sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Doente...

Ontem, pouco depois de adormeceres, acordas num choro sem fim... tento acalmar-te mas em vão! Pergunto-te o que te dói, choras... volto a perguntar, continuas a chorar! Reparo que pões constantemente a mão no ouvido! Desconfiada, pergunto-te se era o ouvinho que te doía. Sim, e choras ainda mais num pranto que me torna completamente impotente por ser incapaz de te aliviar a dor!
Anestesiados pelo cansaço, só depois de algum tempo conseguimos encontrar o Ben-u-ron (já o papá ia a sair para a farmácia...
Nem assim... a mãozinha na orelha, era impossível fazer-te parar de chorar!
Vamos ao hospital... tu própria dizes que tens de ir ao doutor! Portaste-te que nem uma menina crescida, nem uma única lágrima... ainda por cima, no fim, disse-te que te tinham dado a pulseirinha do braço por teres sido valente e corajosa, por teres mostrado aos outros meninos que não se deve ter medo dos doutores!
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Otite, garganta inflamada... farmácia a meio da noite e chegados a casa não querias nanar! Era já muito de noite, dizias tu, estava quase no fim! Não era preciso nanar!
Quatro horas da manhã (quinze minutos depois de termos chegado!), adormeces...
Nove horas... ligo para a escola... fico contigo... penso que precisas de descansar! Afinal, não dormiste quase nada!
A minha cabeça explode de tanto cansaço... sinto-me tonta com o sono!
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Tu... desde as nove que saltas, cantas, ris... nem cinco horas de sono e a tua energia está ao rubro!
Fico contente por te ver bem, que seja sempre assim, nada de grave, nada que te tire essa tão característica alegria de viver!
Mas, meu amor, desculpa a pouca paciência da mamã, sim? Desculpas?
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Dói-me tanto a cabeça... só queria dormir um bocadinho... só precisava de alguns minutinhos de silêncio!
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Adenda - Descansar durante a sesta dela?!
Pois, haja energia, meu amor... que ao longo da tua vida esta inesgotável energia te acompanhe sempre!
Às 22h15 (!) adormeceste finalmente! (depois de três histórias... )
Mesmo só com apenas cinco horas de sono, o pedido que mais se ouviu hoje cá em casa foi "Pára, J., por favoooooor" :)

sábado, 24 de janeiro de 2009

Mamã...

Ainda que nem sempre o demonstre,
Ainda que nem sempre os gestos sejam de quem o sente,
Ainda que as lágrimas possam por vezes ser mal-interpretadas,
Não passando, no entanto, de meras palavras magoadas...
És para mim o céu para o qual eternamente quero olhar!
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Ainda que o tempo passe, numa louca correria,
E nem sempre possa te abraçar como gostaria,
Ainda que o tempo me tenha feito crescer...
Continuo a desejar (quantas vezes em silêncio) no teu regaço me esconder!
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Ainda que o saibas, porque o meu olhar não o consegue negar,
E não sejam precisas meras palavras para o demonstrar,
Gostava de descobrir uma forma de te dizer...
Que tudo o que sou hoje vem directamente do teu ser!
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Continuo a ser aquela menina pequenina,
Que no teu colo gostava de estar aninhada.
E, quantas vezes, no silêncio assustador da noite,
Quando os fantasmas vêm assustar os meus pensamentos, ou a minha alma agitada...
Não grito por ti, somente para me sentir amparada?!
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Olha, mamã, olha para mim, olha para os meus olhos,
És o aroma que me acompanha, que me enibria os sentidos,
O colo que nunca quero perder,
A lágrima que decide pelo meu rosto rolar,
Porque nunca, simplesmente nunca,
A imensidão do meu Amor,
Vou algum dia te conseguir mostrar!
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Mas talvez se te disser, no mais profundo do nosso silêncio,
Que gostaria que um dia a minha filha me amasse,
Nem que fosse metade do que te amo,
Talvez assim percebas que o Mundo nunca será capaz de destruir,
Nem mesmo sequer diminuir,
Este Sentimento tão gigantesco,
Que a ti, eternamente, me continua a unir!
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Parabéns, Mamã, amo-te muito...
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(E sim, continuo a ser aquela menina pequenina, que outra menina pequenina vê crescer!
Olha para ela como o fazes... pois nela muito de mim continuas a ter!)

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Eternidade...

Para ti, docinho...
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SÓ POR ISSO, MÃE
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Mesmo que a noite esteja escura,
Ou por isso,
Quero acender a minha estrela.
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Mesmo que o mar esteja morto,
Ou por isso,
Quero enfunar a minha vela.
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Mesmo que a vida esteja nua,
Ou por isso,
Quero vestir-lhe o meu poema.
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Só porque tu existes,
Vale a pena!
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Lopes Morgado, Mulher Mãe
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Podemos ter medos, por vezes não conseguir evitar as lágrimas...
Podemos chorar, nem sempre conseguir acreditar...
Mas os nossos filhos, aqueles que no nosso ventre conseguimos gerar...
Nunca porão em causa os nossos sentimentos, por muito que às vezes possa parecer...
No nosso olhar, eles conseguirão sempre entrar...
E no mais íntimo de nós penetrar...
Para desvendar a mais pura e grandiosa verdade...
Que o nosso Amor por eles... é para a Eternidade!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Sonhos...


São tantos os meus sonhos e tão poucos ao mesmo tempo...
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Olho para ti e a tua Felicidade é o que desejo acima de tudo, num Mundo justo e harmonioso, onde pudesse encontrar a minha Paz interior!
Encaro o futuro na esperança de partilhar contigo o teu crescimento e,
quem sabe, (como eu queria tanto!) voltar a sentir de novo
o aroma doce e suave de uma nova vida!
- --
Sim, como queria que a minha vida conseguisse,
algum dia, atingir a estabilidade profissional necessária para poder novamente
fazer dos meus braços um ninho de Amor eterno,
uní-los novamente num laço indestrutível, que os prendesse a um novo ser...
ser novamente Mãe!
Ter-te a meu lado é querer seguir em frente,
sem medos nem receios,
muito menos fantasmas teimosos que me fazem chorar os laços de afectos que já partiram...
que brilham agora num céu azul e estrelado...
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Se tivesse o poder de recuar ou parar no tempo, prenderia junto a mim todos os que,
com o seu Amor, fazem de mim muito do que hoje sou...
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És a minha fonte de inspiração, a estrela que me guia nas horas em que sinto vazia de ti, a imagem que me acaricia a face sempre que o tempo me obriga a estar longe de ti para te poder proporcionar tudo o que necessitas!
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São estes os meus sonhos... tantos, tão poucos...


Mas se tivesse de oferecer um...
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então gostaria que o Mundo que te rodeia e o Futuro que te espera nunca te impeçam de encarar a Vida como um conto de fadas, onde princesa de um reino mágico e encantador, possas sempre continuar a SONHAR,
bem segura e protegida no teu castelo de princesa, de muros indestrutíveis, contruídos com o nosso Amor!
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sábado, 10 de janeiro de 2009

Encantador...


Ontem, por volta das dez, alguns flocos de neve começaram a cair... tímidos, não habituados a aparecer por estes lados... a pouco e pouco, aumentaram de intensidade! Talvez tivessem pensado que adultos e crianças adorariam ver toda a Natureza coberta de branco... mostrar-lhe o quão bela é esta paisagem coberta por este manto de paz e quietude!
Segurar alunos na sala foi imposível... batalhas de neve começaram e a manhã de aula acabou com gritos eufóricos, a alegria de muitos miúdos a quem nunca tinham dado a oportunidade de ver este fenónemo "mágico" da Natureza!
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- foto retirada -
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A viagem até casa demorou cerca de quatro horas, com a mamã a experimentar atalhos que nunca antes tinha experimentado, a tremer com medo de ir parar a algum campo :), a desejar rapidamente chegar a casa... que loucura, carros e mais carros amontoavam-se em filas intermináveis, impossibilitados de avançar, tamanha era a pista de gelo que a neve estava a provocar...

Mas a alegria, a felicidade provocadas por esta neve branca que teimou em cair estavam bem estampadas nos rostos! Principalmente no teu, quando finalmente chegaste a casa da escolinha (que aventura, papá, não foi?)!
A tarde terminou com o teu delírio a querer fazer bonecos de neve, a deitar-te no chão, a comer os flocos de neves "fios e fofinhos", a deslizar no trenó que te tínhamos comprado no fim-de-semana em que fomos à Serra da Estrela...
Por incrível que pareça, conseguimos usufruir mais dele aqui em casa do que nesses dias que lá passámos! :)
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A nossa casa, o nosso jardim e toda a paisagem envolvente parecem um verdadeiro manto branco... um quadro enternecedor, que transmite uma incrível sensação de paz!
Fiquei tão feliz por toda esta neve cá em casa, só para ti, para te fazer as delícias, para poder simpesmente assistir à tua felicidade... a esse brilho no olhar que me faz rejuvenescer e voltar a ser criança, novamente, para contigo crescer! De mãos dadas...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Declaração de amor...

(domingo à tarde...)
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Estou eu no meu quarto, a ler (ai que saudades!) e a descansar um pouco da tua inesgotável energia. Juntamente com o papá, estás lá fora, a brincar na terra, a andar de bicicleta, a correr atrás dos cães...
De repente, a minha leitura é interrompida pelo som de uns passitos a subir as escadas... escuto... sim, és tu!
Entras no meu quarto e saltas para cima da cama! (acabou-se a desejada leitura e o merecido descanso)
Enroscas-te em mim e queres miminhos...
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- Joana, porque não vais lá para fora brincar? (passatempo preferido!)
- Não quero mais!
- Não queres mais brincar lá fora??? Mas olha que está sol, tens de aproveitar... vai lá, vai andar de bicicleta! Olha que se chove depois não podes ir, já sabes!
- Eu xei mas eu não quero!!
- Ai é?
- Sim, gosto mais de estar deitadinha à tua beira do que brincar lá fora...
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(...)
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Fecho o livro, esqueço os minutos a sós comigo mesma e começamos uma verdadeira guerra entre monstros dos miminhos, monstros dos beijos e até mesmo os monstros das trincas se juntaram à brincadeira!
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Se as palavras nos beijam? Se nos fazem sentir únicas? Se possuem o poder de transformar o Mundo? Se nos tocam directamente no coração?
As tuas, meu amor lindo, as tuas simplesmente têm o sabor doce a sonho, a céu, a infinito...
As tuas, meu amor lindo, as tuas eternamente guardarei como as mais puras e sinceras que alguma vez ouvi!
Amo-te tanto... daqui a até ao céu e de volta! (lembras-te, linda?)