quarta-feira, 27 de junho de 2007

Cansaço...

A mamã tem andado tão cansada... as aulas nunca mais acabam e a recta final é sempre a mais difícil! Sinto-me cansada, um sono que insiste em perseguir-me o dia todo e que, no final do dia, se acentua ainda mais e por vezes me faz perder a paciência! É, meu amor, perdoa-me se às vezes a mamã não tem energia suficiente para te acompanhar nessa tua vontade enorme de viver, perdoa-me se às vezes perco a paciência com as tuas birras ou com as tuas brincadeiras infindáveis, principalmente antes de adormeceres. Por vezes zango-me contigo porque insistes em não querer nanar mas, imediatamente, sinto um nó na garganta porque afinal de contas que me interessam as outras coisas se te tenho a ti?
Passo o dia todo a pensar em ti, no teu sorriso, nos teus miminhos e nos teus abraços e o tempo passa mais rápido só porque sei que vou voltar logo para casa para te poder abraçar, olhar para o teu rosto, ver-te sorrir, ouvir as tuas gargalhadas e as tuas conversas por vezes tão sem sentido mas tão importantes para mim... Depois, quando te tenho só para mim, fico triste quando não consigo que o cansaço acumulado me impeça de te gozar o mais possível ou quando sinto que a minha paciência escasseia e me impede de suportar as birras ou o excesso de vivacidade.

Perdoa-me, bebé, mas quero que saibas que te amo mais que tudo... és a razão pela qual luto todos os dias, és a minha vida, mas como diz o ditado "quem não ralha, não gosta!". Espero que um dia percebas isso e desculpes a mamã (tenho a certeza que sim porque sabes que o meu amor por ti é incondicional)!
...
Há pouco, antes de adormeceres (comigo a teu lado e depois de contadas duas histórias!) insistias em não querer adormecer, falavas, mexias-te e a mamã tão cansada, com os olhos quase a fechar de tanto sono... Zanga da mamã e imediatamente a tua resposta "A mamã é muto, muto minha...". O tempo parou naquele preciso momento... o cansaço evaporou-se ao ouvir tais palavras, o sono desapareceu, as preocupações evaporaram-se e só consegui abraçar-te muito forte e a desejar que aquele momento nunca mais passasse e te pudesse guardar sempre assim, tão abraçadinha a mim, com o teu rosto encostado no meu, com as tuas mãozinhas a fazerem-me festinhas! (e adormeceste logo de seguida, que nem um anjinho!) Tão deliciosamente minha...
Realmente a mamã é só tua! O que me interessa o resto se te tenho a ti? Isto basta-me, não consigo desejar mais nada... e contra este amor, princesa, não há cansaço que vença!

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