terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Perdidamente...

Perdidamente
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Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
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É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
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É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
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E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
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Florbela Espanca
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Saí de casa ainda tu dormias... Sinto-me triste, vazia, quando, nestes dias, tenho que te deixar sem poder ouvir o teu riso, sair sem te poder sentir o beijo, começar o dia sem poder embriagar-me do teu sorriso...
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Assim, hoje só e unicamente me apetece gritar para tudo e todos, meu amor, que te amo, sim, perdidamente!
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5 comentários:

Mar disse...

Olá, sempre me identifico com essas palavras, "alma, sangue e vida em mim". Espero que estejas melhor e que rapido rapido possas abraçar a tua boneca.
Bj grd

María&Peste disse...

Adoro esse poema...aliá gosto muito da Florbela Espanca :)

Já estás melhor?

Bjnhos

Mãe-Galinha disse...

Sei bem o que é isso de a deixar a dormir e sair de casa sem a poder abraçar como preciso para ter um dia feliz... Custa mais do que alguma vez imaginei. Andei 3 semanas sem o poder fazer... Dizia que morria sem forças...

Mts bjs

Mamã Elsa disse...

Tb sou fã. Tanto do poema, como das tuas palavras.
Força, às vezes tem de ser.
Mas depois das-lhe tantos miminhos para compensar.
Espero que já estejas melhor.
Beijos

YAMI disse...

Oi querida..
Este verso é Lindo...

O amor de MAE é incondicional!!

Um grande beijinho e a saudade aperta tanto!!!
yami