudo vence...
Deliciada ouço-te, admirando o teu poder de memorização, até que de repente, uma das tuas escolhidas me desperta do meu cansaço e me leva directamente até à minha própria infância! Como adorava esta música, como admirava o mar e a sua paixão avassaladora pela areia! :) Que amor, pensava eu, poderia provocar assim o desmaio do apaixonado, só por poder tocar no ser amado?
Hoje, à distância de muitos anos, com a minha infância agora retratada no teu rosto e no brilho do teu olhar, releio a letra e reparo que já não a interpreto como nos meus tempos de menina, que a Vida me fez deixar de acreditar em muitas das fantasias que povoavam a minha cabecinha... Agora, sinto-me o mar, sim, um mar revolto, que enrola sobre si próprio, escondendo os seus medos, só para que ninguém saiba o que ele diz!
Reencontro-me agora nesse mar misterioso, belo e invencível, nem que não seja na forma como diariamente vou sufocando bem fundinho do meu coração tudo o que entristece ou magoa! Gostava de me desfazer na areia, desmaiar e deixar sair o turbilhão de sentimentos que me fazem constantemente companhia... transformando rapidamente um sorriso em lágrimas que tristemente rolam, sem que ninguém as veja! Muito menos tu... que quero continuar-te a ouvir cantar!
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"O mar enrola na areia"
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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Até o mar é casado, ai
Até o mar tem mulher
É casado com a areia, ai
Pode vê-la quando quer.
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Até o mar é casado, ai
Até o mar tem filhinhos
É casado com a areia, ai
E os filhos são os peixinhos.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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Ó mar tu és um leão, ai
A todos tu queres comer
Não sei como os homens podem, ai
As tuas ondas vencer.
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Ó mar que te não derretes, ai
Navio que te não partes
Ó mar que não cumpristes, ai
O que comigo tratastes.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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Ouvi cantar a sereia, ai
No meio daquele mar
Tantos navios se perdem, ai
Ao som daquele cantar.
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Até o peixe do mar, ai
Depenica na baleia
Nunca vi homem solteiro, ai
Procurar a mulher feia.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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O mar enrola na areia
Ninguém sabe o que ele diz
Bate na areia e desmaia
Porque se sente feliz.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

She's Like the Wind

Um regresso ao passado... aos primeiros sonhos de adolescente, às primeiras emoções, às primeiras lágrimas derramadas pelo tão desejado Amor...
Um regresso ao passado e a certeza de que o tempo passa por nós sem que muitas vezes nos apercebamos!
Como o vento... não o vemos, mas sentimo-lo no nosso rosto!

Momentos para recordar... para sempre!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Desabafo...

(foto retirada)..
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O Menino Grande
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Também eu, também eu
.joguei às escondidas, fiz baloiços,
tive bolas, berlindes, papagaios,
automóveis de corda, cavalinhos...
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Depois cresci,tornei-me do tamanho que hoje tenho;
os brinquedos perdi-os, os meus bibes
deixaram de servir-me.
Mas nem tudo se foi:ficou-me,
dos tempos de menino
esta alegria ingénua
perante as coisas novas
e esta vontade de brincar.
Vida!
não me venhas roubar o meu tesoiro:
não te importes que eu ria,
que eu salte como dantes.
E se eu riscar os muros
ou quebrar algum vidro
ralha, ralha comigo, mas de manso...
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(Eu tinha um bibe azul...
Tinha berlindes,
tinha bolas, cavalos, papagaios...
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A minha Mãe ralhava assim como quem beija...
E quantas vezes eu, só pra ouvi-la
ralhar, parti os vidros da janela
e desenhei bonecos na parede...)
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Vida!, ralha também,
ralha, se eu te fizer maldades, mas de manso,
como se fosse ainda a minha Mãe...
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Sebastião da Gama
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Como eu queria por vezes adormecer no teu colo, mamã, e voltar a ser a menina que agora vejo aninhada nos meus braços!
Como queria enroscar-me no teu regaço e sentir a doçura da tua pele limpar-me as lágrimas que tantas vezes rolam ainda pela minha face!
Que saudades do aroma que me levava até ao descanso dos sonhos e que agora reconheço na carícia suave dos cabelos que suavemente afasto do seu rosto...
Como eu queria, meu Deus, por momentos que fossem, ter a liberdade de um papagaio de papel!
Sei que sou uma Menina Grande... mas queria tanto ser pequenina, só para não ter que encarar e lutar contra as maldades da Vida!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Feliz Aniversário...

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Encontrei este poema, não o conhecia, mas é de uma simplicidade e verdade que me tocaram... como descrever de forma tão simples e comovente o amor de um filho para com o seu pai?
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Amigo Velho
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É meu parceiro, companheiro meu amigo.
Aquele velho que ali está sentado
Contando caso e histórias da sua vida
Suas derrotas e vitórias do passado
Quase sem forças para caminhar sozinho
Estendo-lhe a mão, pois estarei sempre a seu lado.
Até o dia que esta vida nos separe
Amigo Velho, meu querido Pai Amado.
Por muitas vezes eu não tive paciência
Causando-lhe certamente grande dor
Não escutar e não seguir os seus conselhos
Que com certeza foram dados por amor
Peço perdão, mas a vida me ensinou.
Que conselho de Pai é por amor
A Tua dor, hoje eu estou sentindo.
Porque meus filhos, também não dão valor.
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(autor desconhecido)
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Somos tão parecidos que por vezes, inconscientemente, magoamo-nos pelo excesso de teimosia e pela falta de jeito em verbalizar os sentimentos... Ambos fazemos das palavras uma ponte para os nossos verdadeiros sentimentos, uma ponte para a eternidade! E como gostava de escrever como tu, papá...
Sei que o nosso Amor nem sempre é fácil! As tuas palavras nem sempre ditas no tom mais desejado, as tuas críticas, positivas ou negativas, ainda me fazem chorar tantas vezes. Mas as lágrimas que pelo meu rosto rolam são a minha forma de te mostrar que és o meu herói, o amigo que quero para sempre a meu lado.
Não te preocupes, papá, eu sei que apesar de seres um desastrado com as palavras, sou a tua princesa (que tu tanto gabas quando não estou à tua beira!) e o amor que sentes pelos teus filhos e netos comove-me, pois fazes da vida deles a tua, se necessário, só para os veres felizes!
Amo-te de um Amor maior que o Mundo...
E se te confessar que são os teus valores, os teus princípios, a tua integridade e sentido de justiça que também quero para a J., está tudo dito, não está?
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Parabéns, meu amor!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A minha flor...

. Negrito
(foto retirada)
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É este o olhar da minha flor...
É este o olhar que me faz sonhar...
É este o olhar que de um sorriso é feito
e onde simplesmente nos apetece mergulhar!
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É este o olhar que o meu incessantemente procura,
É este o olhar em que arco-íris se desenham a todo o instante
É este o olhar que torna o meu Mundo mais brilhante,
pois é ele o único onde o meu pode repousar!
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Um olhar onde montanhas de sonhos,
esperanças e desejos estão constantemente a brilhar,
e que eu simplesmente gostaria de conseguir realizar!
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Um olhar, doce e terno, irrequieto e traquinas,
um olhar de mistérios escondidos, mundos por conquistar...
É este... o olhar da minha flor, que mais cor ao Mundo veio dar!
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Regresso à escola... (e à minha infância)

(foto retirada)
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Ontem, adormeceste por volta da meia noite e meia...
Sabias que no dia seguinte, uma nova etapa começaria! A escola nova, a imagem que tantas lágrimas causou durante as férias, a realidade que durante uns tempos mudou radicalmente a tua forma de agir, de estar. Estavas nervosa, sentia-o no remexer constante para não adormecer, talvez para que o dia novo não chegasse tão rapidamente.
Ao pequeno-almoço, estavas um pouco mais convencida "não gosto agora, mas depois vou gostar"... Claro que a lancheira da Dora foi uma grande ajuda para te ajudar a enfrentar mais este desafio... :)
No carro, silenciosa, de repente dizes-me que tens as mãozinhas frias (nervos!)! :(
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Mas, meu amor, portaste-te tão bem... olhaste em volta, como a inspeccionar o lugar que te acolherá, aceitaste dar um beijinho à tua nova educadora, voltaste para trás uns quatro vezes para me abraçar e, finalmente, enquanto conversava um minuto com a C., vieste dar-lhe a mão para a levar para dentro da sala! Um pequeno gesto, simples, quase despercebido, mas que me deixou automaticamente mais descansada... a meiguice e a ternura que os olhos dela parecem transparecer sossegaram-te... e eu espero que venham a conquistar-te!
Saí... deixei-me estar dentro do carro, deixei soltar as lágrimas que tanto sufoquei perto de ti! Cada passo teu emociona-me, cada tristeza tua dilacera o meu coração... Sozinha a absorver a belíssima paisagem que o teu colégio possui ao seu redor, acabei também por ser reconfortada pela tua nova auxiliar, que de lágrimas ficou de me ver a chorar, não tivesse sido já ela, há uns 32 anos atrás, a minha auxiliar também!
Sim, meu amor, levar-te à nova escolinha foi como recuar brutalmente no tempo, ver-me repentinamente pequenina, como tu, à espera de sonhos e arco-íris!
Acompanhar-te e olhar para a beleza do teu rosto fez-me sentir vitoriosa... 32 anos depois deixo a minha maior conquista, o meu mais precioso tesouro naquela que também foi a minha "casa"...
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Quando te fui buscar, de tarde, ainda demoraste a vir, entretida que estavas a brincar... mais feliz e aliviada fiquei! Segundo a educadora, portaste-te lindamente... Tenho tanto orgulho em ti, meu amor!

E algo é certo, as expectativas que criaste não te devem ter desiludido... tive a minha menina doce, meiga, traquina mas terna de volta! E ainda mais linda, com um novo penteado à princesa crescida, que ontem fomos à cabeleireira e tu, vaidosa, deixaste que ela te pusesse ainda mais bonita, como se isso fosse possível!
A minha menina de volta, que saudades tinha!
Tanta teimosia, vontade de provocar, tanta birra e lágrima foram, pelos vistos, nos últimos tempos, a forma que encontraste para demonstrar a tua tristeza em deixar a antiga escolinha. Que amanhã vamos visitar, já que me disseste que querias, depois de sair da escola, ir ver a V. Claro que sim, meu amor! Que este novo passo que deste hoje te mostre que é possível o nosso coração guardar vários afectos e formas de carinho, basta abrí-lo e deixá-los entrar, para fazer companhia aos que já lá moram e que nunca, nem mesmo apesar da distância, se apagarão! Tornar-te-ão, sim, ainda mais rica, fofinha, mais repleta de recordações que um dia relembrarás com saudade!

Em casa, quiseste jogar à bola comigo, abraçaste-me vezes sem conta, ouvi milhares de "gosto muito de ti, mamã!", quiseste tirar fotografias, algumas a mim, jantaste mais calma, cantaste feliz e sorridente o Singstar da Disney... e sabes que música te dedicaria, daquelas que escolheste para cantar (ou pelos menos tentar!)? "Um mundo ideal"...

Um mundo ideal, sim, é o que eu gostaria de construir para ti! Mas como infelizmente sei que não posso, espero somente que esse mundo nunca te apague o brilho no olhar e a ternura do sorriso!
E desejo mais que tudo, meste momento, que este castelo novo que agora te recebe para te ver crescer nos próximos cinco anos, te encha de novos afectos, novas recordações, novas amizades e novos sonhos!
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E, ao contrário do que eu estava à espera, abraçada fortemente a mim, com os braços bem à volta do meu pescoço, a encher-me o rosto de beijinhos e a pedir-me para te fazer "festinhas de amor", adormeceste pouco depois das nove e meia! Um sono leve... um sono feliz!
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Onde estás tu?

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Onde estás tu, que desesperadamente te procuro,
por entre as memórias de afectos sem fim,
dos tempos em que de mim dependias,
nos momentos intermináveis em que o teu rosto me deitava a contemplar?
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Onde estás, que dolorosamente tento encontrar,
nos vestígios do bebé ainda há tão pouco tempo preso em mim,
nas carícias que docemente trocávamos,
como se delas o Mundo necessitasse para se tornar mais belo?
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Onde estás tu, meu amor pequenino,
que loucamente procuro por ti
e simplesmente não te encontro?
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Em que momento trocaste as gargalhadas contagiantes,
os risos e os abraços apertados,
a troca de olhares que tudo diziam e a que nada escapava,
para me fugir com este tempo injusto que insiste em passar?
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Em que momento decidiste misturar a tua doçura e meiguice
com palavras que não te conhecia, provocações desnecessárias,
birras irritantes e lágrimas a cada instante,
como se agora o meu abraço já não chegasse para te devolver a calma e o sorriso?
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Em que momento deixaste que a tua teimosia e constantes asneiras
me fizessem chorar e desesperar, até ao limite a minha paciência levar,
simplesmente por não saber onde possa estar a errar?
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Diz-me, meu amor, em que posso ajudar para tornar esta fase menos dolorosa e difícil de ultrapassar?
Diz-me, princesa, em que castelo te posso ir resgatar para nos meus bralos te poder novamente aninhar?
Diz-me, fofinha, que tem a mamã de fazer para te guardar ainda mais um bocadinho bebé, menina de sonhos mágicos e olhar de mar?
Diz-me somente onde estás, se tão longe te sinto de mim, por entre actos e palavras que não te conhecia?
Diz-me que medos teus tenho de combater, que receios tenho de destruir para te ter novamente para mim...
Sei que estás perto, sim, sei, porque por entre as birras, as lágrimas, as asneiras, as provocações, o meu miminho vens pedinchar e o meu abraço procurar.
Sinto-o porque é no meu regaço que continuas a encostar-te, é o meu abraço que continuas a querer... para simplesmente poder aodrmecer!
Porquê?