segunda-feira, 18 de junho de 2007

Momentos inesquecíveis...

(foto retirada)

Há momentos na nossa vida que deveríamos poder guardar eternamente na nossa memória… Pequenos instantes que passam por nós sem que por vezes lhes saibamos dar a devida importância! Se sempre pensei que o ser humano deveria ter o dom de poder escolher e preservar as suas memórias, tal e qual como ele o desejasse, agora que estás connosco, meu amor, cada vez penso mais nisso! Por vezes, gostaria de ter o poder de parar o tempo e guardar no baú mágico das minhas lembranças pedacinhos de ti… bocadinhos da criança feliz que és e que a mamã gostaria de guardar para sempre! Risos, lágrimas, gargalhadas, sorrisos, olhares ternos, traquinices, brincadeiras, palavras mágicas, carinhos!




O meu coração abriga já tantos momentos inesquecíveis destes dois anos contigo que me considero já a pessoa mais feliz e rica do mundo! São momentos tão mágicos, tão puros, tão nossos que a mamã promete-te que os preservará para sempre com tamanha ternura, com tamanho carinho, com tamanho amor que nem a violência por vezes tão cruel do mundo que nos rodeia os conseguirá apagar. Todos estes momentos são o meu maior tesouro, a minha maior riqueza. São estes momentos que me ajudam a passar o dia para regressar rapidamente para ti, são estes momentos que atenuam a saudade quando estou longe de ti, são estes momentos que me fazem pensar que só agora conheço o verdadeiro significado da felicidade, são estes momentos que me ajudam a enfrentar a agitação por vezes tão egoísta do quotidiano, são estes momentos que me fazem por vezes esquecer a injustiça e a hipocrisia que por vezes nos assombram pois é a estes momentos que dou verdadeiramente valor… tudo o resto deixa de ser tão importante assim!




É tão bom ver-te rir, com um riso puro e a transbordar de alegria! Hoje, como conseguimos estar os três juntos, com mais tempo para nós, pude desfrutar com mais intensidade destes nossos momentos… De manhã foi a mamã que te levou à escolinha e que pôde apreciar o beijinho cheio de ternura que me deste quando entraste com a V. para a tua salinha. À tarde, em vez do duche por vezes apressado que a correria do dia-a-dia me faz dar-te, hoje tomaste banho com o papá! Que alegria… “Vamos tomar banhinho J.? Com o papá?” “XIM, com o papá… Papá, anda tomar bainho… anda”. Foste de avião até à casa-de-banho nos ombros do papá a gritar “Bainho… papá… vamos tomar bainho, com a J.” Na banheira era ver-te a rir por estar a chapinhar na água e molhar, claro, tudo e todos! “Olha!” (e montes de água a cair para o chão) “Baleia amaela, bainho” (e davas banhinho à baleia amarela, à vermelha e à foca, menos à “tatauga vede” que anda na água porque tens medo dela!) No fim peguei em ti, enrolei-te na toalha e novamente palavras que gostaria de gravar para sempre “Olha ó mamã, o papá tá suinho” (o papá estava na banheira a acabar de tomar banho) e rias desalmadamente, com um daqueles risos que nos contagiam. Enquanto te secava o cabelo querias mais e mais brincadeira, então era ver-te a chamar pelo papá “Ó awid, anda, PAPÁ! PAPÁ… anda à J.




Muitos beijinhos, muitos abraços, muito colo, hoje tivemos direito os três a tudo… a tudo o que nos pertence por direito mas que nem sempre conseguimos aproveitar ao máximo! Até à “iopodina” em vez do “Pom Soier” (este só para te adormecer!). Já estavas com saudades da “tatauga bebé, do bata suxa e do doitor dói-dói”. Antes de nanar ainda me disseste, com muita pena do papá “Mamá, xabes, o papá foi ao doitor dói, dói…” e fazia-lhes festinhas!




Meu amor, poderia continuar aqui a descrever os nossos momentos, o nosso dia mas tudo em ti é motivo para escrever por isso, meu anjo, prometo-te que se nem sempre puder transcrever para palavras o que vivemos e partilhamos, a mamã arquivará carinhosamente na sua memória todos os bocadinhos de ti que não conseguir transpor para o papel…



É impossível não conseguir recordar eternamente todos estes momentos inesquecíveis!

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