terça-feira, 29 de abril de 2008

Queixinhas...

(a tua mais assolapada paixão... a Luna!)
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Ontem, depois de te ir buscar fomos ao supermercado. Adoras ir comigo às compras (esperta!) e principalmente se se tratar de um shopping, o que não era o caso!
Compras feitas, preparadas para vir embora, dizes-me que queres comer! Batatas fritas... Achavas que estávamos num shopping e como sempre que lá vamos, acabamos por lá jantar, pensaste que aconteceria o mesmo! Lá te exliquei que não havia batatas ali, que estávamos num supermercado e que qualquer dias destes levava-te ao shopping. Lá te conformaste, não muito convencida, e viemos embora...
(...)
Hoje de manhã, como sempre, o papá leva-te à escolinha... Diz-me ele que a meio da conversa lhe dizes, num tom desiludido e queixoso:
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"Xabes, fui com a mamã a um shopping que não tinha batatas fitas..."
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Realmente, linda, que injustiça, não é? :))
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Adenda - (antes de nanar) - Nas nossas conversas habituais, sobre tudo e sobre nada, pergunto-te o que tens feito na escolinha. Respondes-tu, com um sorriso:
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"Eu piz muitos trabalhos, piz também uma colher-de-pau para ti, mas é xupesa... pintei com as tintas verdes, mas também gosto muto do vermelho e do azul..."
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:)
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(deixa lá, meu amor lindo, será surpresa na mesma para mim receber o teu trabalhinho do dia da mãe)
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E eu, cada vez mais me enterneço contigo... cada vez mais me sinto privilegiada por te ver crescer, a um ritmo alucinate e assustador, é certo, mas que transforma cada minuto num verdadeiro conto de encantar...
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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Recordações...

Perdida por entre lembranças, papéis guardados, recordações, fotografias e momentos que o tempo nunca conseguirá destruir, encontrei algumas das cartas que o teu papá e eu trocámos... um mergulho no mar das nossas lembranças, um momento de ternura...
Assim, meu amor pequenino, decidi deixar-te aqui algumas destas palavras, escritas na altura ao som suave da liberdade dos sentimentos que nos uniam... embaladas pela ternura de um Amor prestes a desabrochar, após ter ultrapassado inúmeras barreiras e dificuldades...
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(1999-11-22) - última carta enquanto amigos, escrita quatro dias antes de nos tornar namorados...
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"O sol abraça suavemente a doce melodia deste final de tarde... O silêncio à minha volta envolve-me num turbilhão inesperado de recordações.
Deixo-me levar nas asas do tempo e mergulho inconscientemente num passado que julgava esquecido, perdido por entre a bruma do tempo. Num mar turbulento de emoções, as lembranças voltam à superfície, como se nunca tivessem sido totalmente destruídas. Palavras ditas e perdidas no ar voltam novamente a assaltar o meu pensamento. Algumas ferem (ainda!)... e relembram as feridas que tão dolorosamente marcaram um momento! Foram palavras, gestos e atitudes que egoistamente destruíram sonhos, fantasias, ilusões... Julgava-as eternas!
Durante muito tempo deixei que estas recordações me impedissem de voltar a sonhar, construíndo assim À minha volta um muro de segurança, uma protecção para os meus sentimentos. Sentia-me triste porque sabia que estava a ser eu, nesse momento, a magoar os outros, mas algo em mim impedia-me de acreditar no que me pudessem dizer.
O tempo foi passando e ajudou ao esquecimento de determinadas situações... provocou no entanto novas mágoas, novas desilusões... Ajudou-me, no entanto, a crescer!
(...)
E subitamente começa-se a gerar em mim um novo turbilhão de sentimentos, permitindo-me inesperadamente uma reaproximação mais forte e adulta com os sentimentos até agora rejeitados...

P.S: As palavras têm o poder mágico de deixar transparecer os nossos mais íntimos receios, possuem o dom de transpor para o papel todo e qualquer sentimento! Elas conseguem mesmo ser uma forma de nos dar a conhecer, dando um bocadinho de nós próprios...
Este pequeno "ensaio poético" é dedicado especialmente ao melhor amigo do Mundo..."

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Força...

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É neste olhar que vou buscar a força para continuar...
a acreditar...
sem nunca duvidar!
Sim, vale a pena, neles repousar
para de novo reerguer-me,
da mágoa e tristeza libertar-me,
para simplesmente continuar a Sonhar!
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Não tenho conseguido escrever, tudo em mim é uma enorme confusão de sentimentos... sinto necessidade de soltar as palavras presas, simplesmente não consigo! Tenho unicamente necessidade de um pouco de tempo para me reencontrar... e voltar a Acreditar! Mas também sei que este olhar, sedento de sonhos, aventuras e mistérios por desvendar será o refúgio certo para mais Força ir buscar!
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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Mais uma estrela...

E nesta página em branco, deposito a minha mais profunda tristeza...
Com estas palavras escritas nesta noite de luar, tento aliviar um bocadinho a dor que neste momento sinto, tento sossegar um pouco de um dia em que de uma forma assustadora me foi dado a ver de que forma a nossa vida é somente um pequeno fio frágil que em segundos perde a força e deixa tombar por terra toda a esperança!
Sei que qualquer parte neste mundo é melhor para estares, finalmente livre do sofrimento que te acompanhava nestes últimos tempos... descansas agora, tão calmo, tão lindo, tão diferente do desespero e da dor que te encobriam ainda esta manhã...
Sei-o, mas dói tanto... ainda sinto nas mãos o calor do teu rosto quando te fui ver, ainda esta manhã, e me deparei com a tentativa desesperada de te tentarem reanimar, já tu te deixavas levar por aquela que, apesar de toda a tristeza e saudade que provoca, era a única que te podia dar o descanso e a paz que o teu coração pedia...
Segundos... em apenas segundos percebi o quanto esta vida é efémera, o quanto não somos realmente nada...
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Adeus meu Amor velhinho... se tu soubesses o quanto gosto de ti, a falta que me farás!
Sinto que o sabias... tenho que ter essa certeza!
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Neste momento não consigo escrever mais, as palavras não saem, ficam bloqueadas no meu pensamento, ainda meio perdido por entre as recordações dolorosas deste dia...
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Amanhã ver-te-ei pela última vez, dar-te-ei o meu último beijinho... mas o meu Amor e a minha Saudade irão contigo para te fazer companhia neste céu brilhante, repleto de estrelas... és mais uma delas, hoje a mais triste, a mais doce, a mais bela...
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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Dos sentimentos...

Sempre me foi muito difícil expressar verbalmente os meus sentimentos... sou uma apaixonada pelos meus, sofro com a mera possibilidade de os sentir a sofrer, choro em silêncio se lhes vejo o olhar triste, escondo-me para sofrer sozinha o desespero de ver as minhas raízes murcharem lentamente mas nem sempre consigo expressar abertamente o quanto lhes sinto a falta, o quanto os amo e o quanto ainda preciso deles!
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Amanhã, o vôvô tem alta, não há muito mais a fazer... é esperar que o tempo ainda nos permita estar um bocadinho mais com ele... para lhes podermos dizer que gostamos muito dele! Por um lado, sinto-me feliz, pelo menos a sua vontade está a ser realizada... regressar a casa, à sua casa, nem que seja para lá passar os seus últimos momentos, mas rodeado de carinho e afecto!
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És a única pessoa, meu amor pequenino, que me ensinou a dizer todos os dias, a todo o instante que a adoro, que por ela faria tudo, o possível e o impossível mas continuo a ter medo, muito medo, de nem sempre deixar transparecer o turbilhão de sentimentos que invadem o meu coração!
O último ano foi tão doloroso... perdas a mais... tenho medo!
Sinto-me uma menina assustada a ver o seu castelo de afectos ruir lentamente!
E as lágrimas rolam tristemente...


Esta música toca-me, resume tudo aquilo que sinto, que sempre senti, faço da sua letra as minhas palavras...
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Se o amanhã nunca chegar
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Algumas vezes tarde da noite
Eu fico acordado observando-a dormir
Ela está perdida entre lindos sonhos
Então eu apago as luzes e me deito na escuridão.
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E pensamentos passam pela minha cabeça
E se eu não acordar amanhã?
Será que ela terá dúvidas de que a amei
Com todo o meu coração?
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Se não houver amanhã...
Ela saberá o quanto eu a amei ?
Será que eu tentei de todas as formas
Mostrar-lhe todos os dias
Que ela é a única?
Se meu tempo na Terra acabar,
Ela deverá enfrentar este mundo sem mim...
Será que o amor que lhe dei no passado
Será o suficiente
Se não houver amanhã ?
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Eu já perdi pessoas na minha vida
Que nunca souberam o quanto eu as amava
Agora eu vivo com o remorso de que
Meus verdadeiros sentimentos por elas nunca foram revelados
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Então eu fiz uma promessa a mim mesmo
Dizer a cada dia o quanto ela significa para mim
E evitar aquela circunstância
Onde não há uma segunda chance
Para dizer-lhe o quanto a amo
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Se não houver amanhã...
Ela saberá o quanto eu a amei ?
Será que eu tentei de todas formas
Mostrar-lhe todos os dias
Que ela é a única?
Se meu tempo na Terra acabar
Ela deverá enfrentar este mundo sem mim...
Será que o amor que dei a ela no passado
Será o suficiente?
Se não houver amanhã ?
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Então diga a quem você ama
O que você pensa dela
Pois pode não haver amanhã
(...)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

De nós...

Já nanas... sim, a tua luta contra o sono parece ter terminado! Os sonhos e toda a beleza que eles te proporcionam parecem ter vencido a batalha... Há uns dias que adormecer-te tornou-se novamente um momento de puro mimo, um momento repleto de ternura em que ambas derrotamos o tempo que insiste em nos roubar uma da outra!
Os abraços, as carícias das tuas mãozinhas no meu rosto, os teus dedinhos a acariciar levemente as minhas orelhas, o sussurar-te docemente que te adoro, o sentir o teu respirar calmo e tranquilo e a doçura de te ver adormecer que nem um anjo ali ao meu lado voltaram de novo a preencher estes momentos só nossos em que matas as saudades de nós antes de adormecer!
Fico tão feliz, princesinha, é tão bom ver que os possíveis medos que sentias desapareceram... descansa, recupera as forças para viveres cada novo dia como uma aventura sem fim...
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Sei que o tempo, para nós, nos últimos dias, não tem sido o mais justo... o vovô velhinho está novamente no hospital!
A mamã anda triste, preocupada e sei que todos estes sentimentos provocam de vez em quando alguma impaciência minha... sei que a sua vida está prestes a terminar, sinto-o no seu olhar vazio e apático, na sua impossibilidade de falar, de se mexer...
Mais que a sua possível partida, magoa-me e fere-me ainda mais o sofrimento que o seu rosto deixa transparecer... sei que a sua partida será o fim de toda a sua agonia, de toda a sua dor! Entristece-me é ver que vamos acumulando momentos e recordações ao longo da vida para, no final, nenhum deles servir para aliviar a tristeza que se abate sobre nós!
Entristece-me ver a forma como uma pessoa lutadora, que conquistou tudo o que tem com a força do seu trabalho, com a sua enorme vontade de viver, com um grande sentido de esforço se tranforma assim, de um momento para o outro, num ser completamente indefeso, envolto num mar de dor e sofrimento...
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Sabes linda, foste talvez a sua última alegria, o reviver de uma infância que há muito ele perdeu (ou que nunca teve!).
Os beijinhos que lhe davas, o teu riso, a tua inocência e a tua beleza foram certamente as recordações que ele tem agora como único momento de felicidade!
Perguntaste-me, ontem, depois de te ter dito que a mamã tinha ido ver o vovô velhinho ao hospital "Poxo tratar dele, mamã?". A doçura e inocência da tua pergunta encheram os meus olhos de lágrimas!
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Quem me dera, meu amor, se tu soubesses... tenho a certeza que a tua presença, a tua doçura e a tua meiguice seriam, sem sombras de dúvidas, o melhor remédio para aliviar a dor e o sofrimento que povoam neste momento o seu coração e que encombrem o seu olhar!
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domingo, 6 de abril de 2008

Miminhos...

Após um dia repleto de aventuras, com piscina, mergulhos, muita brincadeira toda a tarde com a tua I. gande, eis que te vens sentar no meu colo, bem aninhadinha nos meus braços, viras-te para mim e dizes-me:
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"Ó mamã, dá-me miminhos que eu bem pexiso"
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Todos minha princesinha linda, os que tu quiseres, sempre... :)