sexta-feira, 25 de abril de 2008

Recordações...

Perdida por entre lembranças, papéis guardados, recordações, fotografias e momentos que o tempo nunca conseguirá destruir, encontrei algumas das cartas que o teu papá e eu trocámos... um mergulho no mar das nossas lembranças, um momento de ternura...
Assim, meu amor pequenino, decidi deixar-te aqui algumas destas palavras, escritas na altura ao som suave da liberdade dos sentimentos que nos uniam... embaladas pela ternura de um Amor prestes a desabrochar, após ter ultrapassado inúmeras barreiras e dificuldades...
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(1999-11-22) - última carta enquanto amigos, escrita quatro dias antes de nos tornar namorados...
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"O sol abraça suavemente a doce melodia deste final de tarde... O silêncio à minha volta envolve-me num turbilhão inesperado de recordações.
Deixo-me levar nas asas do tempo e mergulho inconscientemente num passado que julgava esquecido, perdido por entre a bruma do tempo. Num mar turbulento de emoções, as lembranças voltam à superfície, como se nunca tivessem sido totalmente destruídas. Palavras ditas e perdidas no ar voltam novamente a assaltar o meu pensamento. Algumas ferem (ainda!)... e relembram as feridas que tão dolorosamente marcaram um momento! Foram palavras, gestos e atitudes que egoistamente destruíram sonhos, fantasias, ilusões... Julgava-as eternas!
Durante muito tempo deixei que estas recordações me impedissem de voltar a sonhar, construíndo assim À minha volta um muro de segurança, uma protecção para os meus sentimentos. Sentia-me triste porque sabia que estava a ser eu, nesse momento, a magoar os outros, mas algo em mim impedia-me de acreditar no que me pudessem dizer.
O tempo foi passando e ajudou ao esquecimento de determinadas situações... provocou no entanto novas mágoas, novas desilusões... Ajudou-me, no entanto, a crescer!
(...)
E subitamente começa-se a gerar em mim um novo turbilhão de sentimentos, permitindo-me inesperadamente uma reaproximação mais forte e adulta com os sentimentos até agora rejeitados...

P.S: As palavras têm o poder mágico de deixar transparecer os nossos mais íntimos receios, possuem o dom de transpor para o papel todo e qualquer sentimento! Elas conseguem mesmo ser uma forma de nos dar a conhecer, dando um bocadinho de nós próprios...
Este pequeno "ensaio poético" é dedicado especialmente ao melhor amigo do Mundo..."

8 comentários:

Luisa disse...

Olá "nova amiga"! Pois é, são estas saídas que, mesmo quando a vida nos troca as voltas, nos põem um sorriso nos lábios! Aposto que com essa princesa te acontece os mesmo!
Bjs.

Mamã dos Diabinhos disse...

Tb gosto de mexer em coisas guardadas. Faz tão bem recordar cetas coisas.
beijos

Carla Santos disse...

e recordar é viver :)

beijos da carla :)*

Gabriela disse...

Ui minha amiga, perdi-me nos teus sentimentos reflectidos nas palavras...
Recordar pode ser reencontrar ou deixar morrer de vez o que permanece em nós como uma fogaça.
Eu, às vezes, prefiro não me lembrar.
Beijocas

Isabel disse...

que lindo!!!
obrigada por partilhares!
:)

Ana Isabel disse...

Por vezes tb gosto de ir dar a volta a algumas coisas que tenho guardadinhas.
Estão lindas as palavras.
Bjs

Rita disse...

É tão bom recordar!!!

María&Pezucos disse...

É tão bom recordar, não é?

Também tenho cartas guardadas...Gosto de as saber guardadas :)

Bjnhos grandes