quinta-feira, 30 de abril de 2009

Dia da Mãe...

(foto retirada)
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Posso falhar muitas vezes, nem sempre lutar pelo que desejo. Posso muitas vezes pensar que poderia ser mais e melhor, que poderia simplesmente não hesitar e avançar. Sim, posso achar que sou teimosa, que os meus defeitos poderiam ser aniquilados, as minhas qualidades valorizadas. Posso muitas vezes pensar que o Mundo nem sempre é justo, nem sempre compreende os meus sentimentos, nem sempre me ajuda a acreditar que vale a pena acreditar e continuar a sonhar. Posso muitas vezes chorar por me sentir incompreendida, posso muitas vezes parar e desejar melhorar.
Quantas vezes não dou por mim a pensar que poderia alcançar muito mais, que o Mundo deveria alargar os seus horizontes para neles eu poder mergulhar? Quantas vezes gostaria deixar de me sentir injustiçada com as maldades do Mundo? Quanto vezes não culpo eu o Universo por não ser ainda mais feliz!
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Sim, faço tudo isto tantas vezes mas depois, como se algum raio divino me tocasse, penso para mim que estou a ser injusta.
Posso não ter o Mundo a meus pés, mas consigo tocar no céu sempre que o teu olhar poisa em mim.
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Como posso eu sequer pensar que o Universo teria tanto mais para me dar se no meu ventre eu pude um anjo desenhar, se no meu ventre eu senti a vida que cresce, a amor que brota a cada segundo, em rios e rios de felicidade?
Como posso eu sequer desejar mais se, contigo, eu consigo o Mundo abraçar e em tons de arco-íris os nossos dias pintar?
Como posso eu desejar sentir-me mais valorizada se de mim outra vida depende, se dos meus olhos outro ser depende para caminhar pelas encruzilhadas da vida, se do meu toque desgostos e tristezas se desfazem, se dos meus beijos um coraçãozinho vou enchendo de carinho, se do meu peito um anjo de luz e ternura se alimentou?
Como posso eu me sentir triste ou sozinha se o eco dos teus risos preenchem os meus dias e me acompanham nas solitárias correrias do dia-a-dia? Se o brilho do teu olhar me ilumina a noite em chuvas de estrelas cadentes?
Como eu simplesmente pensar, nem que só por um segundo seja, que mais feliz ainda poderia ser?
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Olho para ti, para o rosto que em mim desenhei, para o teu olhar que a minha presença faz brilhar, para a tua beleza que tantas vezes me faz sonhar, para a perfeição que do meu ventre vi nascer, e vejo que a Vida já me perdoou todos os erros, todas as imperfeições, todos os sonhos destruídos, todas as ilusões.
Sim, sempre que o meu pensamento me levar para onde nem sempre conseguirei chegar vou pensar em ti e pensar que, de facto, o Milagre da Vida já o pude tocar, que sou MÃE e que em mim , agora, todos os teus sonhos vejo docemente brotar, e só por isso tenho a certeza que mais feliz não poderia nunca ser!

Amo-te muito... perdidamente!

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