segunda-feira, 31 de março de 2008

Um bocadinho de mim...

Sou teimosa mas muito insegura... quando acredito em algo luto, mas nem sempre acredito em mim!
Sou meiga mas muito introvertida... mais facilmente expresso os meus sentimentos no papel do que os digo verbalmente!
Sou compreensiva mas impaciente... e quantas lágrimas essa impaciência faz rolar!
Sou sincera mas um puco intolerante... se erro por vezes é-me difícil mostar que o reconheci!
Sou sonhadora mas demasiado carente e assustada... sofro muito por antecipação, tenho medos, muitos medos, medos demais! Sufoco-os, tento abafá-los a todo o custo mas eles insistem em sobreviver!
Sou fiel a tudo e todos mas muito ciumenta... a minha insegurança e os meus medos explicarão por si só estes ciúmes que tanto me magoam!
Sou amiga do meu amigo, mas um pouco ingénua... acredito em demasia na bondade e sinceridade das pessoas, tento cada vez mais não o fazer e, talvez por isso, dificilmente me abro, sou melhor ouvinte!
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Assim sou, uma mistura um pouco confusa de qualidades e defeitos, um ser humano à procura da da harmonia, da paz interior... posso não conseguir mas uma coisa sei... dou e darei sempre o melhor de mim!
Assim é a tua mamã, pequenina, imperfeita mas completamente apaixonada por ti... e este sentimento, nunca o escondo, nunca o omito... tu sabes disso, digo-te a todo o instante, mesmo no meio da minha impaciência!
Só espero que te orgulhes um dia de mim... e revejo já tantos desses bocadinhos de mim... em ti!!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Se eu fosse...

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Se eu fosse uma paisagem seria certamente aquela que se desenha diante dos meus olhos sempre que olho para o teu rosto... nele um turbilhão de sonhos são pintados com as pinceladas ternas da tua imaginação...
Se eu fosse um mês seria Novembro, claro... pelo nascimento de uma Vida, pelo milagre que simboliza, pelo calor e ternura que lhe estão associados, porque simplesmente nesse mês aprendi verdadeiramente a Amar...
Se eu fosse um dia da semana gostaria de ser um daqueles em que o tempo me permite sentir-me feliz e realizada! Um dia em que para além da satisfação profissional, pudesse sempre sentir igualmente que sou mulher, mãe, esposa...
Se eu fosse uma direcção seguiria a linha do horizonte... lá onde os sonhos se cruzam, onde a esperança renasce, onde a Vida ganha mais cor e sentido, onde tudo é possível...
Se eu fosse uma qualidade talvez a persistência me pudesse por vezes ajudar a lutar ainda com mais garra! Seio que valho, nem sempre acredito em mim... talvez assim, com esta aliada, concretizaria ainda mais sonhos!
Se eu fosse uma flor a rosa escolheria... para mim, se há flor que melhor caracteriza a nossa existência esta é certamente a rosa... uma flor delicada, bela, com perfume suave e inebriante mas com os seus picos que magoam, que talvez a tornem por isso mais bela!
Se eu fosse um instrumento musical o piano seria indiscutivelmente o escolhido! Adoraria saber manuseá-lo, embelezar o Mundo com as suas notas doces e arrepiantes.
Se eu fosse uma cor teria primeiro que alcançar o arco-íris para depois retirar de lá uma... a mais luminosa, a mais brilhante, a mais pura!
Se eu fosse um som o silêncio seria o que melhor me caracterizaria! Sim porque o silêncio também fala, muitas vezes mais do que aquilo que podemos imaginar... quantas vezes não é ele que nos diz tudo o que nem sempre queremos ouvir?
Se eu fosse uma canção todas as que tu cantas, princesa! Canções alegres, acompanhadas pelo som alegre das tuas gargalhadas, pela doçura da tua voz e quantas vezes alteradas pela tua fértil imaginação... canções de criança, de menina, de animais falantes, de príncipes e princesas, de um mundo cor-de-rosa do qual não gostaria nunca de te ver sair!
Se eu fosse um perfume adoraria ser o aroma do teu cabelo, da tua pele macia, de ti!
Se eu fosse um sentimento seria aquele me prende a ti, que me une à criança que outrora fui e que agora vejo crescer perante o meu olhar! Seria esse sim, nenhum outro tem a sua força, a sua beleza e, acima de tudo, a certeza de que é indestrutível...
Se eu fosse um livro seria uma mistura de tantos que já li, que me apaixonara, que me ensinaram a crescer, a viver, a amar, a partilhar, a sonhar, a acreditar!
Se eu fosse um verbo... ACREDITAR! Sim, apesar de nem sempre ser fácil a caminhada pela vida, apesar desta ser uma mistura alucinante e por vezes assustadora de altos e baixos, acreditar que tudo é possível, que nunca devemos desistir dos nossos sonhos é a arma mais poderosa que podemos usar para enfrentar as batalhas que esta nos trava...
Se eu fosse uma parte do corpo seria sem sombra de dúvidas os olhos, o teu olhar principalmente! Nos olhos se escondem tristezas, se camuflam desilusões, se mascaram alegrias, se escondem palavras, se descobrem os verdadeiros sentimentos!
Se eu fosse uma expressão seria um sorriso, um sorriso aberto e carinhoso, sem mágoas nem tristezas, um sorriso para a vida e o mundo, um sorriso apaixonante!
Se eu fosse uma estação adoraria poder assistir ao (re)nascimento que a Primavera nos proporciona, à sua temperatura amena, às suas tonalidades!
Se eu fosse uma frase só poderia ser uma que dissesse que "se não fosse Mãe, não seria certamente tão feliz!"
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terça-feira, 25 de março de 2008

Da Páscoa...

Dias de muitos mimos, de muita brincadeira, de muito passeio e, para grande alegria tua, de muitos chocolates a mais!
Gostei desta época festiva... afinal o meu grande receio parece não ter passado mesmo disso! Um receio... os laços continuam fortes, o carinho permanece, só a distância é que não permite mais vezes estes momentos de ternura, de partilha, de histórias, de convívio! E sim... é reconfortante sentir que continuamos a nos sentir unidos e ligados, apesar da ausência dolorosa dos pilares deste "castelo de afectos"...
Acredito que do céu da saudade, muitos sorrisos terão brilhado e tornado ainda mais especial esta época!
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Tu, minha pisquinha, não vais para a escolinha esta semana! Ainda de férias, já que as aulas só reiniciam para a semana, como poderia eu resistir a um "Mamã, não quéo ir para a escola, quéo ficar nos miminhos..."?
Tens razão, meu doce... eu também quero!
Há que aproveitar estes dias em que posso te ter só para mim... bastarão os dias futuros em que vou desejar ver-te a todo o momento e não poderei! Assim, por cá, muitos jogos, muitas brincadeiras, muitas bonecas, muitas canções, muitas histórias, muitas fadas e princesas, muitos sonhos e aventuras, muitos mimos, muita teimosia, muitas birras, mas, também... muita muita alegria!
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Realmente não há melhor do encher esta casa e o meu coração com ainda mais de ti, dos teus risos, das tuas brincadeiras, da tua doçura...
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quarta-feira, 19 de março de 2008

Laços de ternura...

Há laços que não se quebram, que permanecem inalteráveis mesmo no meio da agitação tantas vezes egoísta do quotidiano.
Há laços que não se desfazem, mesmo quando a vida nos põe à prova e nos obriga a abdicar de momentos de carinho em prol da felicidade... da tua felicidade, meu amor!
São estes os laços que te prendem ao teu papá, que vos unem numa ternura sem igual, num carinho repleto de pureza, num amor incondicional...
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A saudade, vossa constante companheira, é visível nos abraços espontâneos, no brilho no olhar, na euforia e felicidade estampada no teu rosto quando o papá, nas suas fugidas a casa à noite, te vem ver para única e simplesmente te dar um beijinho... e como ele gostava, meu amor pequenino, de te poder contemplar, abraçar, mimar mais do que nas vossas idas matinais para a escolinha ou no fim-de-semana...
Sei que lhe custa este tempo sem ti, quando chega já tu estás a nanar... mas um dia, princesinha, vais perceber que é por ele, mas principalmente por ti, que o papá tem de chegar tarde e nem sempre o tens para abraçar! Para o ano, princesinha, se tudo correr bem, voltas a ter o papá só para ti, mais completo, mais realizado ainda... por nós!
Custa-te, dói... mesmo tu percebendo que ele "tá a tabalhar", como tu dizes, sei-te a saudade das brincadeiras ao anoitecer, dos mimos, dos abraços, dos beijinhos...
Custa-lhe, dói-lhe... como eu o sei... vejo-o na ternura e amor que lhe encobrem o olhar, como hoje, quando lhe pulaste para o colo, numa correria eufórica, quando o viste entrar no quarto... sinto-o na emoção com que abriu o teu presente e viu o desenho e a descrição que fizeste dele... sim, para ti, o papá "é gande, magrinho e brinca comigo com os legos"!
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Amor, o papá ama-te de uma forma pura e imensurável, o amor que sente por ti ultrapassa todos os limites e barreiras, por ti todos os sacrifícios eles faria, por ti tudo trocaria pela tua felicidade, por ti tudo deixaria por um único sorriso teu!
És uma sortuda, linda, possuis o tesouro que por vezes tantos procuram mas nem sempre conseguem atingir... um amor puro e transparente, um protector dedicado e ternurento, um papá que te adora... o melhor pai do Mundo, o melhor que te poderia algum dia dar!
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E eu enterneço-me quando vos vejo a cumplicidade, o carinho, estes laços de ternura que me fazem sentir a mulher e mamã mais felizes do Mundo!
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segunda-feira, 17 de março de 2008

Quantas vezes...

uantas vezes não repouso o meu olhar no teu rosto e constato, tristemente, que o tempolentamente vai roubando de mim o bebé que já foste, a menina que és e que nem sempre tempo tenho para devidamente poder apreciar!
Quantas vezes não olho para ti e me invade um medo absurdo de não estar a ser a Mãe que sonhaste para ti... quantas vezes o medo de falhar me angustia e aperta o coração!
Quantas vezes as lágrimas espreitam quando verifico que sou incapaz de te proteger do Mundo, das pessoas, das maldades e das injustiças... quando constato que por muito que queira é-me inpossível evitar-te as lágrimas e as tristezas...
Quantas vezes me culpo, na minha natural e incontrolável impaciência, por querer que faças tudo correctamente, que ajas dentro das regras que eu considero importantes para o teu desenvolvimento enquanto pessoa...
Quantas vezes, quando ralho contigo, quando te falo num tom mais alto, sinto que me esqueço também muitas vezes que não passas de uma menina, de uma criança traquinas e irrequieta... e que deveria ser mais paciente!
Quantas vezes, quando os dias são mais desgastantes, sinto que não te estou a dar o melhor de mim?
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Revejo-me tanto em ti, pequenina... és tão parte de mim... tão parecida comigo em tantos aspectos...
Na tua teimosia, por vezes excessiva, que culmina, no entanto, numa meiguice enorme!
Na força da tua personalidade, na tua carência e constante necessidade da nossa presença!
Na facilidade em melhor conseguires expressar os teus sentimentos por abraços e beijos, carinhos e gestos ternos, do que propriamente por palavras...
Na tua imaginação fértil e nessa incontrolável vontade de sonhar!
Na tua paixão pelas letras, pelas palavras, pelas histórias de encantar!
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Qunatas vezes me perco a olhar para ti e me apercebo que rapidamente estás a crescer...
Quantas vezes ainda penso, a observar-te, como é possível eu ser realmente Mãe, como é tão prestigiante a assustador ao mesmo tempo, ter a responsabilidade educar e preparar para o Mundo (e se tu soubesses, meu amor, o quanto me assusta este tempo que ainda não chegou!) esta menina linda, de olhar terno e de uma doçura sem fim, teimosa e meiga, impulsiva e sonhadora, possessiva mas com uma enorme capacidade de dar, que a cada minuto vejo crescer, a ganhar asas para mais facilmente poder voar, sem mim!
Quantas vezes me pergunto se mereço esta imensa sorte, este valioso presente que a Vida me ofereceu... se estarei a cumprir devidamente o meu papel!
São tantas por vezes as dúvidas... sei que não sou perfeita... cometo erros, falho na minha tentativa desesperante de te querer salvaguardar, nem sempre sou paciente, nem sempre tenho a calma necessária, nem sempre consigo compreender que cresces mas que és ainda uma criança!
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Mas será, meu amor, que tu sabes que tudo o que eu faço, tudo o que eu digo, tudo o que penso, por muito errado que possa estar, é com o desejo infinito de te ver feliz?
Será que também tu me compreendes e perdoas as falhas, a impaciência? Será que entendes que contigo estou a aprender também a ser Mãe?
Que é um caminho repleto de dificuldades, mas cujo destino, a tua felicidade, é aquele com que sempre sonhei?
Que as tuas alegrias, as tuas descobertas, os teus sorrisos e gargalhadas são tudo aquilo por que sempre anseei?
Serei boa mãe? Quantas vezes me invade esta incerteza! Mas, bonequinha, uma certeza podes ter... sou certamente o melhor que consigo ser, o melhor que sei... e muito melhor ainda por te ter!

quarta-feira, 12 de março de 2008

Boa noite...

Depois de fazeres um jogo de cubos, completares dois puzzles, brincares com os números dos animais da quinta, ouvires duas histórias, construires um castelo com os legos, que eu ainda tentei que não fizesses mas que depois de um meloso "Ó mamãaa, eu ainda não piz o castelo", não consegui deixar de o construir contigo, armares uma valente birra porque querias, no meio de "milhares" de cuequinhas, as da Dora e Boots (que por acaso estão todas para lavar!), chorares desalmadamente porque não cedi ao pedido, te agarrares ao meu pescoço para uma sessão de mimos como um pedido de desculpas pelo berreiro que armaste, te deitares enroscadinha no meu braço e ouvires mais um conto de encantar... adormeceste que nem um anjinho...
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Descansa, meu amor, que a mamã vai descansar também... há quanto tempo não saía do teu quarto às dez da noite... há quanto tempo não tinha assim um bocadinho só para mim... eu adoro estar contigo, brincar, mimar-te, observar-te, deliciar-me com a tua alegria mas sabem tão bem estes pequenos só meus! Um dia vais perceber tu também, que por muito que o nosso amor seja infinito, a mamã sente por vezes necessidade de se reencontrar com ela própria... para simplesmente ainda mais e melhor a ti se poder dar!
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Nana bem, meu anjo, sonha com os anjos... voa até aos recantos mais escondidos do firmamento, agarra a noite e passeia com a Lua... sonha, sorri...
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Boa noite, princesa...
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(Será que a tua luta contra o sono está a dar tréguas? Shiuuuuu.... dorme bem, meu amor! O silêncio da noite vai te embalar...)
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terça-feira, 11 de março de 2008

Insegurança...

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Ontem, a jantar as duas:
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- Mamã, gostas da J.?
- De quem, linda?
- Da J.?
- Claro, meu amor, a mamã gosta muito de ti, sempre!
- Mas a J. pota-se mal!
(...)
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Meu amor, nem sempre é fácil lidar com as tuas birras, nem sempre consigo controlar e evitar as tuas lágrimas, nem sempre as tuas asneiras são fáceis de compreender, nem sempre as noites são pacíficas mas sempre, ouviste, sempre, pequenina, eu vou gostar de ti, independentemente das dificuldades, do cansaço...
Amar-te-ei sempre, assim, apaixonada e desmesuradamente..

Para sempre!

sábado, 8 de março de 2008

Quem conta um conto...

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Era uma vez
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A Ana lê muito devagar,
só uma letra de cada vez.
Enquanto ela está só a letrar
a Sara letra duas ou três.
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A Ana tem tempo de lá chegar.
Os pés, os tês, os bês, os mês,
não fogem se ela se demorar.
A Sara quer acabar e começar outra vez.
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A Ana lê e põe-se a pensar
nos quês, nos porquês, nos para quês,
e volta atrás para confirmar
porque, afinal de contas, talvez.
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A Sara prefere entrar
nas palavras, nos desenhos, e ficar.
Existir no meio das histórias, em vez
de ver, viver; em vez
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de pensar, de pausar, de perspicar,
ser ela a ser o que o herói fez.
Sai dos livros sem sair do lugar,
e corre o mundo de lés a lés.
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A Sara lê assim, a Ana mais devagar,
e depois ficam as duas a conversar.
A Ana conta: «Era uma vez…»
E a Sara: «Era eu uma vez…»
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Manuel Pinna, O pássaro da cabeça
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Adoras livros, contos e histórias de encantar... delicias-te com as palavras como se estivesses a provar o mais saboroso doce... encantas-te com o virar das páginas, à espera da continuação da aventura... amas as letras e tentas decifrá-las à tua maneira, fingindo ler as histórias que a mamã te conta, usando a tua memória para recriar a história...
É delicioso ver-te mergulhar no mar gigante deste universo mágico que são as palavras... a tua imaginação aperfeiçoa-se a cada dia que passa e, assim, deixo-me eu própria embalar pelas histórias que tu me contas, onde quase todas as personagens provenientes de cada história aparecem misturadas para juntas criar uma única e nova aventura!
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Adoro sentir que vais gostar de ler... espero que esta paixão perdure, que faças das palavras e das letras uma arma para enfrentares o Mundo e as pessoas, que lhe retires a doçura e o mel e, assim, dês um toque de ternura em tudo o que te rodeia!
Gostava que destas palavras que agora te embalam saibas um dia aplicar as lições que,nas entrelinhas, os teus personagens imaginários te vão tentando transmitir...
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Penso que, neste momento, vives cada peripécia, cada detalhe, cada descoberta ao ritmo do "Era eu uma vez..." e assim espero que possas continuar... a encarar o mundo fantástico e enigmático das palavras como uma porta que te dá acesso a um turbilhão de sonhos e emoções, que mergulhes nelas e em cada história como se fosses a personagem principal, que sonhes, que vibres, que te emociones, que vivas cada bocadinho de forma apaixonada e arrebatadora...
É um mundo à parte, um mundo mágico, um mundo colorido... um mundo onde simplesmente adoro ver-te crescer... embalada pelo ritmo suave e enternecedor da fantasia e da imaginação!
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No entanto, meu amor, um dia vais carinhosamente perceber que o provérbio "Quem conta um conto, acrescenta um ponto..." pode ser alterado, como o significado de todas as palavras! Se tenho que te ler oito, sim, oito histórias antes de adormecer, é normal que de vez em quando a mamã "conta o conto, diminuindo alguns pontos..."
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domingo, 2 de março de 2008

Dos últimos dias...

Têm sido uns dias complicados... principalmente as noites, já que a tua batalha contra o sono tem piorado... ao ponto de te levarmos ao pediatra! Não dormes já a sesta durante o dia na escolinha, há muito que não a queres e, se dormes, são uns quinze minutos, não mais... No entanto, apesar do cansaço que deverias sentir, adormecer-te tornou-se uma verdadeira guerra, onde as minhas lágrimas se misturam com as tuas e o desespero aumenta na passagem das horas em que no escuro do teu quarto lutas desesperadamente contra o sono... Deitas-te sempre por volta das nove, nove e meia mas só por volta da uma da manhã deixas que o cansaço finalmente te vença. É desesperante ver a tua inquietude na hora de dormir, mexes-te na cama, não páras e eu ali, angustiada pelo número cada vez mais reduzido de horas que dormes... tens tido noites de sete horas de sono e no entanto nem assim dormes na creche... Ollhar para ti e ver-te cansada, com os olhinhos inchados, tem sido uma verdadeira tortura para nós...
A tua alegria continua igual, os teus sorrisos também, assim como a tua ânsia de viver cada minuto como se do último se tratasse... continua a ser contagiante o teu riso, a tua ternura e o olhar puro e inocente com que vês o Mundo que te rodeia. Mas andas mais carente, mais birrenta, dependente de mim... apesar de todos os meus minutos livres te serem unicamente dedicados... andas irrequieta, mas realmente é na hora de deitar que tudo piora...
E é esta falta de sono, ou a vontade de não dormir que nos tem preocupado... sete ou horas de sono para uma criança da tua idade não é, a meu ver, muito saudável! Se fosse uma noite, uma vez sem exemplo, mas dias e dias assim... não é normal!
Assim, levamos-te ao pediatra que, por enquanto descartou a possibilidade assustadora de hiperactividade, uam vez que a luta contra o sono é uma dos seus principais sintomas! Segundo ele, é uma fase... e assim, tens de tomar um xarope antes de te deitar e ao acordar... se continuar esta luta desigual e destruidora contra o sono, voltarás lá novamente! A mamã só espera que seja mesmo apenas isso, uma fase... uma fase complicada e cansativa, mas apenas uma fase!
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Tens que descansar, meu amor, a noite só tem coisas belas à tua espera... abraça-a, deixa-te levar pelas estrelas para na beleza do firmamento os teus sonhos poderes alcançar!
Dorme, princesa, o Mundo lá fora esperará sempre por ti, ansioso pelo teu sorriso e pelo brilho do teu olhar...
Nana, linda, para com mais força ainda agarrares a Vida que te sorri... para com mais alegria viveres cada nova aventura!
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Ontem, começaste a ir à piscina e, claro, adoraste, não fosses tu louca por água... era ver-te rir, mergulhar, sem medos... o professor sorria com o teu à vontade, com os teus mergulhos... pensava ele que na primeira aula precisavas dele à tua beira! Não, não foi preciso... era ver-te simplesmente fazer da água a tua melhor amiga mas, acima de tudo, a tua maior fonte de alegria! Este mês vais uma vez por semana mas para o próximo levar-te-ei igualmente uma vez durante a semana... a tua felicidade e o cansaço que a aula te provoca podem ser uns bons aliados para umas noites melhores, em que mais facilmente adormeças...
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Só te quero ver feliz, meu amor, mais nada... só queria entrar na tua cabecinha e descobrir o que te atormenta...
Farei sempre tudo, tu sabes, para que essa ternura no teu rosta permaneça, para que essa alegria continue a encher os teus dias, para que essa felicidade continue a pautar a tua Vida... Tudo, meu amor, faremos tudo.

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No entanto, apesar das dificuldades e das lágrimas dos últimos tempos, continuas a acordar repleta de brilho e magia... e eu, princesinha, só me apetece agradecer o Milagre da Vida que todos os dias o meu coração enche de Alegria...
E peço para que tudo realmente não passe de uma fase, não seja nada mais que uma etapa complicada do teu crescimento nesta por vezes atribulada caminhada pela vida!
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